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Tilápia Impulsiona Crescimento do Agronegócio Paranaense em 2024

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Produção de tilápia fortalece o agronegócio paranaense

A piscicultura paranaense segue em forte expansão e reforça sua importância no cenário agroindustrial do estado. De acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária, divulgado nesta quinta-feira (11) pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Valor Bruto da Produção (VBP) de pescados no Paraná alcançou R$ 2,29 bilhões em 2024, registrando alta de 10,4% em relação ao ano anterior.

O crescimento é liderado pela produção de tilápia em cativeiro, que responde por mais de 80% do VBP do setor. O desempenho confirma a tilápia como uma das principais cadeias produtivas do agronegócio paranaense, com forte contribuição para a economia local.

Expansão constante e participação crescente no VBP estadual

O boletim do Deral destaca a evolução da importância econômica da tilápia ao longo dos últimos anos. Em 2011, o VBP conjunto de bovinos, suínos, frango e tilápia somava R$ 10,55 bilhões, sendo que a tilápia representava apenas 1% desse valor. Já em 2024, o total combinado atingiu R$ 48,4 bilhões, com a tilápia passando a representar 4% do montante, o que demonstra sua crescente relevância no setor agropecuário.

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Segundo o Deral, a espécie é atualmente a proteína animal de maior expansão no estado, com crescimento médio nominal de 24% ao ano nos últimos 14 anos, superando o desempenho de outras cadeias, como bovinocultura, suinocultura e avicultura.

Tilápia apresenta maior crescimento entre as proteínas animais

Nos dois últimos anos, o avanço da produção foi ainda mais expressivo. O VBP da tilápia saltou de R$ 1,25 bilhão em 2022 para R$ 1,83 bilhão em 2024, um crescimento de 46%. No mesmo período, o VBP da bovinocultura recuou 6%, o da avicultura caiu 9%, enquanto a suinocultura apresentou aumento de 5%.

Esses números reforçam a força da tilapicultura como vetor de crescimento do agronegócio paranaense, especialmente por seu potencial de geração de renda e empregos no meio rural.

Debate sobre classificação e sustentabilidade da espécie

O documento também aborda a discussão nacional sobre a classificação da tilápia como espécie exótica invasora. Conforme o Deral, o Paraná já reconhece oficialmente essa classificação há mais de uma década, uma medida adotada para garantir o manejo sustentável da produção e evitar impactos ambientais, sem comprometer o desenvolvimento da atividade no estado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

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O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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