AGRONEGÓCIO
Gasolina recua em agosto com entrada da mistura E30, aponta levantamento da Edenred Ticket Log
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O preço médio da gasolina nos postos brasileiros apresentou leve recuo de 0,31% na primeira quinzena de agosto em comparação ao mesmo período de julho, atingindo R$ 6,34. O movimento ocorre após a adoção, em todo o país, da nova proporção de etanol anidro na mistura do combustível, que passou de 27% para 30%, conhecida como E30, segundo o levantamento mais recente do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL).
No mesmo período, o etanol também registrou queda, de 0,46%, sendo comercializado a uma média de R$ 4,35 por litro.
Impacto da nova proporção de etanol nos preços
Segundo Renato Mascarenhas, Diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade, o aumento da participação de etanol na gasolina contribuiu para o recuo observado nos preços. “Com mais etanol na mistura e considerando que seu preço está em patamar mais baixo, o custo final da gasolina tende a diminuir, beneficiando o consumidor”, explica Mascarenhas.
Tendência de preços por região
O levantamento do IPTL mostra que todas as regiões acompanharam a tendência de queda da gasolina:
- Centro-Oeste: maior recuo, de 0,62%, com preço médio de R$ 6,43;
- Sudeste: combustível mais barato, média de R$ 6,19 (-0,32%);
- Norte: preço mais alto do país, R$ 6,84 (-0,15%).
Para o etanol, o maior recuo regional foi registrado no Sul, de 0,66% (R$ 4,55), enquanto o Centro-Oeste apresentou leve alta de 0,23% (R$ 4,37). O Sudeste teve o menor preço médio (R$ 4,22), e o Norte, o maior (R$ 5,20), com estabilidade.
Diferenças por estado
Analisando os preços estaduais:
- Gasolina: maior aumento no Espírito Santo (+0,32%, R$ 6,36); maior queda no Distrito Federal (-3,11%, R$ 6,55). O menor preço foi no Rio de Janeiro (R$ 6,12) e o mais alto no Acre (R$ 7,49).
- Etanol: maior alta no Mato Grosso (+1,42%, R$ 4,28); maior queda no Distrito Federal (-4,22%, R$ 4,77). O biocombustível mais caro foi no Amazonas (R$ 5,44) e o mais barato em São Paulo (R$ 4,09).
Mascarenhas destaca ainda que em 10 estados o etanol é atualmente mais vantajoso financeiramente que a gasolina, especialmente no Centro-Oeste, além de oferecer benefícios ambientais ao reduzir a emissão de poluentes.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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