AGRONEGÓCIO
Laboratório de Sementes da Agrodefesa é aprovado em avaliações nacionais de qualidade
AGRONEGÓCIO
O Laboratório Oficial de Análise de Sementes (Laso/Labsem) da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) obteve aprovação em avaliações nacionais de qualidade, reforçando a credibilidade e precisão das análises de sementes realizadas pelo órgão.
As avaliações fazem parte do Programa de Ensaio de Proficiência (PEP), exigido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que visa garantir a padronização e confiabilidade dos resultados emitidos pelos laboratórios oficiais.
Desempenho do Labsem em ensaios de proficiência
Entre os testes realizados, o Labsem participou do PEP da Agrária, avaliando sementes de soja em diferentes parâmetros, incluindo:
- Pureza física (semente pura, material inerte e outras sementes)
- Determinação de outras sementes por número
- Descrição das sementes encontradas
- Germinação de plântulas normais e anormais
- Identificação de sementes duras e mortas
- Testes de vigor por envelhecimento acelerado
- Peso de mil sementes
- Análise de tetrazólio
O laboratório obteve 100% de aproveitamento em todos os testes realizados.
Além disso, o Labsem participou do PEP da Rede Metrológica RS, com anuência do Mapa, que avaliou a capacidade analítica em sementes de soja e milho, reforçando a confiabilidade dos resultados emitidos pelo laboratório.
Reconhecimento da Agrodefesa e importância das avaliações
O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, destaca que a aprovação nos programas de ensaio confirma o compromisso da agência com altos padrões de qualidade. “Este resultado confirma o compromisso da Agrodefesa em manter elevados padrões de qualidade e confiança nas análises realizadas em Goiás”, afirma.
O diretor de Defesa Agropecuária, Rafael Vieira, reforça que os ensaios são essenciais não apenas para cumprir exigências do Mapa, mas também como mecanismo de controle de qualidade, garantindo resultados técnicos confiáveis para o setor produtivo.
Credenciamento e auditorias do Labsem
O Labsem possui credenciamento no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem), do Mapa, o que permite realizar análises oficiais de amostras de sementes encaminhadas por agências de defesa agropecuária de diversos estados e por produtores rurais interessados na qualidade de suas sementes.
Para manter essa habilitação, o laboratório passa por:
- Exames anuais de proficiência
- Auditorias internas periódicas
- Auditorias externas bianuais realizadas pelo Mapa
A gerente do Labsem, Anna Carla Souza Luccas, destaca que esses processos são fundamentais para manter a equipe atualizada e fortalecer o Sistema de Gestão da Qualidade do laboratório.
Estrutura da Agrodefesa
O Laso/Labsem integra a rede de laboratórios da Agrodefesa, que também inclui:
- Laboratório de Controle de Qualidade de Alimentos (LabQuali)
- Laboratório de Análise e Diagnóstico Veterinário (Labvet)
Essa estrutura permite à agência atuar de forma completa na verificação da qualidade e segurança de produtos agrícolas e agropecuários em Goiás.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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