AGRONEGÓCIO
Preço do diesel S-10 sobe 0,16% em dezembro, enquanto diesel comum registra leve queda, aponta Edenred Ticket Log
AGRONEGÓCIO
De acordo com o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o início de dezembro registrou movimentos opostos nos preços dos tipos de diesel vendidos nos postos brasileiros. Na primeira quinzena do mês, o diesel comum apresentou leve queda de 0,16%, sendo comercializado a R$ 6,18 por litro, enquanto o diesel S-10 teve alta de 0,16%, alcançando R$ 6,22 em média.
Segundo Renato Mascarenhas, diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade, a diferença entre os comportamentos dos dois tipos de combustível reflete ajustes regionais e dinâmicas distintas de oferta e demanda.
“O diesel comum apresentou uma leve retração, enquanto o S-10 foi impulsionado por uma demanda mais intensa e custos operacionais mais sensíveis a variações”, explica Mascarenhas.
Nordeste lidera alta do S-10, enquanto Sul registra maior queda no comum
A análise regional do IPTL mostra que, no caso do diesel S-10, a maioria das regiões acompanhou a tendência nacional de alta, com destaque para o Nordeste, onde o preço médio subiu 0,81%, chegando a R$ 6,25.
Já para o diesel comum, o Sul registrou a maior redução entre as regiões, com queda de 0,34%, fazendo o preço médio recuar para R$ 5,95.
As maiores médias nacionais continuam sendo observadas no Norte, onde o diesel comum atingiu R$ 6,78 e o S-10 chegou a R$ 6,59. Em contrapartida, os menores preços permanecem no Sul, com R$ 5,95 para o comum e R$ 6,01 para o S-10.
Estados do Norte concentram os preços mais altos do país
Entre os estados, Roraima registrou o diesel comum mais caro do Brasil, vendido a R$ 7,48 por litro, após alta de 1,36% em relação à quinzena anterior. No caso do diesel S-10, o Acre liderou o ranking, com preço médio de R$ 7,43, representando um acréscimo de 0,13%.
Paraná mantém combustíveis mais baratos do país
Na outra ponta, o Paraná apresentou os menores preços médios nacionais:
- Diesel comum: R$ 5,93, após queda de 0,34%;
- Diesel S-10: R$ 5,98, com leve alta de 0,34%.
Já o Rio Grande do Sul registrou a maior redução para o diesel S-10, com queda de 0,83%, fazendo o valor cair para R$ 5,99.
Maiores altas foram registradas na Paraíba e no Piauí
A Paraíba apresentou a maior elevação no preço do diesel comum, com alta expressiva de 5,14%, fazendo o litro atingir R$ 6,55. Já o Piauí liderou os aumentos do diesel S-10, que subiu 1,58%, alcançando o preço médio de R$ 6,43.
Tendência reflete ajustes regionais e comportamento do mercado
Os resultados da primeira quinzena de dezembro indicam que o mercado de combustíveis segue em leve oscilação, com ajustes localizados e diferenças no comportamento entre os tipos de diesel. A análise da Edenred Ticket Log reforça que fatores como demanda regional, custos logísticos e variação de oferta continuam influenciando diretamente os preços praticados nas bombas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Juros altos impulsionam consórcio rural e mudam estratégia financeira dos produtores do agronegócio
O cenário de juros elevados e maior rigor na concessão de crédito está acelerando uma transformação importante na gestão financeira do agronegócio brasileiro. Diante do aumento dos custos de financiamento e das dificuldades de acesso às linhas tradicionais, produtores rurais têm buscado alternativas para manter investimentos, modernizar operações e preservar o fluxo de caixa.
Entre as modalidades que mais ganham espaço está o consórcio rural, que vem sendo incorporado ao planejamento financeiro de propriedades e empresas do setor como uma ferramenta estratégica para aquisição de máquinas, equipamentos e renovação de frota.
A mudança reflete uma postura cada vez mais profissionalizada dos agentes do agro, que passaram a analisar o crédito não apenas como uma fonte de recursos, mas como um elemento decisivo para a rentabilidade e a sustentabilidade do negócio.
