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Davi encerra ano legislativo destacando união do Congresso e desafios do país

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, encerrou o ano legislativo nesta sexta-feira (19), durante sessão conjunta do Congresso, na qual foram votados o Orçamento de 2026 (PLN 15/2025) e outros projetos. Em seu discurso, ele destacou a importância da união entre Câmara e Senado e afirmou que “mais do que nunca, o Parlamento brasileiro precisa estar unido” e que “o Poder Legislativo brasileiro precisa se reafirmar a todo instante, respeitando a harmonia e independência dos Poderes em relação ao Executivo e ao Judiciário”.

— Câmara e o Senado Federal precisam caminhar juntos. O Poder Legislativo brasileiro precisa se reafirmar a todo instante, respeitando a harmonia e independência dos poderes em relação ao Executivo e ao Judiciário — disse.

O senador ressaltou que a manifestação de encerramento também é um momento de agradecimento aos parlamentares e de reafirmar o Congresso como um espaço para opiniões divergentes, ao mesmo tempo em que busca a convergência, sobretudo em projetos de interesse do país. Ele afirmou que a pacificação e a cooperação em matérias relevantes são fundamentais e pediu que senadores e deputados façam um esforço para que o processo eleitoral de 2026 não interfira na tramitação e votação de propostas importantes para a população.

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— Deputados e senadores têm a autoridade dada pelo voto popular para defender suas agendas e buscar convergência nos aspectos que nos unem. Mas, muitas das vezes, legislações importantes estão tramitando no Congresso e, por conta do processo eleitoral, elas careciam, mereciam não só de mais celeridade como da sua aprovação, mas também careciam do aperfeiçoamento, da modernização, do melhoramento e da participação coletiva do conjunto do Parlamento — disse. 

Davi destacou a diversidade do Brasil e o papel dos parlamentares em representar as diferentes realidades locais. “O Estado brasileiro não daria conta de resolver os problemas dos rincões do país sem o trabalho dos vereadores, deputados e senadores, que levam as demandas locais a Brasília”, afirmou.

O presidente do Senado enfatizou que a colaboração de todos durante o ano permitiu aperfeiçoar legislações e cumprir as obrigações democráticas do Legislativo, sempre com coragem para enfrentar os desafios.

— E tudo o que quisermos fazer, dentro da legislação que nos cabe, estamos aptos e temos coragem de realizar — afirmou.

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Davi desejou boas festas aos parlamentares e às famílias do país e reforçou que o Parlamento, assim como os brasileiros, enfrenta desafios, mas está preparado para superá-los.

— A vida é assim. A gente tem que tirar as pedras da frente dos nossos caminhos. Enfrentar de cabeça erguida as dificuldades.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Comissão aprova projeto com programa de emprego e formação para jovens indígenas

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A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados aprovou proposta que cria programa de emprego e formação para jovens indígenas.

O programa prevê incentivos à contratação, qualificação profissional e acesso a políticas públicas de desenvolvimento socioeconômico para indígenas entre 18 e 29 anos.

A identificação dos beneficiários será feita por autodeclaração e reconhecimento pela própria comunidade, respeitando o princípio da autodeterminação dos povos indígenas.

Objetivos principais
O programa tem quatro objetivos centrais:

  • estimular a contratação de jovens indígenas por órgãos públicos federais e empresas privadas;
  • fomentar a qualificação técnica e profissional por meio de cursos gratuitos em parceria com entidades públicas e serviços sociais autônomos;
  • contribuir para a autonomia econômica das comunidades indígenas, com respeito à identidade cultural; e
  • ampliar o acesso a políticas de empregabilidade em regiões com alta concentração de população indígena.

Incentivos às empresas
As empresas privadas que aderirem ao programa e comprovarem a contratação de jovens indígenas terão direito a:

  • redução de 50% da contribuição patronal à Previdência Social sobre o salário do jovem contratado, por até 36 meses;
  • prioridade na participação em programas e editais federais de inovação e desenvolvimento regional;
  • preferência de contratação em licitações públicas, como critério de desempate (quando as propostas forem iguais ou até 10% superiores à mais bem classificada);
  • isenção de taxas federais para registro e regularização trabalhista do jovem contratado.
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O benefício fiscal de redução da contribuição patronal depende de prévia estimativa de impacto orçamentário e de medidas de compensação, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Os editais de licitação para contratação de serviços contínuos com dedicação exclusiva de mão de obra também poderão prever o emprego de jovens indígenas.

Inclusão produtiva
O texto aprovado é um substitutivo da Comissão de Trabalho ao Projeto de Lei 3940/25, do deputado Defensor Stélio Dener (União-RR).

A relatora, deputada Dandara (PT-MG), afirmou que o Censo 2022 apontou uma sub-representação da população indígena ocupada e com rendimentos do trabalho. Além disso, o rendimento médio dos indígenas ocupados é menor que os demais grupos étnico-raciais. “O projeto reconhece a situação dos jovens indígenas e propõe instrumentos concretos de inclusão produtiva, sem desconsiderar a diversidade cultural e os modos próprios de vida dessas comunidades”, disse.

Parcerias e regulamentação
A execução do programa contará com parcerias com institutos federais, universidades públicas, serviços sociais autônomos, organizações indígenas registradas e órgãos estaduais e municipais de emprego e desenvolvimento.

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O Poder Executivo será responsável por regulamentar o programa, definindo critérios de adesão das empresas, parâmetros de comprovação da identidade indígena e metas regionais conforme a concentração populacional e a taxa de desemprego entre jovens indígenas.

O texto aprovado determina que o tratamento de dados pessoais dos beneficiários – incluindo informações sensíveis sobre origem étnica e cultural – seguirá as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD, Lei 13.709/18).

Acesso à informação
O projeto também garante aos trabalhadores indígenas o acesso a informações claras sobre seus direitos trabalhistas, respeitando suas especificidades culturais e linguísticas.

Sempre que possível, as ações de orientação serão feitas em cooperação com lideranças e organizações indígenas, com uso de materiais bilíngues adaptados às realidades locais.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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