AGRONEGÓCIO
Exportações brasileiras de carne de frango batem recorde em abril e receita supera US$ 940 milhões
AGRONEGÓCIO
As exportações brasileiras de carne de frango seguiram em ritmo positivo em abril e registraram o maior volume já embarcado para o período, reforçando a competitividade da avicultura nacional no mercado internacional. Dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal mostram que o Brasil exportou 486,5 mil toneladas de carne de frango no mês, considerando produtos in natura e processados.
O resultado representa crescimento de 2,2% em comparação com abril de 2025, quando os embarques somaram 475,9 mil toneladas. A receita também apresentou avanço, atingindo US$ 940,5 milhões, alta de 3,8% frente aos US$ 906,1 milhões registrados no mesmo período do ano passado.
No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, o setor exportou 1,943 milhão de toneladas, volume 4,3% superior ao embarcado entre janeiro e abril de 2025, quando o total havia sido de 1,863 milhão de toneladas.
Em faturamento, o crescimento foi ainda mais expressivo. As receitas acumuladas chegaram a US$ 3,704 bilhões nos quatro primeiros meses do ano, avanço de 6,1% em relação aos US$ 3,492 bilhões obtidos no mesmo intervalo do ano anterior.
China lidera importações; México e União Europeia ampliam compras
A China permaneceu como principal destino da carne de frango brasileira em abril, com 52,2 mil toneladas importadas, leve alta de 0,6% na comparação anual.
Na sequência aparecem:
- Japão: 42,3 mil toneladas (+13,1%)
- Arábia Saudita: 35,8 mil toneladas (+5,2%)
- União Europeia: 33 mil toneladas (+23,1%)
- México: 27,1 mil toneladas (+50,2%)
- África do Sul: 26,3 mil toneladas (-0,8%)
- Filipinas: 24 mil toneladas (-10,7%)
- Emirados Árabes Unidos: 19,1 mil toneladas (-52,7%)
- Coreia do Sul: 15,5 mil toneladas (-10,2%)
- Singapura: 12,6 mil toneladas (+3,7%)
O destaque do mês ficou para o forte crescimento das compras do México e da União Europeia, mercados que ampliaram significativamente as importações da proteína brasileira.
Setor mantém competitividade global apesar de desafios geopolíticos
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin, o cenário internacional continua favorável para a proteína animal brasileira, mesmo diante das instabilidades geopolíticas em algumas regiões estratégicas.
De acordo com Santin, houve crescimento consistente em mercados da Ásia, Europa e América Latina, além da ampliação de destinos voltados para produtos de maior valor agregado.
O executivo também destacou que, apesar dos impactos provocados pelos conflitos no Oriente Médio, o Brasil conseguiu manter o abastecimento da região e atender à demanda dos países do Golfo, reforçando o papel da avicultura brasileira na segurança alimentar global.
Para a entidade, os resultados consolidados do primeiro quadrimestre fortalecem as perspectivas de continuidade do fluxo positivo das exportações ao longo de 2026, sustentadas pela eficiência produtiva, segurança sanitária e capacidade logística do setor avícola brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Governo descarta reduzir tarifa do etanol dos EUA em negociação comercial e defende proteção ao setor brasileiro
O governo federal descartou a possibilidade de reduzir a tarifa de importação do etanol produzido nos Estados Unidos como parte das negociações envolvendo as tarifas de 25% recomendadas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para produtos brasileiros.
A informação foi confirmada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias, que afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que o tema não faça parte das atuais negociações comerciais entre os dois países.
A declaração ocorre após o senador Flávio Bolsonaro (PL) sugerir ao governo norte-americano um acordo para zerar, de forma recíproca, as tarifas sobre etanol e açúcar. Questionado sobre essa possibilidade, o ministro reiterou que o assunto está fora da pauta oficial do governo brasileiro.
Etanol é considerado estratégico para o agronegócio brasileiro
Segundo Elias, uma eventual abertura do mercado brasileiro ao etanol norte-americano poderia provocar impactos significativos na cadeia produtiva nacional, especialmente na Região Nordeste, onde a produção do biocombustível possui forte importância econômica e social.
De acordo com o ministro, qualquer mudança nas tarifas do etanol precisa considerar toda a cadeia sucroenergética, evitando prejuízos à competitividade da produção brasileira.
Além disso, ele destacou que o açúcar brasileiro enfrenta uma sobretaxa próxima de 100% para entrar no mercado dos Estados Unidos, tornando inviável discutir apenas o etanol sem abordar também as barreiras impostas ao açúcar.
Açúcar também entra na pauta das negociações
O governo brasileiro defende que os mercados de etanol e açúcar sejam tratados de forma conjunta, já que ambos pertencem à mesma cadeia produtiva.
Para o MDIC, negociar exclusivamente o etanol poderia criar desequilíbrios comerciais e comprometer setores estratégicos da agroindústria brasileira, principalmente os produtores de cana-de-açúcar e as usinas instaladas nas regiões Norte e Nordeste.
USTR cita fim da reciprocidade tarifária
No documento que recomendou a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, o USTR mencionou como um dos fatores o encerramento da política de reciprocidade tarifária no comércio de etanol entre Brasil e Estados Unidos.
Desde 2023, o Brasil voltou a cobrar uma tarifa de 18% sobre as importações de etanol norte-americano, encerrando o acordo bilateral que vigorava desde 2010.
Segundo dados citados pelo governo americano, após a retomada da cobrança da tarifa brasileira, as exportações de etanol dos Estados Unidos para o Brasil registraram queda de aproximadamente 87% em valor na comparação com o pico observado em 2018.
Cenário segue em negociação
Apesar das discussões comerciais entre os dois países, o governo brasileiro reforça que não pretende flexibilizar a política tarifária do etanol de forma isolada. A posição oficial é manter a defesa da cadeia sucroenergética nacional e buscar negociações que contemplem tanto o etanol quanto o açúcar, preservando a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
SEM CATEGORIA3 dias atrásPrefeito de Rio Branco acompanha obras do Programa Prefeitura nas Ruas no bairro Oscar Passos
-
AGRONEGÓCIO6 dias atrásEl Niño intensifica riscos climáticos e Coopercitrus reforça estratégia técnica para proteção do produtor rural
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásNovos equipamentos reforçam o trabalho da agricultura familiar em Rio Branco
-
AGRONEGÓCIO6 dias atrásControle parasitário em bovinos ganha força com chegada das pastagens de inverno no Rio Grande do Sul
-
AGRONEGÓCIO2 dias atrásPecuária leiteira enfrenta desafio de rentabilidade em meio a custos elevados e mudanças climáticas
-
SEM CATEGORIA3 dias atrásPrefeitura de Rio Branco entrega revitalização do Ginásio Poliesportivo, Praça do Universitário III e academia ao ar livre
-
POLÍTICA NACIONAL6 dias atrásComissão debate restrição de acesso de crianças e adolescentes às redes sociais; participe
-
ACRE7 dias atrásExpoacre Juruá vira vitrine gastronômica, movimenta economia e atrai famílias