RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Indústria de Fécula de Mandioca Expande Exportações e Diversifica Produtos

Publicados

AGRONEGÓCIO

A indústria brasileira de fécula de mandioca e amidos modificados tem investido em diversificação de produtos e expansão das exportações. Segundo levantamento do Cepea em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (Abam), em 2024, 38% das empresas passaram a produzir derivados além da fécula in natura, incluindo amidos modificados e misturas para pães de queijo.

Essa estratégia busca atender à crescente demanda por produtos especializados e agregar valor à cadeia produtiva da mandioca.

Exportações brasileiras de fécula e amidos modificados avançam

Mesmo diante de preços menos competitivos globalmente, as exportações brasileiras de fécula e amidos modificados registraram crescimento em 2025, impulsionadas por forte demanda internacional por produtos de qualidade, especialmente em economias desenvolvidas.

De acordo com dados da Secex, o Brasil exportou 40,6 mil toneladas de fécula de mandioca em 2025 — o maior volume dos últimos dois anos —, representando um aumento de 13,9% em relação a 2024. O superávit da balança comercial para esse produto atingiu US$ 26,5 milhões, crescimento de 12,3%.

Leia Também:  Fenagra expõe pressão sobre custo da ração e reúne indústria estratégica

No caso das dextrinas e outros amidos e féculas modificadas, as exportações somaram 68,4 mil toneladas, um aumento expressivo de 44% sobre 2024 e a maior quantidade registrada desde o início da série histórica da Secex, em 1989. O saldo da balança comercial alcançou US$ 43,2 milhões, 0,7% acima do ano anterior.

Potencial de mercado na União Europeia

Enquanto os derivados produzidos na Ásia têm como principal destino a China, o Brasil tem potencial para expandir suas exportações para a União Europeia, sobretudo com o Acordo UE-Mercosul, que pode abrir novas oportunidades para o setor.

No entanto, desafios permanecem: garantir regularidade na oferta da mandioca e seus derivados, reduzir custos, aumentar eficiência produtiva e econômica, além de diversificar ainda mais a produção.

Consumo interno registra leve queda

O consumo aparente de fécula de mandioca no Brasil caiu 3% em 2025 após três anos consecutivos de crescimento. Apesar da queda, o volume consumido ainda se manteve como o segundo maior da série histórica do Cepea, iniciada em 2011. A retração foi atribuída, em parte, a vendas menores no varejo ao longo do ano.

Leia Também:  Go Coffee alcança 550 unidades e projeta faturamento de R$ 100 milhões em 2025

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

CNA alerta para falta de vacinas na pecuária e cobra medidas emergenciais do governo

Publicados

em

Por

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil solicitou ao Ministério da Agricultura e Pecuária a adoção de medidas emergenciais para enfrentar o desabastecimento de vacinas essenciais para a pecuária brasileira. O pedido foi formalizado por meio de ofício encaminhado ao ministro André de Paula na última quarta-feira (6).

Segundo a CNA, produtores rurais de diferentes regiões do país enfrentam dificuldades para encontrar imunizantes utilizados na prevenção de doenças que afetam bovinos, equinos e outros animais de produção.

Entre as vacinas em falta estão produtos voltados ao combate de clostridioses, influenza equina, encefalomielite, herpesvírus, tétano e leptospirose, enfermidades que representam riscos sanitários e econômicos para a atividade pecuária.

CNA relata risco sanitário e mortes de animais

No documento enviado ao governo federal, o presidente da CNA, João Martins, afirma que a escassez dos imunizantes já provoca impactos em algumas regiões produtoras.

De acordo com a entidade, a indisponibilidade das vacinas eleva o risco sanitário dos rebanhos e já há registros de mortalidade de animais em determinados estados brasileiros.

A CNA informou ainda que recebeu relatos das Federações de Agricultura e Pecuária de todas as regiões do país apontando dificuldades no abastecimento e preocupação crescente entre os produtores.

Leia Também:  Go Coffee alcança 550 unidades e projeta faturamento de R$ 100 milhões em 2025
Saída de farmacêutica agravou desabastecimento

Segundo informações repassadas pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal à CNA, a redução da oferta está relacionada, entre outros fatores, à saída do mercado brasileiro, em 2025, de uma das principais empresas farmacêuticas do setor veterinário.

Embora exista expectativa de aumento da produção a partir de maio, o abastecimento ainda não foi normalizado, mantendo o cenário de insegurança para a cadeia pecuária.

O setor avalia que a situação exige resposta rápida para evitar prejuízos sanitários e econômicos, especialmente em regiões com elevada concentração de rebanhos.

CNA pede articulação para ampliar oferta de vacinas

No ofício enviado ao Mapa, a CNA solicita esclarecimentos sobre as ações adotadas pelo governo federal para orientar a distribuição das doses remanescentes entre os estados e garantir prioridade às regiões mais afetadas.

A entidade também pede medidas emergenciais para acelerar a retomada da produção e restabelecer o abastecimento dos imunobiológicos no país.

Além disso, a Confederação defende maior articulação institucional para agilizar registros sanitários e facilitar a entrada de novos fornecedores e produtos no mercado brasileiro.

Leia Também:  Expogrande movimentou R$ 400 milhões, reforçando avanço e diversificação do agro

Segundo a CNA, o objetivo é ampliar a disponibilidade de vacinas e reduzir os riscos à sanidade animal.

Debate ganhou força durante a Expozebu

A preocupação com a falta de vacinas também esteve em pauta durante reunião da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte realizada na Expozebu.

Na ocasião, representantes do setor discutiram alternativas para acelerar o reabastecimento dos imunizantes e minimizar impactos sobre a produção pecuária nacional.

A CNA afirmou ainda que está à disposição do Ministério da Agricultura para colaborar tecnicamente na construção de soluções voltadas à proteção sanitária e à sustentabilidade da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA