A Prefeitura de Rio Branco lamenta o deslizamento de terra ocorrido no último fim de semana no bairro Preventório, região onde também se encontra o bairro Dom Giocondo, conhecido popularmente como Papouco, que resultou no desmoronamento de oito residências. Na manhã desta segunda-feira (29), o secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, João Marcus Luz, manifestou preocupação com a situação e alertou para a possibilidade de agravamento do cenário, caso medidas preventivas não sejam adotadas.
Segundo o secretário, a área apresenta problemas históricos e recorrentes, incluindo condições insalubres, vulnerabilidade social e elevado risco geológico. “Trata-se de uma tragédia anunciada. A Defesa Civil possui laudos que apontam o risco de desbarrancamento e deslizamento, e a Prefeitura tem alertado a sociedade sobre isso”, destacou.
Segundo o secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, João Marcus Luz, a área apresenta problemas históricos e recorrentes, incluindo condições insalubres, vulnerabilidade social e elevado risco geológico. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
João Marcus Luz informou ainda que, de forma reiterada, o município vem orientando sobre a necessidade de retirada das famílias da área de risco e sua transferência para locais seguros. No entanto, segundo ele, há posicionamentos divergentes de outras autoridades e órgãos que acabam incentivando a permanência das famílias no local, o que pode colocar vidas em perigo. “Se não agirmos de forma responsável, podemos ter uma tragédia ainda maior, com perda de vidas humanas”, alertou.
Por outro lado, o promotor de Justiça e Direitos Humanos do Ministério Público Estadual, Thalles Ferreira Costa, também lamentou o ocorrido, mas afirmou que o desmoronamento registrado no Preventório foi pontual e não compromete, neste momento, áreas adjacentes. Ele ressaltou que o Ministério Público não é contrário à remoção das famílias, desde que o processo ocorra dentro dos trâmites legais e com respeito ao devido processo legal.
O promotor de Justiça e Direitos Humanos do Ministério Público Estadual, Thalles Ferreira Costa, também lamentou o ocorrido, mas afirmou que o desmoronamento registrado no Preventório foi pontual e não compromete, neste momento, áreas adjacentes.(Foto: Marcos Araújo/Secom)
Desde janeiro deste ano, a Prefeitura de Rio Branco vem realizando o cadastro das famílias que residem no Papouco e promovendo reuniões com os moradores. Até o momento, já foram apresentados três relatórios técnicos, incluindo laudos do Serviço Geológico do Brasil, que classificam a região como área de alto risco de erosão e desmoronamentos.
O município reforça que a prioridade é a preservação da vida e que continuará adotando medidas técnicas e sociais para garantir a segurança das famílias afetadas.
A reestruturação do transporte coletivo de Rio Branco avançou mais uma etapa. A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans), apresentou, nesta segunda-feira (6), a nova operação do sistema de transporte coletivo, que será executada pela empresa JTP Transportes, de Rondônia. A empresa iniciará a operação com uma frota de 120 ônibus, sendo 19 veículos zero quilômetro, além da previsão de ampliação gradual da frota e da implantação de novas tecnologias para aprimorar o atendimento aos usuários.
O prefeito Alysson Bestene explicou que a contratação é resultado de um trabalho iniciado há cerca de três meses, quando a gestão municipal instituiu um grupo de trabalho para avaliar a situação do transporte coletivo em Rio Branco. Após a elaboração de relatórios técnicos, foi decretada situação de emergência no sistema, inicialmente por 60 dias e posteriormente prorrogada, possibilitando a realização de um processo emergencial para contratação de uma nova empresa.
Segundo o chefe do Executivo municipal, todo o processo passou pelas etapas técnicas conduzidas pela RBTrans e pelo Conselho Tarifário, que definiram um novo modelo de remuneração baseado no quilômetro rodado. A empresa JTP foi a única participante da seleção e apresentou a proposta considerada mais viável para atender às necessidades do município.
“Vamos iniciar uma nova fase do transporte coletivo com uma frota mais moderna, monitoramento por GPS, bilhetagem eletrônica e 120 ônibus em operação, incluindo 19 veículos novos”, destacou o prefeito. (Foto: Val Fernandes/Secom)
“Após esse decreto, lançamos um certame emergencial. Todo o processo passou pela Câmara Técnica e pelo Conselho Tarifário, até chegarmos à proposta da empresa JTP, que apresentou a melhor condição para operar o transporte coletivo de Rio Branco. Vamos iniciar essa nova fase com 120 ônibus, sendo 19 novos, chegando a 60 veículos zero quilômetro, além de uma operação mais moderna, monitorada por GPS e bilhetagem eletrônica”, destacou o prefeito.
A nova operação contará com 120 ônibus, sendo 19 veículos novos já disponíveis para o início da prestação do serviço. A expectativa é que esse número chegue a 60 ônibus zero quilômetro, que já estão em processo de fabricação e deverão ser entregues até o início de setembro.
Todos os veículos seguirão um padrão de qualidade, oferecendo ar-condicionado, Wi-Fi, carregadores para celular e acessibilidade, garantindo mais conforto, segurança e inclusão aos usuários do transporte coletivo.
Além da renovação da frota, o novo contrato prevê o uso de ferramentas tecnológicas para acompanhamento da operação. O sistema contará com monitoramento por GPS e acesso da RBTrans às informações da bilhetagem eletrônica, permitindo maior controle sobre a quilometragem percorrida, o cumprimento das rotas e a prestação do serviço.
O prefeito também afirmou que a nova operação manterá os valores das passagens, preservando a tarifa estudantil e a gratuidade já garantida aos usuários que têm esse direito. (Foto: Val Fernandes/Secom)
O gestor municipal também ressaltou que a mudança na operação não trará alterações para os usuários em relação às tarifas. O valor da passagem será mantido, assim como a tarifa estudantil e a gratuidade para os públicos que já possuem esse direito.
Durante o período de transição, a empresa Ricco Transportes poderá continuar operando por até 90 dias, prazo estabelecido em contrato para evitar a interrupção do transporte coletivo enquanto a nova empresa assume integralmente a operação.
“Assinamos também um documento de transição com a atual empresa. Ela poderá permanecer operando por até 90 dias para que não haja descontinuidade do serviço, garantindo o atendimento à população e permitindo que todo o processo de transição, inclusive em relação aos trabalhadores, aconteça de forma organizada e transparente”, afirmou Bestene.
De acordo com o chefe do Executivo municipal, esse período também permitirá a conclusão das tratativas envolvendo os trabalhadores da atual operadora, incluindo os processos de rescisão contratual, a absorção dos profissionais pela nova empresa e a regularização dos encargos trabalhistas, garantindo a continuidade do serviço e a preservação dos direitos dos colaboradores.
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