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Exportações de café caem 20% em 2025 e tarifas dos EUA seguem pressionando o setor

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O Brasil exportou 4,1 milhões de sacas de 60 kg de café em outubro, registrando alta de 10% em relação ao mês anterior. Apesar da melhora mensal, o volume embarcado ainda é 20% menor do que o registrado no mesmo período de 2024, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Entre janeiro e outubro, o total exportado segue 20% abaixo do ano passado. O desempenho fraco é atribuído a gargalos logísticos nos portos brasileiros e à tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro.

Após a aplicação das tarifas em agosto, as exportações destinadas ao mercado norte-americano despencaram. Entre agosto e outubro, foram embarcadas 984 mil sacas, o que representa uma redução de 52% em comparação ao mesmo período de 2024.

Governo norte-americano anuncia isenção parcial, mas incertezas permanecem

O governo dos Estados Unidos anunciou, em 14 de novembro, uma lista de produtos agrícolas que ficariam isentos das tarifas recíprocas, incluindo o café. A medida, retroativa a 13 de novembro, tem como objetivo conter custos para os consumidores locais.

No entanto, até o momento, a isenção se aplica apenas à tarifa recíproca de 10%, enquanto a sobretaxa punitiva de 40% continua vigente. Autoridades dos dois países seguem em negociações bilaterais, alimentando expectativas de um acordo que alivie o impacto sobre o comércio.

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Para o mercado norte-americano, a mudança traz algum alívio no curto prazo, já que a indústria contava com estoques até novembro. Contudo, caso a tarifa adicional seja mantida, o abastecimento pode voltar a ser afetado nos próximos meses.

Preços do café recuam com clima favorável e expectativas de maior oferta

Os preços internacionais do café seguem altamente voláteis. Em outubro, as cotações do arábica e do conilon (robusta) subiram 2% e 4%, respectivamente. Entretanto, até 13 de novembro, os valores recuaram 2% para o arábica e 5% para o conilon.

A retração está associada ao avanço das chuvas nas regiões produtoras brasileiras, às notícias sobre as tarifas e à expectativa de uma oferta global mais robusta em 2026, especialmente com o bom desempenho das safras no Vietnã e na América Central.

Ainda assim, o mercado deve continuar instável nas próximas semanas, com atenção redobrada às condições climáticas, aos estoques de café físico (especialmente arábica) e às incertezas geopolíticas que seguem influenciando o comércio internacional.

Relação de troca entre café e fertilizantes piora em novembro

Em novembro, a relação de troca entre café e fertilizantes piorou 4% em relação ao mês anterior, segundo o Rabobank. Atualmente, são necessárias 1,2 sacas de café verde (60 kg) para a compra de uma tonelada de fertilizante (blend 20-05-20).

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Apesar da piora mensal, o indicador ainda é mais favorável do que no mesmo período de 2024, quando eram necessárias 1,4 sacas. Os preços dos fertilizantes permanecem estáveis, enquanto o café mostra sinais de enfraquecimento no mercado interno e externo.

Chuvas regulares favorecem floradas e fixação dos frutos

As condições climáticas nas principais regiões produtoras apresentaram melhora em novembro. Após um outubro irregular e com chuvas abaixo da média, as precipitações se tornaram mais consistentes no final do mês, beneficiando as áreas de arábica em Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo.

A regularidade das chuvas e as temperaturas amenas nas últimas semanas favoreceram novas floradas e a fixação dos frutos, fatores essenciais para o desenvolvimento da próxima safra. O cenário climático segue sendo um dos principais pontos de atenção para a colheita 2026/27, especialmente diante da possibilidade de eventos climáticos extremos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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