AGRONEGÓCIO
Brasil conquista 730 premiações e consolida posição entre os grandes produtores de vinho em 2025
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O Brasil encerra 2025 com um marco histórico no cenário internacional do vinho: 730 premiações conquistadas em concursos realizados em 13 países. Sob a coordenação da Associação Brasileira de Enologia (ABE), o envio das amostras brasileiras garantiu uma presença expressiva nas principais competições do mundo, reafirmando a diversidade dos terroirs nacionais e a qualidade crescente dos vinhos e espumantes produzidos no país.
Premiações refletem consistência e qualidade do vinho brasileiro
No total, os rótulos brasileiros receberam 66 Medalhas Grande Ouro, 358 de Ouro, 125 de Prata, 147 de Bronze, 22 Menções Honrosas e 12 Prêmios Especiais.
Desse volume, 564 distinções foram conquistadas em competições internacionais, realizadas em países como Argentina, Canadá, Chile, China, Espanha, França, Hungria, Itália, Moldávia, Reino Unido, Suíça e Uruguai.
Os resultados demonstram a maturidade e a consistência da vitivinicultura brasileira, que vem ganhando destaque entre os principais produtores globais.
ABE destaca avanço técnico e expansão geográfica
De acordo com o presidente da ABE, Mário Lucas Ieggli, o desempenho alcançado em 2025 comprova a evolução qualitativa e técnica das regiões produtoras brasileiras.
“As premiações confirmam que o Brasil produz vinhos e espumantes de excelência, capazes de se destacar em competições rigorosas avaliadas por jurados de diferentes escolas enológicas. Além disso, vemos com entusiasmo o crescimento de novos estados no mapa do vinho brasileiro, o que amplia a representatividade e o alcance do setor”, afirmou o enólogo.
Rio Grande do Sul lidera, mas novos polos ganham força
Tradicional berço da vitivinicultura nacional, o Rio Grande do Sul manteve a liderança, com 568 premiações em 2025. No entanto, o destaque crescente de outras regiões reforça a ampliação das fronteiras produtivas e a consolidação técnica do setor em todo o país.
Estados como São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Goiás, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e Paraná somaram 156 premiações, evidenciando o avanço de novos polos e a diversificação geográfica da produção de vinhos e espumantes brasileiros.
Destaques em competições internacionais de prestígio
A presença brasileira foi expressiva nas maiores competições do mundo, como o Decanter World Wine Awards, o International Wine Challenge e o International Wine & Spirits Competition, todos realizados no Reino Unido.
Somadas, essas três premiações renderam 238 medalhas ao Brasil, consolidando a reputação do país em mercados estratégicos e altamente competitivos.
O desempenho nacional também foi notável em concursos especializados, como o Vinalies Internationales, Bacchus, Mondial de Bruxelles, Effervescents du Monde, Catad’Or e Vinus, nos quais os espumantes brasileiros continuam se destacando como alguns dos melhores do mundo.
ABE fortalece presença internacional e intercâmbio técnico
Responsável pela coordenação e envio das amostras brasileiras aos concursos, a Associação Brasileira de Enologia atua para garantir a participação qualificada do país em competições de alto nível. A entidade também mantém parcerias com organizadores internacionais e incentiva a participação de enólogos brasileiros como jurados, ampliando o intercâmbio técnico e a atualização profissional.
Premiações reafirmam protagonismo brasileiro
Entre os resultados mais expressivos de 2025, o Brasil conquistou 123 medalhas no concurso Vinus, na Argentina, e 166 no 14º Concurso do Espumante Brasileiro, realizado no país.
O desempenho também foi marcante em eventos na França, como o Challenge International du Vin, o Chardonnay du Monde, o Citadelles du Vin e o Effervescents du Monde, todos reconhecidos mundialmente pela excelência dos participantes.
Outras conquistas vieram de competições realizadas no Chile, Canadá, China, Espanha, Hungria, Moldávia, Itália, Suíça e Uruguai, reforçando o alcance internacional e o prestígio da produção nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês
As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.
Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.
Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas
O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.
Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.
O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.
Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.
Carnes ampliam participação no mercado internacional
O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.
A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.
A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.
Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.
Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador
Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.
As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.
O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.
No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.
Milho, algodão e suco de laranja registram avanços
Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.
Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.
O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.
O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.
Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio
Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.
No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.
Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.
Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.
As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.
Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026
No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.
Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.
Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.
Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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