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Em evento acadêmico, juíza destaca impactos das redes sociais na violência de gênero

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Lançamento da Liga de Ciências Criminais reuniu autoridades do Sistema de Justiça, estudantes, docentes e profissionais do Direito

A juíza de Direito Substituta da 2ª Vara de Proteção à Mulher de Rio Branco, Natália Guerreiro, representou o Poder Judiciário do Acre (PJAC) no lançamento da Liga Acadêmica de Ciências Criminais. O evento ocorreu nesta terça-feira, 20, às 19h, na Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, e reuniu estudantes, professores e profissionais da área jurídica.

Na abertura, a magistrada participou da mesa-redonda “Feminicídio e o Tribunal da Internet: a superação da tese da defesa da honra e sua (não) incidência na sociedade brasileira”. Em sua fala, propôs uma reflexão crítica sobre a violência de gênero, o papel da Justiça e os impactos da opinião pública digital na formação do julgamento social e jurídico dos crimes contra a mulher.

“O Poder Judiciário manifesta interesse em apoiar e contribuir com iniciativas dessa natureza, por reconhecer que a integração entre universidade e instituições do sistema de justiça é fundamental para a formação de profissionais comprometidos com a ética, a técnica e a efetivação dos direitos fundamentais, além de fortalecer a cidadania e a qualidade da prestação jurisdicional”, afirmou a magistrada.

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Participaram também do lançamento da Liga o procurador-geral de Justiça, Danilo Lovisaro; a subdefensora-geral de Gestão Administrativa, Simone Santiago; a vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC), Thais Moura; e a reitora da Ufac, Guida Aquino.

Liga Acadêmica de Ciências Criminais

A iniciativa busca fortalecer a formação acadêmica, estimular o pensamento crítico e contribuir para o aprofundamento do debate jurídico-criminal no Acre. Durante todo o semestre, o projeto pretende desenvolver aulas temáticas com profissionais convidados, nas quais será analisado de forma prática cada estágio de um processo penal específico, desde a investigação até o julgamento.

O objetivo é promover um espaço dinâmico, participativo e interdisciplinar, voltado ao estudo do Direito Penal, do Direito Processual Penal e da Criminologia, integrando teoria e prática jurídica criminal. O projeto será encerrado com a realização de um júri simulado.

Fotos: Bruno Medim/DPE AC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC cria rede estadual de promoção e defesa dos Direitos Humanos a partir do Projeto Humanize

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Mais do que garantir direitos, o Poder Judiciário propõe a implementação efetiva dos tratados internacionais e da jurisprudência interamericana no Acre

Na manhã desta segunda-feira, 12, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) e a Polícia Civil assinaram o Termo de Cooperação Técnica para fortalecer as ações do projeto Humanize. A iniciativa pioneira está relacionada ao controle de convencionalidade no Sistema de Justiça acreano e ampliação a efetividade da proteção dos Direitos Humanos no Acre.

O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, afirmou o propósito em estabelecer a rede estadual de promoção e defesa dos Direitos Humanos: “Essa é uma rede que está sendo construída com várias mãos, no sentido de que nós possamos fortalecer nossas instituições, capacitar e em última instância, a finalidade de concretizar o que foi estabelecido em 1992, quando o Brasil oficializou a adesão aos tratados internacionais de proteção aos Direitos Humanos”.

Em consonância, o juiz auxiliar da Presidência, Giordane Dourado, enfatizou que a adesão da Polícia Civil é inédita. “Esse compromisso com os Direitos Humanos não enfraquece, nem atrapalha o trabalho da polícia. Ele reforça ainda mais e dá credibilidade, sobretudo porque as forças de segurança estão integradas e harmônicas com a rede de Justiça”, assinalou.

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O delegado-geral da Polícia Civil, Pedro Buzolin, afirmou que esta visão está alinhada à atual gestão: “Viemos quebrando vários paradigmas, com a mudança de cultura, temos certeza que estamos fazendo nosso papel”.

Já compõem a rede a Defensoria Pública e a Ordem dos Advogados do Acre Seccional Acre. Neste ato, passam a integraram a Polícia Civil e em seguida a Secretaria Estadual de Segurança Pública. Deste modo, firmado os marcos de institucionalização dos mecanismos para ampliação do uso do controle de convencionalidade.

No encontro, o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, falou sobre efetividade. “O projeto Humanize é muito interessante, por isso aderimos a essa iniciativa, diante desse acordo de cooperação técnica. Essas práticas voltadas para a cidadania, dignidade e Direitos Humanos é algo que a Sejusp vem desenvolvendo na prática e agora, com o estabelecimento desta rede fica chancelada nossas atividades e parceria com o Tribunal de Justiça”.

Também acompanharam as agendas: o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça Anastácio Menezes, o assessor jurídico do TJAC Marcel Viana e o servidor Rodrigo Santos. Posteriormente, a vice-presidente do TJAC, desembargadora Regina Ferrari, o secretário-geral do TJAC, Júnior Martins e o secretário-geral da Sejusp, Marcos Frank.

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Humanize

O projeto Humanize contempla o desenvolvimento da Humanize IA, solução de inteligência artificial criada para ampliar o alinhamento das decisões judiciais locais ao Sistema Interamericano de Direitos Humanos. A ferramenta foi concebida para apoiar a aplicação do controle de convencionalidade, promovendo decisões mais fundamentadas na jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

O Termo de Cooperação prevê uma série de ações conjuntas entre as instituições, incluindo a realização de congressos, seminários, simpósios e pesquisas; o desenvolvimento e compartilhamento de soluções tecnológicas; a capacitação de magistrados, defensores, servidores e demais agentes públicos; além da ampliação do acesso a acervos bibliográficos e materiais especializados em Direito Internacional dos Direitos Humanos.

Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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