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Oferta elevada pressiona preços da soja no Brasil, apesar de aumento nas negociações

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Liquidez ganha força no mercado interno

O mercado brasileiro de soja registrou maior movimentação nos últimos dias, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Cooperativas e cerealistas têm incentivado os produtores a vender o restante da safra anterior, com o objetivo de liberar espaço para a entrada da nova colheita, o que resultou em uma elevação na liquidez do mercado spot.

Pressão sobre os preços continua

Apesar do maior volume de negócios, as cotações domésticas seguem em queda, influenciadas pelas expectativas de uma oferta elevada no curto prazo. A ampla disponibilidade do grão no mercado interno tem mantido os preços sob pressão, limitando a valorização mesmo diante do avanço das negociações.

Estoques e produção recorde ampliam cenário de oferta

Em relatório divulgado em 15 de janeiro, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) revisou para cima o estoque inicial da safra 2025/26, agora estimado em 10,73 milhões de toneladas — um crescimento de 2,9% em relação a dezembro de 2025 e expressivos 48,4% acima do registrado no mesmo período do ano anterior.

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A produção nacional continua projetada em 176,12 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como um dos principais produtores mundiais e reforçando a tendência de abundância de oferta no mercado interno.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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