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Mercado de flores deve encerrar 2025 com alta entre 6% e 8%, impulsionado pelas vendas de fim de ano

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O setor de floricultura no Brasil deve encerrar 2025 com crescimento entre 6% e 8% em relação ao ano anterior, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor). O resultado positivo é atribuído à boa performance nas vendas ao longo do ano e ao aumento da demanda por flores e plantas naturais durante o Natal e o Réveillon, períodos que juntos respondem por cerca de 9% das vendas anuais do setor.

De acordo com Renato Opitz, diretor do Ibraflor, o mercado vive um dos seus melhores momentos, impulsionado pela retomada econômica, pela valorização das flores na decoração e pelo fortalecimento do hábito de presentear com produtos naturais. “Com uma oferta cada vez mais diversificada e um público mais conectado ao bem-estar proporcionado pelas plantas, o mercado floricultor brasileiro se posiciona para encerrar o ano em alta e iniciar 2026 com perspectivas extremamente positivas”, afirmou o diretor.

Vendas de fim de ano devem crescer 9% em relação a 2024

As vendas para as festas de fim de ano devem registrar um avanço de aproximadamente 9% em comparação com o desempenho de 2024. O crescimento é impulsionado pelo aquecimento do consumo decorativo e pelo aumento da procura por flores e plantas ornamentais como opção de presente e elemento de ambientação para celebrações.

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Segundo o Ibraflor, os meses de novembro e dezembro concentram uma das maiores movimentações do setor, com lojistas, produtores e distribuidores ampliando estoques para atender à demanda sazonal.

Principais tendências para o Natal: flores de corte e plantas decorativas

Entre os produtos mais procurados neste período, as flores de corte lideram as vendas, com destaque para rosas, astromélias e lírios, bastante utilizadas em arranjos e composições festivas. As flores típicas do Natal, como poinsettias (bico-de-papagaio), cyclamens, antúrios e kalanchoes, também ganham protagonismo, especialmente nas cores vermelho e branco. Versões tinturadas e com glitter continuam entre as preferidas para reforçar o clima natalino.

Plantas verdes e suculentas ganham espaço na decoração

No segmento de plantas verdes, crescem as vendas de espécies associadas à decoração de fim de ano, como as tuias holandesa e stricta, que vêm sendo adotadas como alternativas naturais às tradicionais árvores de Natal.

As suculentas também seguem em alta, com destaque para as sanseviérias trançadas em forma de cone, muitas vezes decoradas com luzes brancas ou douradas, que conferem elegância e simplicidade às composições.

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Essas opções se consolidam como peças decorativas acessíveis, atraindo consumidores que buscam unir estética e sustentabilidade na ornamentação de ambientes.

Perspectivas para 2026

Com o desempenho consistente em 2025, o Ibraflor projeta uma nova alta de 6% para 2026, reforçando a tendência de crescimento contínuo e consolidação do mercado nacional de flores e plantas ornamentais.

O setor se beneficia do avanço tecnológico na produção, da expansão dos canais digitais de venda e da valorização do consumo consciente — fatores que fortalecem o papel da floricultura brasileira no cenário econômico e ambiental.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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