AGRONEGÓCIO
Embrapa abre edital para licenciamento de mudas de mandioca para produtores rurais
AGRONEGÓCIO
Licenciamento de mudas amplia acesso a variedades de mandioca
A Embrapa lançou um edital público para o licenciamento de produtores de mudas e manivas-semente de mandioca (Manihot esculenta Crantz). A iniciativa é voltada a viveiristas com inscrição no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem) e permite a multiplicação e comercialização de cinco cultivares desenvolvidas pela instituição.
O prazo para inscrição vai até 6 de fevereiro de 2026, às 17h, e os pedidos serão atendidos por ordem de recebimento até o esgotamento dos lotes, via e-mail.
“Com o licenciamento de viveiristas que multiplicarão nossas variedades, poderemos atender à crescente demanda de produtores rurais pelos nossos materiais”, afirma Cristiane Cruz, chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados.
Licenciamento sem royalties
Segundo o engenheiro-agrônomo Helton Fleck da Silveira, analista da Embrapa Mandioca e Fruticultura, o licenciamento não gera custos adicionais aos viveiristas.
“Os materiais são protegidos, mas não há contrato de royalties. A contrapartida é fornecer à Embrapa informações sobre volumes, destinos e prazos das manivas multiplicadas”, explica o especialista.
Variedades disponíveis no edital
O edital disponibiliza cinco cultivares, sendo três da Embrapa Cerrados e duas da Embrapa Mandioca e Fruticultura:
- BRS 401 – Mandioca de mesa
- Região recomendada: Centro-Oeste
- Diferenciais: Polpa rosada com maior teor de carotenoides, precocidade, facilidade de colheita
- Valor: R$ 250,00 (50 manivas-sementes)
- Local de retirada: Embrapa Cerrados, Planaltina – DF
- BRS 418 – Uso industrial
- Região recomendada: Bioma Cerrado
- Diferenciais: Alta produtividade de amido (32,5%), resistência à bacteriose, boa mecanização
- Valor: R$ 250,00 (50 manivas-sementes)
- Local de retirada: Embrapa Cerrados, Planaltina – DF
- BRS 429 – Mandioca de mesa
- Região recomendada: São Paulo
- Diferenciais: Raízes cilíndricas, produtividade 49,7% maior que variedades tradicionais, polpa amarela, boa qualidade culinária
- Valor: R$ 250,00 (50 manivas-sementes)
- Local de retirada: Embrapa Cerrados, Planaltina – DF
- BRS 420 – Uso industrial
- Região recomendada: Paraná e Mato Grosso do Sul
- Diferenciais: Alta produtividade de raízes e amido, resistência a doenças, porte ereto favorecendo tratos e colheita
- Valor: R$ 125,00 (25 manivas-sementes)
- Local de retirada: Embrapa Mandioca e Fruticultura, Cruz das Almas – BA
- BRS CS 01 – Uso industrial
- Região recomendada: Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo
- Diferenciais: Produtividade de matéria seca quase 50% maior no primeiro ciclo e mais de 100% no segundo ciclo, retornos rápidos para a indústria
- Valor: R$ 125,00 (25 manivas-sementes)
- Local de retirada: Embrapa Mandioca e Fruticultura, Cruz das Almas – BA
Como participar do edital
Os interessados devem enviar e-mail de inscrição informando os dados do viveiro e o volume de mudas desejado. O atendimento será por ordem de recebimento até o esgotamento dos lotes, garantindo transparência e organização no processo.
O edital reforça a política da Embrapa de ampliar o acesso a variedades de mandioca de alta produtividade e qualidade, fortalecendo a produção rural e o atendimento à demanda industrial e de mesa.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Colheita do café 2026/27 avança lentamente no Brasil e comercialização segue travada
A colheita da safra brasileira de café 2026/27 segue em ritmo lento, especialmente no segmento de café conilon (robusta). Além do avanço moderado nos trabalhos de campo, a comercialização da nova safra também permanece travada, refletindo a cautela dos produtores diante da volatilidade do mercado e das diferenças de preços entre o café disponível e os contratos futuros.
Levantamento semanal da Safras & Mercado aponta que, até 13 de maio, apenas 6% da safra 2026/27 havia sido colhida no Brasil. O percentual fica ligeiramente abaixo dos 7% registrados no mesmo período do ano passado e distante da média dos últimos cinco anos, de 9%.
Colheita do café conilon registra atraso
O maior atraso é observado no café canéfora, grupo que engloba o conilon e o robusta. Segundo o levantamento, apenas 8% da produção havia sido colhida até meados de maio, contra 11% no mesmo período do ciclo anterior e média histórica de 15%.
O desempenho abaixo do esperado indica um início mais lento da safra, o que mantém o mercado atento à evolução dos trabalhos nas principais regiões produtoras.
No café arábica, a colheita alcançou 4% da produção, em linha com o registrado no ano passado. Ainda assim, o percentual segue abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 6% para esta época do calendário agrícola.
Comercialização da safra 2026/27 segue lenta
Além da colheita mais lenta, o ritmo de comercialização da safra 2026/27 também permanece abaixo da média histórica.
De acordo com levantamento mensal da Safras & Mercado, até 13 de maio, apenas 16% do potencial produtivo da safra de conilon/robusta havia sido negociado antecipadamente. O avanço mensal foi de apenas dois pontos percentuais.
Apesar de o percentual estar próximo ao observado no mesmo período do ano passado, ele segue bem abaixo da média dos últimos cinco anos, próxima de 25%.
Segundo o consultor Gil Barabach, os produtores continuam priorizando as vendas do café disponível, reduzindo o interesse por negociações antecipadas da nova safra.
“As vendas da safra 2026/27 de café no Brasil continuam em ritmo lento, com os produtores priorizando a negociação do café disponível”, destacou o consultor.
Vendas de arábica e conilon ficam abaixo da média histórica
No caso do conilon, as vendas antecipadas atingem apenas 10% da produção esperada. Embora o número supere os 8% registrados no mesmo período do ano passado, ele permanece distante da média histórica de 18%.
Já no café arábica, a estimativa preliminar indica comercialização de cerca de 20% da safra potencial, abaixo dos 22% observados em igual período de 2025 e bem inferior à média de 29% registrada nos últimos cinco anos.
Segundo Barabach, a diferença entre os preços praticados no mercado físico e as indicações para fixação da safra nova tem limitado os negócios antecipados do arábica.
Safra 2025/26 também apresenta vendas mais lentas
O ritmo mais cauteloso também aparece na comercialização da safra 2025/26, colhida no ano passado.
Até 13 de maio, cerca de 86% da produção havia sido comercializada pelos produtores brasileiros. No mesmo período do ano anterior, as vendas já alcançavam 96%, enquanto a média dos últimos cinco anos era de aproximadamente 94%.
De acordo com Gil Barabach, apesar de o interesse de venda ter apresentado melhora recente, o fluxo comercial ainda segue limitado pela instabilidade financeira e pela volatilidade das bolsas internacionais.
“A incerteza financeira, refletida na volatilidade das bolsas, resultou em uma postura ainda cautelosa dos vendedores, explicando o ritmo mais cadenciado das negociações”, avaliou o analista.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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