RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Alta do ICMS sobre gasolina impulsiona preços do etanol no início de janeiro, aponta DATAGRO

Publicados

AGRONEGÓCIO

O mercado de etanol ao produtor começou o ano de 2026 em ritmo mais aquecido, após o período de menor movimentação das festas de fim de ano. Segundo dados da DATAGRO, a primeira semana de janeiro registrou retomada na demanda e firmeza nos preços, impulsionados pelo cenário típico de entressafra e pela baixa disponibilidade de estoques nas usinas.

Distribuidoras recompõem estoques e sustentam alta nas cotações

Mesmo com a perda momentânea de competitividade do etanol hidratado frente à gasolina nas bombas paulistas, as negociações seguem aquecidas. As distribuidoras continuam ativas, recompondo seus estoques após as festividades de fim de ano. Esse movimento tem permitido às usinas testar valores gradualmente mais altos nas principais praças de comercialização.

Aumento do ICMS da gasolina favorece etanol hidratado

A partir da segunda semana de janeiro, o mercado pode ganhar novo impulso com o reajuste da alíquota unificada do ICMS sobre a gasolina, que passou de R$ 1,47 para R$ 1,57 por litro desde o dia 1º de janeiro. A expectativa é que, à medida que o aumento do imposto for repassado ao consumidor final, o etanol hidratado recupere parte de sua competitividade, especialmente nos estados da região Centro-Sul.

Leia Também:  Queda do petróleo pressiona açúcar, mas etanol mantém alta; safra no Centro-Sul se aproxima do fim com foco na produção de biocombustíveis
Possíveis reduções no preço da gasolina podem limitar ganhos

Apesar do cenário favorável, a DATAGRO destaca que o preço da gasolina nas refinarias da Petrobras ainda se mantém 18,3% acima da paridade de importação. Esse fator pode abrir espaço para eventuais ajustes negativos nos preços do combustível fóssil. Caso ocorram, tais reduções podem limitar a continuidade da valorização do etanol hidratado no curto prazo.

Etanol hidratado e anidro registram novas altas em São Paulo

Na última terça-feira (7), o etanol hidratado ao produtor em São Paulo apresentou alta de 0,7%, atingindo R$ 3,0158 por litro, o que representa ganho de 11,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O etanol anidro teve avanço ainda maior, de 1,8%, alcançando R$ 3,4476 por litro, também com alta anual de 11,3%, ambos sem impostos.

Em Paulínia (SP), o preço CIF do etanol hidratado subiu 1,8%, chegando a R$ 3,1220 por litro, sem tributos. O indicador acumula alta semanal de 2,8% e valorização anual de 10,6%, segundo levantamento da DATAGRO Price-Reporting Agency (PRA).

Leia Também:  Borra de café é transformada em biometano e abastecerá indústria com energia limpa

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Pecuária brasileira bate recordes no 1º trimestre de 2026 com alta no abate de bovinos, suínos e frangos

Publicados

em

Por

A pecuária brasileira iniciou 2026 em ritmo forte. Dados do primeiro trimestre apontam crescimento nos abates de bovinos, suínos e frangos em comparação ao mesmo período do ano passado, consolidando novos recordes para a produção animal nacional. O avanço também foi acompanhado pela maior captação de leite já registrada para um primeiro trimestre, reforçando a relevância do setor para o agronegócio brasileiro.

Os números mostram um cenário de expansão da oferta de proteínas animais, impulsionado pela demanda interna e pelo desempenho das exportações, especialmente nos segmentos de carne bovina, suína e de frango.

Abate de bovinos alcança recorde histórico

O Brasil registrou o abate de 10,29 milhões de cabeças de bovinos sob inspeção sanitária no primeiro trimestre de 2026, o maior volume já apurado para o período desde o início da série histórica, em 1997.

O resultado representa crescimento de 3,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Na comparação com os três últimos meses do ano passado, houve retração de 6,9%, comportamento considerado sazonal para o setor.

A produção de carcaças bovinas somou 2,63 milhões de toneladas, volume 5,1% superior ao registrado um ano antes.

Entre os estados, o destaque continua sendo Mato Grosso, responsável por 17,5% do total nacional. Na sequência aparecem São Paulo (11,6%), Goiás (9,2%) e Pará (9,1%).

Suinocultura registra melhor primeiro trimestre da história

O abate de suínos atingiu 15,27 milhões de cabeças entre janeiro e março de 2026, estabelecendo um novo recorde para um primeiro trimestre.

O volume foi 5,5% superior ao observado no mesmo período de 2025, enquanto permaneceu praticamente estável frente ao quarto trimestre do ano passado.

A produção de carcaças alcançou 1,43 milhão de toneladas, avanço de 6,9% na comparação anual e de 1,0% sobre o trimestre imediatamente anterior.

Leia Também:  Borra de café é transformada em biometano e abastecerá indústria com energia limpa

Santa Catarina manteve a liderança nacional na atividade, concentrando 28,1% dos abates. Paraná e Rio Grande do Sul aparecem logo atrás, com participações de 20,9% e 17,8%, respectivamente.

Abate de frangos segue próximo de níveis recordes

A avicultura brasileira também apresentou desempenho positivo. No primeiro trimestre foram abatidos 1,71 bilhão de frangos, aumento de 3,6% em relação ao mesmo período de 2025.

Apesar da pequena queda de 0,5% frente ao quarto trimestre do ano passado, o resultado representa o segundo maior volume trimestral da série histórica, ficando atrás apenas do recorde registrado no período imediatamente anterior.

A produção de carne de frango alcançou 3,73 milhões de toneladas de carcaças, crescimento de 6,9% na comparação anual e de 2,2% frente ao trimestre anterior.

O Paraná permanece como líder absoluto do setor, respondendo por 35% do abate nacional. Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo completam o grupo dos principais estados produtores.

Captação de leite atinge maior volume da série histórica para o período

A aquisição formal de leite cru totalizou 6,78 bilhões de litros nos três primeiros meses de 2026, representando crescimento de 2,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O volume é o maior já registrado para um primeiro trimestre desde o início do levantamento.

Em relação ao quarto trimestre de 2025, houve redução de 8%, reflexo da sazonalidade da produção leiteira em diversas regiões do país.

Minas Gerais manteve a liderança nacional na captação, com participação de 23,5%, seguido por Paraná (15,6%) e Rio Grande do Sul (13,5%).

Leia Também:  Queda do petróleo pressiona açúcar, mas etanol mantém alta; safra no Centro-Sul se aproxima do fim com foco na produção de biocombustíveis

O preço médio pago ao produtor ficou em R$ 2,24 por litro, valor 18,8% inferior ao registrado um ano antes. Na comparação com o trimestre anterior, houve leve alta de 1,4%.

Mercado de couro permanece estável

Os curtumes brasileiros receberam 10,75 milhões de peças inteiras de couro cru bovino durante o primeiro trimestre.

O volume permaneceu praticamente estável em relação ao mesmo período de 2025, embora tenha apresentado retração de 3,3% frente ao trimestre anterior.

Goiás liderou a recepção de couro para processamento, com participação de 19% do total nacional. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul aparecem na sequência, com 16,8% e 12,1%, respectivamente.

Produção de ovos mantém crescimento moderado

A produção brasileira de ovos de galinha alcançou 1,21 bilhão de dúzias no primeiro trimestre de 2026.

O resultado representa crescimento de 0,4% em comparação ao mesmo período do ano passado. Em relação ao quarto trimestre de 2025, houve recuo de 3,5%.

São Paulo segue como principal produtor nacional, concentrando 24,6% da produção. Minas Gerais, Paraná e Espírito Santo completam o grupo dos maiores estados produtores.

Setor pecuário inicia 2026 com indicadores positivos

Os resultados do primeiro trimestre reforçam a força da pecuária brasileira, com recordes nos segmentos bovino e suíno, desempenho robusto da avicultura e crescimento da produção leiteira.

O cenário evidencia a capacidade do setor em manter elevados níveis de produção mesmo diante dos desafios de mercado, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores globais de proteínas animais e produtos pecuários.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA