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Crédito rural soma R$ 187 bilhões no primeiro semestre da safra 2025/26 e registra queda de 15%

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Crédito rural desacelera no início da safra 2025/26

O crédito rural movimentou R$ 187,02 bilhões nos primeiros seis meses da safra 2025/2026 (julho a dezembro de 2025), segundo levantamento da Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) em parceria com a consultoria Fator Agro, com base em dados do Banco Central do Brasil.

O valor representa uma queda de 15,1% em relação ao mesmo período da safra passada, quando o volume repassado alcançou R$ 220,38 bilhões. Para o atual ciclo agrícola, o Plano Safra 2025/26 disponibilizou R$ 594,4 bilhões para financiamentos.

Juros altos e menor demanda reduzem ritmo das contratações

A redução no volume contratado reflete a tendência de desaceleração no crédito rural observada nos últimos anos.

De acordo com o analista de mercado da Getec, Salatiel Turra, o recuo é consequência direta do aumento das taxas de juros, influenciado pela elevação da taxa Selic.

“A evolução do crédito rural mostra uma retração gradual nas contratações, resultado do custo financeiro mais alto e da cautela dos produtores”, destaca Turra.

Nos ciclos anteriores, o total contratado foi de R$ 415,46 bilhões na safra 2023/24 e R$ 377,99 bilhões em 2024/25, reforçando o cenário de menor expansão.

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Recursos livres lideram fontes de financiamento

Entre as fontes de recursos do Plano Safra 2025/26, os Recursos Livres se mantiveram como o principal canal de crédito, representando 36% do total contratado até dezembro.

Em seguida, aparecem:

  • Recursos Obrigatórios: 21%
  • LCA (Letra de Crédito do Agronegócio): 16%
  • Poupança Rural: 9%
  • Fundos Constitucionais: 9%
  • BNDES: 5%
  • Outras fontes: 3%

A diversificação das origens do crédito mostra uma dependência menor dos recursos controlados e um movimento crescente em direção ao mercado privado e às LCAs, instrumento que vem ganhando espaço no agronegócio.

Cooperativas mantêm papel estratégico no crédito rural

As cooperativas agropecuárias seguem com papel de destaque no financiamento do setor.

Nos seis primeiros meses da safra 2025/26, elas contrataram R$ 26,47 bilhões em crédito rural.

Desse total, as cooperativas paranaenses responderam por aproximadamente 29% (R$ 7,63 bilhões), consolidando o Paraná como um dos estados mais relevantes na distribuição de crédito ao agronegócio brasileiro.

Perspectivas para o segundo semestre da safra

Mesmo com a redução no volume contratado até o momento, a expectativa é de que o ritmo de contratações aumente no primeiro trimestre de 2026, impulsionado pelo início do plantio de milho e pela retomada das operações de custeio e investimento.

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A disponibilidade de recursos e as condições de juros continuarão determinantes para a expansão do crédito, especialmente diante da possível revisão da Selic e da volatilidade no mercado internacional de commodities agrícolas.

Informe Crédito Rural

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mais terra, crédito e tecnologia para mulheres podem ampliar produção e renda no campo

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Ampliar o acesso das mulheres à terra, ao crédito e à tecnologia pode aumentar a produção de alimentos e a renda no campo. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), eliminar as diferenças de produtividade e remuneração entre mulheres e homens nos sistemas agroalimentares elevaria o Produto Interno Bruto (PIB) mundial em aproximadamente 1% e reduziria em 45 milhões o número de pessoas em insegurança alimentar.

A estimativa dá dimensão econômica ao apelo feito pela ONU Mulheres nesta quinta-feira (15), Dia Internacional da Mulher Rural. A entidade cobrou de governos, bancos e empresas investimentos diretamente nas produtoras e a retirada de obstáculos que limitam sua participação nos negócios. A mobilização ocorre em 2026, declarado pelas Nações Unidas o Ano Internacional das Mulheres na Agricultura.

No Brasil, o Censo Agropecuário de 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou mulheres na direção de 18,7% dos estabelecimentos, ante 12,7% em 2006. Eram cerca de 947 mil unidades sob comando feminino.

A diferença aparece também no tamanho das áreas. Uma análise dos dados censitários feita pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com o IBGE e o Ministério da Agricultura, mostrou que os estabelecimentos dirigidos por mulheres somavam aproximadamente 30 milhões de hectares, apenas 8,5% da área total. O Nordeste concentrava 57% das unidades comandadas por produtoras.

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A presença feminina na gestão é maior quando se considera a administração compartilhada. Segundo o IBGE, cerca de 817 mil mulheres dividiam a direção com o cônjuge. Somadas às que apareciam como dirigentes, eram aproximadamente 1,76 milhão na condução dos estabelecimentos em 2017.

O avanço também aparece em dados recentes de trabalho. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo, com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), apontou aumento da participação relativa feminina no agronegócio no primeiro trimestre de 2026. Isso ocorreu porque a ocupação caiu menos entre as mulheres, 0,5%, do que entre os homens, 1,2%. A pesquisa abrange toda a cadeia, incluindo indústria e serviços.

No cenário mundial, a FAO identifica uma diferença de 24% na produtividade da terra entre propriedades de mesmo tamanho conduzidas por mulheres e homens. O relatório, publicado em 2023, relaciona essa distância à discriminação e ao acesso desigual a financiamento, capacitação, tecnologia e direitos sobre a terra.

Isso significa que comparar apenas o volume colhido deixa parte do problema de fora. A disponibilidade de dinheiro para comprar insumos, de equipamentos adequados e de orientação técnica interfere no resultado da lavoura. As mulheres também acumulam com maior frequência o trabalho produtivo e os cuidados domésticos não remunerados, o que reduz o tempo disponível para formação e negócios. fao.org

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A vulnerabilidade aumenta diante de secas, calor e enchentes. A FAO aponta que o acesso limitado a recursos dificulta a adaptação das famílias chefiadas por mulheres às mudanças climáticas. Investir em orientação técnica, infraestrutura e financiamento também faz parte da preparação para enfrentar perdas na produção.

recuperação de terras. A cobrança inclui proteção social e serviços que reduzam a sobrecarga de cuidados. O objetivo é permitir que a participação das mulheres na produção se traduza também em renda e poder de decisão sobre o próprio negócio.

Fonte: Pensar Agro

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