RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Preço do Boi Gordo Segue Estável em São Paulo e Outras Regiões com Arroba em Cerca de R$ 320

Publicados

AGRONEGÓCIO

Mercado do Boi Gordo Mantém Estabilidade no Início da Semana

O mercado do boi gordo iniciou a semana com preços praticamente estáveis nas principais praças pecuárias do país. Segundo dados da Scot Consultoria e do CEPEA/ESALQ, a arroba do boi gordo em São Paulo é negociada entre R$ 318,00 e R$ 322,00, sem variações significativas em relação à semana anterior.

O ritmo lento de negócios e a oferta restrita de animais têm mantido o mercado em equilíbrio, com poucos negócios fechados e frigoríficos atuando de forma seletiva nas compras.

Pouca Oferta e Escalas Curtas Sustentam os Preços

Em São Paulo, as escalas de abate atendem, em média, de sete a oito dias, o que reflete o volume limitado de oferta. No Sudeste de Rondônia, a situação é semelhante — parte dos frigoríficos ainda está fora das compras, fator que colabora para a manutenção das cotações.

De acordo com analistas, os pecuaristas continuam cautelosos nas vendas, aguardando sinais mais claros de movimentação no mercado para o restante do mês.

Leia Também:  Lodo de esgoto como fertilizante será tema de palestra no Conexão Abisolo 2025
Mercado de Carne Bovina Mostra Menor Giro no Atacado

No atacado, o comportamento do mercado de carne bovina segue dentro do padrão esperado para o período. Com o consumo mais contido após as festas de fim de ano, houve redução nos pedidos de reposição de estoques e menor ritmo de vendas.

A carcaça casada do boi capão manteve-se estável, enquanto a carcaça do boi inteiro registrou alta de 1,6%, equivalente a R$ 0,35/kg. Entre as fêmeas, a carcaça da vaca valorizou 0,7% (+R$ 0,15/kg), e a carcaça da novilha teve leve recuo de 0,5% (-R$ 0,10/kg).

Esse equilíbrio entre oferta e demanda tem evitado movimentos bruscos nos preços, reforçando o cenário de estabilidade do setor.

Carnes Alternativas Têm Queda nas Cotações

O mercado de carnes alternativas apresentou queda nos preços nesta semana. O frango médio recuou 3,6%, uma baixa de R$ 0,25/kg, enquanto o suíno especial teve desvalorização de 4,8%, ou R$ 0,60/kg.

Com a menor demanda no varejo e a concorrência com a carne bovina, os preços dessas proteínas seguem pressionados em todo o país.

Leia Também:  Custos alimentares caem em 2025 e confinamento bovino atinge lucros recordes, aponta ICAP
Expectativas: Mercado Deve Permanecer Estável no Curto Prazo

A Scot Consultoria projeta que o cenário de estabilidade continue nos próximos dias, com poucos pedidos de reposição e ritmo moderado de negócios. A segunda quinzena de janeiro costuma apresentar menor movimentação na ponta final da cadeia, o que tende a manter os preços firmes, porém sem tendência de alta no curto prazo.

A expectativa é de que as negociações ganhem força apenas em fevereiro, conforme o consumo interno se recupera e os frigoríficos ajustam suas escalas de abate.

Contexto Global Pode Influenciar o Setor

Embora o mercado interno siga equilibrado, analistas apontam que o desempenho das exportações e as relações comerciais com a China devem continuar sendo fatores determinantes para a precificação do boi gordo ao longo de 2026. O setor monitora atentamente possíveis mudanças nas regras de importação chinesas, que podem afetar o escoamento da carne brasileira nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

Publicados

em

Por

A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

Leia Também:  Justiça de Goiás suspende execução de cédula rural por cobrança irregular de juros

A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

Leia Também:  18ª ExpoGenética reúne inovação e genética avançada na pecuária de corte em Uberaba

Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA