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Cultivares do Paraná respondem por quase 40% da produção de sementes de feijão no Brasil

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Paraná lidera produção de feijão e desenvolvimento de cultivares

O Paraná reafirmou sua posição como principal produtor e melhorista de feijão do Brasil, com cultivares desenvolvidas pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) representando 38,8% das sementes plantadas nas safras de 2024/25 e 2025/26.

O estado é responsável por cerca de 25% da produção nacional de feijão, totalizando quase 865 mil toneladas colhidas entre a primeira e a segunda safra: 338 mil e 526,6 mil toneladas, respectivamente.

Segundo o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Márcio Nunes, os números refletem um modelo de produção consolidado e sustentável, com alto investimento em tecnologia, pesquisa e gestão eficiente, que resulta em maior produtividade por hectare e aumento da renda do produtor.

IDR-Paraná destaca-se no melhoramento genético de feijão

De acordo com dados do Controle de Produção de Sementes e Mudas (Sigef/Mapa), foram cultivados no Brasil 17.822 hectares de feijão carioca e 14.337 hectares de feijão preto destinados à multiplicação de sementes. Deste total, 38,8% são cultivares desenvolvidas pelo Paraná, consolidando o IDR-Paraná como referência nacional em melhoramento genético da cultura.

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O diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, afirma:

“O IDR-Paraná desenvolve cultivares adaptadas às condições dos nossos agricultores e se tornou referência nacional. Nosso trabalho é reconhecido em todo o país, principalmente na cadeia do feijão.”

O programa estadual conta atualmente com nove cultivares sendo multiplicadas por parceiros produtores de sementes, liderando a produção de feijão preto, com 71,2% da área nacional multiplicada.

Cultivar IPR Urutau impulsiona liderança nacional

A IPR Urutau se destaca como a cultivar de feijão mais multiplicada do Brasil, com 9.844 hectares de sementes produzidas e 68,7% de todas as multiplicações de feijão preto.

O engenheiro agrônomo José dos Santos Neto, coordenador do programa Grãos-Feijão e Cereais de Inverno do IDR-Paraná, ressalta que:

“O desempenho da IPR Urutau confirma a eficiência do programa de melhoramento, que investe há décadas em genética, produtividade, sanidade e adaptação às diferentes regiões produtoras.”

Variabilidade genética amplia sustentabilidade e opções para produtores

O IDR-Paraná já desenvolveu 42 cultivares de feijão, utilizadas em diversas regiões do Brasil. Segundo Vania Moda Cirino, diretora de Pesquisa do IDR e especialista em feijão, o desenvolvimento contínuo de novas cultivares:

  • Aumenta a variabilidade genética, diminuindo a vulnerabilidade da cultura;
  • Reduz custos de produção e agrega valor ao produto;
  • Estimula a sucessão familiar e a fixação de pequenos produtores no campo;
  • Garante sustentabilidade econômica, social e ambiental do setor.
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Em março de 2026, o IDR-Paraná lançará a 43ª cultivar, a IPR Quiriquiri, do grupo comercial carioca, que apresenta escurecimento lento do tegumento, característica valorizada por agricultores e indústria pela maior durabilidade durante armazenamento e comercialização.

Paraná fortalece posição estratégica no setor de feijão

O sucesso do Paraná na produção e no melhoramento genético reforça o potencial do estado como líder nacional na cadeia produtiva do feijão, combinando alta produtividade, inovação genética e sustentabilidade, beneficiando produtores, indústria e consumidores em todo o Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Rumo (RAIL3) bate recorde histórico de transporte em maio e Santander mantém recomendação de compra para ações

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Rumo registra maior volume mensal de transporte da história

A operadora logística Rumo (RAIL3) alcançou em maio cerca de 8,2 bilhões de toneladas por quilômetro útil (RTK), o maior volume mensal já registrado pela companhia.

O resultado representa crescimento de 8% em relação a maio de 2025, segundo relatório do Santander Corporate & Investment Banking, divulgado nesta quarta-feira (10).

O desempenho também superou as expectativas do mercado, ficando 7,5% acima das estimativas do banco, indicando uma performance operacional mais forte do que o projetado.

Crescimento é impulsionado por corredores Norte e Sul

De acordo com os analistas do Santander, o avanço foi sustentado pelo desempenho consistente das principais rotas operacionais da companhia.

  • Corredor Norte: alta de 8,2% na comparação anual
  • Corredor Sul: crescimento de 6,5% no mesmo período

O relatório destaca que a expansão simultânea nas duas regiões reforça a eficiência logística da empresa e sua capacidade de atender a demanda crescente do transporte ferroviário no Brasil.

Santander mantém recomendação de compra para Rumo

Com base nos resultados operacionais, o Santander manteve a recomendação de “Outperform” (equivalente à compra) para as ações da Rumo.

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O banco também reiterou o preço-alvo de R$ 20,50 para o final de 2026, reforçando a perspectiva positiva para os papéis da companhia no médio prazo.

Segundo o relatório, o desempenho operacional sólido contribui para sustentar a confiança dos investidores e fortalece as expectativas de continuidade do crescimento ao longo do ano.

Análise reforça solidez operacional da companhia

O estudo foi elaborado pela equipe de pesquisa de ações para a América Latina do Santander, com participação dos analistas Lucas Barbosa, Gabriel Tinem e Victor Tani.

A análise considerou os dados operacionais divulgados pela própria Rumo em 9 de junho, além de comparações com projeções internas do banco, informações da plataforma FactSet e histórico operacional da companhia.

Para o Santander, os números confirmam a solidez operacional da Rumo e reforçam a visão de um cenário favorável para o desempenho da empresa no setor de logística ferroviária brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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