RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

18ª ExpoGenética reúne inovação e genética avançada na pecuária de corte em Uberaba

Publicados

AGRONEGÓCIO

De 15 a 24 de agosto, Uberaba (MG) sedia a 18ª edição da ExpoGenética, considerada a maior feira de zebuínos avaliados do Brasil. Promovido pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), o evento destaca o avanço genético e tecnológico da pecuária de corte nacional.

Maior mostra de zebuínos avaliados do país

Nesta edição, mais de 1.000 animais das raças zebuínas estarão expostos nos 39 pavilhões do Parque Fernando Costa. Cerca de 60 expositores apresentarão seus trabalhos de seleção genética, consolidando o evento como referência para o setor.

Tema da edição: “Transformando Genética em Lucro”

O foco da ExpoGenética 2025 é mostrar como a genética pode ser um aliado estratégico para aumentar a eficiência, sustentabilidade e rentabilidade da produção pecuária. Produtores, técnicos, pesquisadores e acadêmicos participam de uma programação diversificada, que inclui leilões, lançamentos, debates técnicos e atividades culturais.

Programação diversificada com exposição, leilões e lançamentos

Além da exposição dos animais, a feira contará com 26 leilões e oito shoppings de genética, que impulsionam negócios e a valorização da genética zebuína. Também serão apresentados lançamentos de avaliações genéticas e o novo sumário das raças.

Leia Também:  Laboratório de Sementes da Agrodefesa é aprovado em avaliações nacionais de qualidade
Destaque para o Programa Nacional de Avaliação de Touros Jovens (PNAT)

O PNAT, programa referência no melhoramento genético, já avaliou 245 touros jovens e distribuiu mais de 175 mil doses de sêmen. Os touros participantes passaram pelo Teste de Desempenho e Eficiência Alimentar (TDEA) e os melhores serão revelados na feira. O 8º Leilão PNAT, com ofertas exclusivas, será realizado no Pavilhão Multiuso do Parque Fernando Costa.

Agenda do PNAT:

  • 16/08 (8h30): Chegada dos touros
  • 20/08 (8h-12h): Primeira fase da avaliação (criadores e técnicos)
  • 20/08 (13h30-17h): Segunda fase da avaliação (técnicos ABCZ)
  • 21/08 (10h): Divulgação dos resultados PNAT 2025
  • 22/08 (13h): 8º Leilão PNAT
Encontro ABCZ Mulher com participação especial

A oitava edição do Encontro ABCZ Mulher terá como destaque a participação de Caio Coppolla, comentarista político da CNN Brasil, reforçando a presença feminina na pecuária.

Museu do Zebu com programação especial

Durante a feira, o Museu do Zebu promove ciclos de visitação para estudantes, palestras, o lançamento do livro Elas & o Agro – Histórias que inspiram e a continuidade das marcações do Painel de Marcas. Também fazem parte da agenda o projeto De Olho no Material Escolar, o Quintou no Museu e Meu Amigo Animal.

Leia Também:  Dólar recua e mercado acompanha petróleo e decisões de juros; Ibovespa inicia sessão sob cautela
Homenagens e reconhecimento

A ExpoGenética premiará profissionais e personalidades com os Mérito ExpoGenética e Mérito ABCZ Mulher, valorizando quem contribui para o desenvolvimento da pecuária zebuína e do agronegócio brasileiro.

Organização e patrocinadores

O evento é organizado pela ABCZ e conta com patrocínio da Neogen, Virbac, Real H e Romancini Troncos e Balanças. O Banco do Brasil, CNA/Faemg/Senar, Fazu e Sebrae apoiam a feira. O café oficial é Dona Neném, e a cerveja oficial, Itaipava.

Para conferir a programação completa e mais informações, acesse: expogenetica.com.br.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

Publicados

em

Por

As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

Leia Também:  Laboratório de Sementes da Agrodefesa é aprovado em avaliações nacionais de qualidade

Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

Leia Também:  Carne Angus brasileira atinge recorde histórico em produção e exportações com alta de 260% em 2025

Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA