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Custo da safra de milho em Mato Grosso cresce 2,1% e impacta planejamento do produtor

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O custeio da safra 2025/26 de milho em Mato Grosso apresentou alta de 2,12%, alcançando R$ 3.305,13 por hectare em relação à temporada anterior. O aumento é puxado principalmente pela elevação de 2,84% nos gastos com insumos, que continuam sendo o principal componente do custo, representando 88,41% do valor total.

Custos operacionais sobem e pressionam margens

Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), o Custo Operacional Efetivo (COE) da safra foi projetado em R$ 4.791,30/ha, enquanto o Custo Operacional Total (COT) atingiu R$ 5.379,10/ha, registrando aumentos anuais de 3,90% e 4,51%, respectivamente.

O crescimento reflete, principalmente, a maior despesa com pós-produção e o aumento das depreciações, que subiram 10,05% em relação à safra 2024/25, impactando diretamente o planejamento financeiro do produtor.

Custo de oportunidade e valorização de ativos

O custo de oportunidade da safra foi estimado em R$ 1.327,82/ha, um salto de 40,21%. Este indicador representa o rendimento que o produtor deixa de obter ao manter o capital investido em terra, benfeitorias e máquinas em vez de aplicá-lo no mercado financeiro.

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O aumento reflete tanto a valorização dos ativos agrícolas quanto o cenário de juros elevados no país, que encarece o custo de capital.

Custo total da safra atinge R$ 6.706,92 por hectare

Com todos os componentes considerados, o custo total da safra 2025/26 chegou a R$ 6.706,92 por hectare, o que representa alta de 10,05% em relação à temporada anterior. O IMEA alerta que esses números exigem atenção do produtor na gestão financeira e planejamento de investimentos, especialmente em um cenário de custos elevados e margens comprimidas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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