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Mercado do Milho Enfrenta Quedas no Brasil e Exterior com Maior Oferta e Movimento Especulativo

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Oferta elevada e demanda enfraquecida derrubam preços no mercado interno

Os preços do milho seguem em queda nas principais praças acompanhadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O cenário é influenciado pela combinação de alta oferta e menor demanda neste início de ano.

De acordo com pesquisadores, o clima favorável à cultura e o avanço da colheita da safra de verão reforçam o aumento da disponibilidade do cereal. Ao mesmo tempo, compradores continuam priorizando estoques adquiridos anteriormente, reduzindo o ritmo de novas negociações.

Muitos agentes acreditam que, com o avanço da colheita da soja, produtores precisarão liberar espaço nos armazéns e fazer caixa, o que pode aumentar a pressão sobre os preços. Enquanto isso, no campo, o plantio da segunda safra já começou em regiões do Sul e Centro-Oeste, ampliando ainda mais as expectativas de oferta para os próximos meses.

Mercado futuro na B3 abre misto, mas acumula quedas semanais

Na Bolsa Brasileira de Mercadorias (B3), o pregão desta segunda-feira (26) começou com movimentações mistas. Por volta das 9h42 (horário de Brasília), as cotações variavam entre R$ 67,77 e R$ 69,21.

  • Março/26: R$ 69,21 (+0,54%)
  • Maio/26: R$ 68,65 (+0,34%)
  • Julho/26: R$ 67,86 (+0,50%)
  • Setembro/26: R$ 67,77 (-0,07%)
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Apesar das leves altas pontuais, o mercado futuro fechou a semana anterior em queda, refletindo o aumento da oferta interna e a necessidade de liquidez por parte dos produtores. Segundo a TF Agroeconômica, a pressão veio tanto do mercado físico quanto de ajustes financeiros.

A Média Cepea apontou recuo de 2,60% nos preços ao longo da semana, enquanto o dólar caiu 1,60%, reduzindo a competitividade das exportações e limitando o suporte às cotações internas.

Especulação pressiona milho em Chicago e reflete nos preços globais

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros do milho começaram a semana em baixa, pressionados por movimentos especulativos. Às 9h36 (horário de Brasília), o contrato março/26 era negociado a US$ 4,28 por bushel (-2 pontos), e o maio/26 a US$ 4,36 (-1,50 ponto).

De acordo com o portal Successful Farming, investidores ampliaram as posições vendidas, apostando na queda do cereal, conforme dados da Commodity Futures Trading Commission (CFTC). Ao mesmo tempo, houve redução nas apostas de alta da soja, o que reforçou o movimento de baixa para o milho.

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Na sexta-feira anterior, entretanto, o mercado externo chegou a registrar leve recuperação, sustentado por dados positivos de exportação. As vendas semanais somaram 4,01 milhões de toneladas, o maior volume do ciclo atual e 33,68% acima do mesmo período do ano passado.

A piora nas condições das lavouras argentinas também ajudou a conter maiores quedas, resultando em valorização acumulada de 1,35% na semana.

Perspectivas: safra recorde deve manter pressão sobre preços

Com a colheita de verão em ritmo acelerado e a safrinha em andamento, o mercado de milho deve permanecer pressionado nas próximas semanas. A combinação de estoques elevados, demanda interna retraída e câmbio desfavorável tende a limitar o espaço para recuperação dos preços no curto prazo.

Analistas destacam que apenas uma mudança no cenário internacional, como problemas climáticos severos na América do Sul ou aumento das exportações norte-americanas, poderia trazer sustentação às cotações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

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As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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