Crédito mais caro aumenta pressão sobre o setor
O ambiente econômico de 2026 continua desafiador para quem depende de financiamento para investir na atividade rural.
As taxas de juros das operações de crédito rural com recursos livres permanecem elevadas, acompanhando a política monetária restritiva adotada para o controle da inflação. Ao mesmo tempo, produtores enfrentam aumento dos custos com insumos, máquinas, combustíveis, logística e seguros.
Esse conjunto de fatores tem elevado a pressão sobre as margens do setor e exigido maior atenção ao planejamento financeiro das propriedades.
Além disso, as limitações relacionadas ao crédito subvencionado previstas no Plano Agrícola e Pecuário 2025/26 ampliaram a necessidade de fontes complementares de financiamento, especialmente para médios produtores que buscam expandir ou modernizar suas operações.
Consórcio rural ganha protagonismo no campo
Nesse contexto, o consórcio rural passou a ocupar posição de destaque entre as alternativas de financiamento utilizadas pelo agronegócio.
Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) apontam crescimento expressivo do segmento de máquinas agrícolas, impulsionado pela busca de produtores por modalidades que ofereçam previsibilidade financeira e menor impacto imediato sobre o orçamento.
A principal vantagem do modelo está na possibilidade de programar investimentos sem a incidência de juros bancários tradicionais, permitindo um planejamento de longo prazo mais alinhado aos ciclos produtivos do setor agropecuário.
Com isso, o consórcio deixou de ser visto apenas como uma alternativa eventual e passou a integrar estratégias patrimoniais de produtores que buscam expandir a capacidade produtiva com maior equilíbrio financeiro.
Gestão financeira se torna diferencial competitivo
A pressão sobre os custos e a volatilidade dos mercados têm levado os produtores a adotar uma visão mais estratégica sobre o uso do crédito.
O foco já não está apenas na ampliação da produção, mas também na proteção da rentabilidade e da capacidade de investimento ao longo dos anos.
Especialistas destacam que decisões financeiras inadequadas podem comprometer margens, reduzir a competitividade da propriedade e limitar futuras oportunidades de crescimento.
Por isso, cresce a adoção de modelos de gestão financeira mais técnicos, com análise detalhada de custos, projeções de fluxo de caixa e diversificação das fontes de financiamento.
Produtores combinam diferentes modalidades de crédito
Outra tendência observada no agronegócio é a utilização combinada de instrumentos financeiros.
Em vez de depender exclusivamente de financiamentos bancários, muitos produtores têm associado linhas de crédito tradicionais, consórcios e operações estruturadas para equilibrar capital de giro e investimentos de longo prazo.
Essa estratégia reduz a exposição aos custos financeiros elevados e permite maior flexibilidade na administração dos recursos da propriedade.
Ao distribuir os investimentos entre diferentes modalidades, o produtor consegue preservar liquidez e manter projetos de expansão mesmo em períodos de maior restrição de crédito.
Profissionalização financeira avança no agronegócio
O fortalecimento do consórcio rural e de outras soluções financeiras evidencia uma nova fase do agronegócio brasileiro, marcada pela profissionalização da gestão econômica das propriedades.
O crédito passa a ser tratado como uma ferramenta estratégica de crescimento, integrada ao planejamento operacional e à gestão de riscos do negócio rural.
Especialistas avaliam que essa tendência deve continuar nos próximos anos, especialmente enquanto o custo do dinheiro permanecer elevado no país.
Perspectiva é de crescimento das alternativas financeiras
A expectativa do mercado é que o uso de consórcios, crédito estruturado e planejamento financeiro continue avançando no campo.
Com produtores cada vez mais atentos à previsibilidade dos investimentos e à preservação do caixa, modalidades que oferecem maior controle financeiro tendem a ganhar espaço dentro da estratégia de expansão do agronegócio.
O movimento demonstra que o setor busca crescer de forma sustentável, combinando aumento de produtividade, modernização tecnológica e gestão financeira mais eficiente para enfrentar os desafios de um ambiente econômico cada vez mais complexo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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