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Planejamento nutricional é aliado no combate aos efeitos do estresse térmico em aves

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Com a chegada dos meses mais quentes, a avicultura volta a lidar com um dos maiores desafios da produção animal: o estresse térmico. As altas temperaturas, cada vez mais frequentes e intensas, afetam o metabolismo das aves, prejudicando o consumo de ração, a eficiência fisiológica e, consequentemente, o desempenho produtivo dos plantéis.

Segundo a médica-veterinária e coordenadora de especialidades da Quimtia Brasil, Ana Paula Fernandes, o segredo para minimizar esses impactos está no planejamento nutricional antecipado.

Ajustes na dieta ajudam a prevenir perdas econômicas e sanitárias

De acordo com Ana Paula, preparar a dieta dos animais antes dos períodos críticos permite que o sistema produtivo se adapte ao calor, reduzindo perdas econômicas e riscos sanitários.

Ela explica que o planejamento nutricional atua em diferentes frentes: desde o ajuste da densidade energética das rações, passando pelo balanceamento eletrolítico, até a inclusão de aditivos funcionais.

“Essas medidas garantem a integridade intestinal, o equilíbrio ácido-base e a imunidade das aves, mesmo em condições adversas. Além disso, mantêm a uniformidade dos lotes, a qualidade de carcaça e a persistência produtiva, fatores essenciais para a rentabilidade da atividade”, destaca a especialista.

Controle do calor metabólico melhora o desempenho das aves

O estresse térmico ocorre quando o animal produz mais calor do que consegue dissipar, provocando mudanças fisiológicas e comportamentais.

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Para evitar isso, ajustes na densidade energética e no perfil de aminoácidos digestíveis ajudam a diminuir o calor gerado durante a digestão — conhecido como incremento calórico.

“Ao reduzir o excesso de proteína na dieta, há menor produção de calor metabólico e redução da excreção de nitrogênio, processos que demandam alto gasto energético. O resultado é menor sobrecarga térmica e melhor capacidade de termorregulação, preservando o desempenho produtivo”, explica Ana Paula.

Sinais de estresse térmico exigem ação rápida e manejo preventivo

Os sintomas do estresse térmico podem ser identificados por mudanças no comportamento e na fisiologia das aves. Entre os principais sinais estão:

  • Ofegação intensa e asas afastadas do corpo;
  • Queda no consumo de ração e aumento na ingestão de água;
  • Desidratação, fezes aquosas e mucosas secas;
  • Redução no ganho de peso e, em casos graves, mortalidade elevada.

“A identificação precoce desses sinais é essencial para a adoção imediata de medidas corretivas, evitando perdas mais severas na produção”, alerta a médica-veterinária.

Soluções eletrolíticas na água: ferramenta eficaz e ainda pouco explorada

Uma estratégia com alto potencial de eficácia, mas ainda subutilizada, é o uso de soluções eletrolíticas via água de bebida.

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Durante o calor intenso, a hiperventilação das aves provoca alcalose respiratória e desequilíbrios eletrolíticos. O uso técnico de soluções contendo sódio, potássio e cloro ajuda a restabelecer o equilíbrio do pH sanguíneo, melhorar a hidratação celular e manter funções vitais, como a contração muscular e a digestão.

“Quando incorporada ao planejamento nutricional e hídrico, essa prática pode reduzir a mortalidade, preservar a conversão alimentar e garantir maior estabilidade produtiva dos lotes”, conclui Ana Paula.

Nutrição estratégica garante produtividade e bem-estar animal

Em um cenário de aquecimento global e ondas de calor cada vez mais severas, o planejamento nutricional estratégico se consolida como uma ferramenta essencial para proteger o desempenho das aves e assegurar a rentabilidade da avicultura.

Com ações antecipadas e manejo adequado, é possível minimizar os efeitos do estresse térmico, preservar o bem-estar animal e manter alta eficiência produtiva ao longo de todo o ciclo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Calor coloca rebanhos de quatro Estados em risco até domingo

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O calor e a baixa umidade devem aumentar o risco de estresse térmico nos rebanhos de Mato Grosso, Rondônia, sul do Amazonas e oeste do Pará até domingo (09.08). A situação pode reduzir o ganho de peso, afetar a produção de leite e comprometer o desempenho reprodutivo dos animais.

O alerta foi divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com base no módulo de Conforto Térmico Bovino (CTB) do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro). A previsão aponta aumento gradual das áreas classificadas nas categorias de perigo e emergência.

Porto Velho, em Rondônia, deve enfrentar uma das situações mais críticas, com índices elevados durante praticamente todo o período. Lábrea, no Amazonas, deve oscilar entre alerta e perigo. Em Juara, em Mato Grosso, e São Félix do Xingu, no Pará, a condição pode passar de alerta para perigo no domingo.

O sistema utiliza o Índice de Temperatura e Umidade (ITU), que combina as duas variáveis para medir o nível de desconforto dos bovinos. Quanto maior o índice, mais dificuldade o animal encontra para eliminar o calor acumulado no organismo.

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Vacas em lactação, bovinos de alta produtividade e animais mantidos em sistemas intensivos são os mais vulneráveis. Entre os sinais de estresse estão respiração ofegante, salivação excessiva, apatia e redução do consumo de água e alimento.

O Inmet recomenda manter água limpa e fresca disponível durante todo o dia, garantir sombra natural ou artificial e concentrar a alimentação nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde. Transporte, vacinação e outros manejos devem ser evitados nos horários de maior calor.

Em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, o risco deve permanecer entre atenção e alerta. No Sul, em grande parte do Sudeste e no leste do Nordeste, as condições previstas são mais favoráveis ao conforto dos rebanhos.

Fonte: Pensar Agro

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