AGRONEGÓCIO
Preço do leite recua enquanto farelo de soja valoriza em agosto de 2025
AGRONEGÓCIO
De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado nesta segunda-feira (8), a Relação de Troca (RT) entre o leite e o farelo de soja apresentou em agosto de 2025 o primeiro aumento do ano. Esse indicador é fundamental para medir o poder de compra do produtor de leite frente aos insumos concentrados utilizados na alimentação do rebanho.
Queda no preço do leite e alta do farelo de soja
O movimento de agosto foi marcado por uma queda de 2,29% no preço do leite pago ao produtor, após meses de altas consecutivas em 2025. Em sentido oposto, o farelo de soja, que vinha apresentando retração ao longo do ano, registrou valorização de 2,92% no mês.
Fatores que impulsionaram a valorização do farelo de soja
Segundo fontes do Imea, a valorização do concentrado proteico foi impulsionada principalmente pelo aumento da demanda, aliado à elevação das cotações na Bolsa de Chicago (CBOT) e à atratividade dos prêmios de exportação.
Impacto na Relação de Troca
Combinando a queda do leite e a valorização do farelo de soja, a RT atingiu 663,72 litros por tonelada em agosto, representando alta de 5,33% em relação ao mês anterior. Apesar do aumento, o Instituto ressaltou que o cenário ainda é favorável para os pecuaristas, já que a RT permanece como a segunda menor desde o início da série histórica do Imea.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações do agro brasileiro avançam em abril e soja lidera embarques, aponta ANEC
O Brasil segue com ritmo acelerado nas exportações do agronegócio em 2026, com destaque para a soja e o milho, segundo dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O relatório da Semana 16 mostra avanço consistente nos embarques e reforça o protagonismo do país no comércio global de grãos.
Embarques semanais superam 3,4 milhões de toneladas de soja
Na semana de 19 a 25 de abril, os embarques brasileiros de soja somaram cerca de 3,48 milhões de toneladas. Para o período seguinte, entre 26 de abril e 2 de maio, a projeção indica aumento para aproximadamente 4,46 milhões de toneladas.
Os dados refletem a intensificação da logística portuária, com destaque para:
- Porto de Santos: maior volume embarcado, superando 1,4 milhão de toneladas de soja
- Paranaguá: mais de 400 mil toneladas
- Barcarena e São Luís/Itaqui: forte participação no escoamento pelo Arco Norte
Além da soja, o farelo e o milho também apresentaram movimentação relevante nos principais portos do país.
Exportações crescem em abril e reforçam tendência positiva em 2026
No acumulado mensal, abril deve registrar entre 18,0 milhões e 20 milhões de toneladas exportadas, considerando todos os produtos analisados.
Entre os destaques:
- Soja: cerca de 14,9 milhões de toneladas embarcadas
- Milho: 2,75 milhões de toneladas
- Farelo de soja: volumes mais modestos, mas com recuperação frente a meses anteriores
No acumulado do ano, o Brasil já soma mais de 41 milhões de toneladas exportadas de soja, mantendo desempenho robusto no mercado internacional.
Comparativo com 2025 mostra avanço nas exportações
Os dados da ANEC indicam crescimento relevante frente ao ano anterior, especialmente no primeiro quadrimestre:
- Janeiro: alta expressiva nos embarques
- Março e abril: consolidação do crescimento
- Fevereiro: leve recuo pontual
Em abril, o volume exportado supera em mais de 2,3 milhões de toneladas o registrado no mesmo período de 2025.
China segue como principal destino da soja brasileira
A demanda internacional permanece aquecida, com forte concentração nas compras chinesas. Entre janeiro e março de 2026:
- China: responsável por 75% das importações de soja brasileira
- Espanha e Turquia: aparecem na sequência, com participações menores
- Países asiáticos e do Oriente Médio ampliam presença
No caso do milho, os principais destinos incluem Egito, Vietnã e Irã, reforçando a diversificação dos mercados compradores.
Logística e demanda sustentam desempenho do agro
O avanço das exportações brasileiras está diretamente ligado à combinação de fatores como:
- Safra robusta
- Demanda internacional aquecida
- Eficiência logística, com maior uso de portos do Norte
A tendência é de manutenção do ritmo positivo ao longo dos próximos meses, especialmente com o avanço da comercialização da safra e a continuidade da demanda global por grãos brasileiros.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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