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Turismo rural avança: produtores e agricultores familiares passam a se cadastrar oficialmente no Cadastur

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O turismo rural brasileiro recebeu um importante impulso com a publicação da Portaria Nº 25, pelo Ministério do Turismo, regulamentando a Lei Geral do Turismo (Lei nº 14.987/2024). A medida permite o cadastro oficial de produtores rurais e agricultores familiares que oferecem serviços turísticos por meio do Cadastur, sistema de registro nacional do setor.

Reconhecimento oficial das atividades rurais no turismo

A portaria representa um avanço significativo ao reconhecer formalmente os produtores rurais como parte integrante do turismo. Isso garante que esses profissionais possam atuar legalmente, mantendo benefícios de outras legislações e programas federais. Agora, aqueles que colocam comida na mesa dos brasileiros passam a ter protagonismo também no turismo rural, ampliando as oportunidades de crescimento do setor.

Quem pode se cadastrar no Cadastur

Segundo o Ministério do Turismo, a nova regulamentação oferece maior clareza e segurança jurídica para diversos grupos, incluindo agricultores familiares, silvicultores, aquicultores, pescadores artesanais, povos indígenas, comunidades quilombolas e outras comunidades tradicionais.

De acordo com a portaria, agricultores com até quatro módulos fiscais de terra, que utilizam mão de obra familiar e têm a maior parte de sua renda vinculada ao próprio estabelecimento, estão aptos a se registrar no Cadastur.

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Impacto para Minas Gerais e o turismo sustentável

Para Teresa Lemos, presidente da Federação das Instâncias de Governança Regional de Minas Gerais (Fecitur-MG), a medida representa “provavelmente o maior ganho da última década para o turismo, especialmente em Minas Gerais”. Ela ressalta que a inclusão fortalece o turismo rural, gera empregos, aumenta a renda e promove o desenvolvimento sustentável regional.

A conquista é fruto de anos de mobilização da Fecitur-MG, que defendeu a valorização dos produtores rurais no setor turístico, transformando o papel do agricultor familiar em agente ativo do desenvolvimento econômico local.

Benefícios diretos da formalização

O cadastro no Cadastur oferece vantagens concretas aos produtores, como:

  • Acesso a linhas de crédito especiais;
  • Participação em programas de incentivo;
  • Maior visibilidade para turistas nacionais e estrangeiros;
  • Segurança jurídica, estimulando empreendedorismo e inovação.

Com essa regulamentação, o Ministério do Turismo reforça seu compromisso com o turismo de experiência, promovendo crescimento econômico regional, preservação cultural e valorização das comunidades tradicionais, em um momento de expansão do turismo rural no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%

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O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.

Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.

Compradores aguardam maior oferta da safrinha

Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.

Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.

A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.

Clima segue no radar dos agentes do mercado

As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.

O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.

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Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.

Relatório do USDA influencia expectativas globais

No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.

A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.

Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam

Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.

A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.

Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:

  • Alta de 57,9% na receita média diária;
  • Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
  • Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.

O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.

Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras

O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.

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Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:

  • Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
  • Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
  • Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
  • Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
  • Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
  • Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
  • Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.

A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.

Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses

O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.

Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.

Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.

Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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