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Embrapa abre inscrições para 3º Dia de Campo de Uva e Vinho com foco em novas cultivares e seleção clonal

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Estão abertas as inscrições para o 3º Dia de Campo Institucional da Embrapa Uva e Vinho, que ocorrerá nas tardes dos dias 10, 11 e 12 de fevereiro de 2026, na sede da unidade, em Bento Gonçalves (RS). O público-alvo inclui produtores, técnicos, estudantes e demais interessados no setor vitivinícola brasileiro.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas diretamente pelo site oficial do evento: www.embrapa.br/uva-e-vinho/dia-de-campo-2026.

Melhoramento genético de uvas será o tema central

Nesta edição, o evento terá como destaque o melhoramento genético de uvas, com o lançamento de duas novas cultivares tintureiras, BRS Lis e BRS Antonella, voltadas para processamento industrial.

Além disso, será apresentada uma estação técnica com os resultados do Programa Seleclone, dedicado à seleção clonal de uvas para vinhos finos, com foco em:

  • Sanidade das plantas
  • Maior produtividade
  • Adaptação às condições da Serra Gaúcha
  • Qualidade superior dos vinhos

O objetivo é divulgar soluções tecnológicas desenvolvidas pela Embrapa e promover a troca de experiências entre pesquisadores, técnicos e produtores, em um ambiente prático e aplicado. A expectativa é receber mais de 300 participantes gratuitamente ao longo dos três dias.

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Três estações técnicas oferecem experiência prática nos vinhedos

O Dia de Campo será realizado diretamente nos vinhedos da Embrapa, com programação dividida em três estações técnicas:

  • Lançamento das novas cultivares – Apresentação da BRS Lis e BRS Antonella.
  • Resultados do Programa Seleclone – Seleção clonal de Vitis vinifera para vinhos finos.
  • Degustação de sucos – Experiência prática com os produtos elaborados a partir das novas cultivares.

O formato prático e aplicado permite que os participantes tenham contato direto com pesquisadores e técnicos, ampliando o conhecimento sobre manejo de vinhedos e tecnologias que impactam diretamente a qualidade da produção vitivinícola.

Parceria e apoio institucional

O evento conta com o apoio da Sicredi Serrana RS/ES, fortalecendo a integração entre pesquisa, produtores e instituições financeiras do setor.

Inscrições: gratuitas

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Valor pode chegar a R$ 550 bilhões, mas desafio será fazer o dinheiro chegar ao produtor

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O governo federal trabalha com a perspectiva de anunciar um Plano Safra de aproximadamente R$ 550 bilhões para a temporada 2026/27, valor que representaria um novo recorde para o crédito rural brasileiro. A expectativa é que o programa seja lançado no início de julho, mantendo a estratégia adotada nos últimos anos de ampliar o volume total de recursos disponibilizados ao setor agropecuário.

O aumento em relação aos R$ 516,2 bilhões anunciados para a agricultura empresarial na safra atual reforça a intenção do governo de apresentar um plano mais robusto. Nos bastidores, porém, representantes do setor financeiro e lideranças do agro avaliam que a principal discussão não está no tamanho do anúncio, mas na capacidade de transformar os números em crédito efetivamente contratado pelos produtores.

Os dados mais recentes mostram que o ritmo de liberação dos financiamentos desacelerou na atual temporada. Entre julho de 2025 e maio de 2026, foram contratados cerca de R$ 307,6 bilhões em operações de crédito rural, volume inferior aos R$ 346,3 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior. A redução ocorre em um momento de aumento do endividamento no campo e maior cautela das instituições financeiras na concessão de novos empréstimos.

A avaliação de especialistas é que o problema atual não está necessariamente na falta de recursos disponíveis no sistema, mas no aumento do risco das operações. Com mais renegociações, prorrogações de dívidas e dificuldades enfrentadas por parte dos produtores em razão das perdas climáticas registradas nos últimos anos, os bancos passaram a adotar critérios mais rigorosos para liberar crédito.

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Nesse cenário, parte relevante do crescimento previsto para o próximo Plano Safra deverá ocorrer por meio das Cédulas de Produto Rural (CPRs) e dos recursos livres das instituições financeiras, reduzindo a dependência do crédito subsidiado tradicional. As CPRs vêm ganhando espaço como instrumento de financiamento do agronegócio e já movimentam mais de R$ 100 bilhões por safra.

Outro ponto central da discussão envolve as taxas de juros. A intenção do governo é oferecer linhas com juros abaixo de 10% ao ano, principalmente para investimentos considerados estratégicos. A medida é vista como uma tentativa de estimular novos financiamentos em um ambiente marcado por custos elevados e margens mais apertadas para diversas atividades agropecuárias.

Uma das novidades previstas é a ampliação da linha especial destinada à modernização do parque de máquinas agrícolas. O volume de recursos deverá subir de R$ 10 bilhões para R$ 14 bilhões, com condições diferenciadas de financiamento. A iniciativa busca incentivar a renovação de equipamentos e aumentar a eficiência das propriedades rurais em um momento em que muitas decisões de investimento vêm sendo adiadas.

Os resultados das principais feiras agrícolas realizadas neste ano refletem esse ambiente de cautela. O volume de intenções de negócios registrado nos eventos ficou abaixo do observado em temporadas anteriores, sinalizando que produtores continuam adotando uma postura mais conservadora diante das incertezas econômicas e climáticas.

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Além do crédito, o fortalecimento do seguro rural aparece entre as prioridades defendidas pelo setor para o próximo ciclo. A crescente frequência de secas, geadas, enchentes e outros eventos climáticos extremos tem aumentado a percepção de risco das operações agrícolas. Com maior cobertura securitária, a expectativa é que os produtores consigam acessar financiamentos em condições mais favoráveis e com menor exigência de garantias.

Entidades do agronegócio também defendem que a discussão do próximo Plano Safra vá além do volume anunciado. A preocupação é garantir que os recursos estejam disponíveis ao longo de toda a temporada, evitando interrupções em linhas de financiamento e assegurando que produtores de diferentes portes consigam acessar o crédito quando necessário.

A expectativa é que os detalhes finais do programa sejam definidos nas próximas semanas. Até lá, o setor acompanha as negociações entre a equipe econômica e os ministérios envolvidos, atento não apenas ao valor total do plano, mas principalmente às condições de financiamento, à disponibilidade efetiva dos recursos e às medidas que possam ampliar o acesso ao crédito em um momento considerado desafiador para a produção agropecuária.

Fonte: Pensar Agro

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