RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Nematoides Avançam e Exigem Gestão Estratégica nas Principais Lavouras Brasileiras

Publicados

AGRONEGÓCIO

A presença de nematoides nas lavouras brasileiras tem preocupado produtores e especialistas, especialmente nas culturas de soja, milho e algodão. Esses microrganismos, que vivem naturalmente no solo, podem causar grandes prejuízos à produtividade agrícola quando suas populações crescem descontroladamente.

Nematoides: do Papel Ecológico ao Risco para as Lavouras

Segundo a Embrapa, os solos agrícolas abrigam uma ampla variedade de nematoides. Parte deles tem funções benéficas, como o consumo de fungos e bactérias e o auxílio na reciclagem de nutrientes, contribuindo para o equilíbrio do ecossistema.

Entretanto, há também os nematoides fitoparasitas, que atacam o sistema radicular das plantas, prejudicando o crescimento das raízes e a absorção de nutrientes. “Quando essas populações aumentam, o desempenho das lavouras é diretamente afetado, com perdas significativas na produção”, explica João Brússolo, gerente de campanhas da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL, especializada em soluções sustentáveis e gestão integrada no Cerrado.

Manejo Integrado é Essencial no Controle

O enfrentamento dos nematoides depende de estratégias de manejo integrado, que incluem rotação de culturas, uso de variedades resistentes, práticas de agricultura regenerativa e ações que reduzam a presença desses organismos no solo.

Leia Também:  Porto de Santana amplia embarques e reforça eixo logístico do Norte

O monitoramento constante e a identificação correta das espécies são fundamentais para orientar o produtor sobre o momento ideal de intervenção e sobre as melhores práticas de controle.

Soluções Biológicas Ganham Espaço no Campo

O avanço das soluções biológicas tem se destacado como alternativa sustentável no controle dos nematoides. “Produtos à base de microrganismos e peptídeos naturais reduzem o risco de resistência e ainda favorecem o desenvolvimento das plantas. São ferramentas alinhadas à demanda por uma agricultura de menor impacto ambiental”, ressalta Brússolo.

Produtos que Reforçam o Controle Sustentável

Entre as soluções disponíveis, a ORÍGEO oferece o Nimaxxa, um nematicida microbiológico desenvolvido pela UPL. O produto contém três cepas de bactérias do gênero Bacillus — duas de B. paralicheniformis e uma de B. subtilis — que colonizam o sistema radicular, formam um biofilme protetor e liberam metabólitos capazes de inibir ovos e juvenis de nematoides. Além disso, estimulam o crescimento das raízes e melhoram a saúde do solo.

Outro destaque é o Luminus, também da UPL, que atua como protetor natural contra doenças na soja e no milho. O produto age de forma preventiva, mantendo o baixeiro e as folhas saudáveis, o que resulta em redução de perdas e aumento de produtividade.

Leia Também:  Jovem da Zona da Mata aposta na pecuária leiteira e amplia produção familiar
Sustentabilidade e Produtividade Caminham Juntas

A combinação de Nimaxxa e Luminus representa uma estratégia eficaz de controle biológico e fortalecimento do desenvolvimento vegetal. “O resultado é um manejo sustentável, com maior produtividade, menor impacto ambiental e redução de perdas nas colheitas”, conclui Brússolo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

Publicados

em

Por

A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

Leia Também:  Safra de grãos se mantém em nível recorde e soja sustenta projeção

Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

Leia Também:  Novo marco fortalece o seguro rural, mas falta de recursos ameaça deixar proteção no papel

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA