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Milho enfrenta pressão de oferta e impasse regional, apesar de leves ganhos nas bolsas

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Panorama do mercado nacional: baixa liquidez e preços pressionados

O mercado de milho no Brasil iniciou a última semana de janeiro com pouca fluidez e preços pressionados pela oferta crescente. Segundo informações da TF Agroeconômica, as negociações seguem lentas em praticamente todos os estados produtores, com compradores cautelosos e vendedores resistindo a reduzir suas pedidas.

No Rio Grande do Sul, mesmo com o avanço da colheita, o cenário segue travado. As referências regionais variam entre R$ 58,00 e R$ 72,50 por saca, e o preço médio estadual caiu 1,40%, passando de R$ 62,27 para R$ 61,40, conforme dados da Emater. O movimento reflete o aumento da oferta e a falta de firmeza da demanda no mercado spot.

Em Santa Catarina, o impasse continua. As indicações de venda se mantêm próximas de R$ 80,00/saca, enquanto os compradores operam perto de R$ 70,00/saca, o que limita a liquidez. No Planalto Norte, poucos negócios foram fechados entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, sem alteração significativa no cenário.

No Paraná, o mercado também mostra lentidão. As negociações giram em torno de R$ 70,00 a R$ 75,00/saca, com vendas pontuais e sem força para alterar a tendência de baixa. Já no Mato Grosso do Sul, a pressão de oferta continua intensa, mesmo com algum suporte vindo da bioenergia. Os preços variam de R$ 54,00 a R$ 56,00/saca, com destaque para Maracaju, que registrou a maior queda semanal.

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Comportamento das bolsas: leve alta em Chicago e estabilidade na B3

Na manhã desta terça-feira (27), os contratos futuros de milho registraram pequenas altas na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo a avaliação dos investidores sobre a demanda firme diante de uma oferta global ampla.

Os principais vencimentos apresentavam ganhos sutis:

  • Março/26: US$ 4,28 (+0,50 ponto)
  • Maio/26: US$ 4,36 (+0,50 ponto)
  • Julho/26: US$ 4,42 (+0,50 ponto)
  • Setembro/26: US$ 4,41 (+0,25 ponto)

Segundo o portal Successful Farming, os contratos de grãos mantiveram pouca variação durante a madrugada, refletindo um movimento de cautela dos investidores.

Na Bolsa Brasileira de Mercadorias (B3), o comportamento foi semelhante. As cotações abriram em leve alta, operando entre R$ 67,46 e R$ 69,21/saca por volta das 10h.

  • Março/26: R$ 69,21 (+0,32%)
  • Maio/26: R$ 68,60 (+0,42%)
  • Julho/26: R$ 67,46 (+0,12%)
  • Setembro/26: R$ 67,70 (+0,07%)
Pressão sazonal e colheita reforçam volatilidade no mercado

De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado de milho apresentou um comportamento misto na B3 durante a segunda-feira (26), refletindo tanto o avanço da colheita da primeira safra quanto o início do plantio da safrinha — fatores que reforçam a tradicional pressão sazonal do início do ano.

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Os contratos futuros encerraram o dia de forma desigual:

  • Março/26: R$ 68,99 (leve alta diária, mas queda semanal)
  • Maio/26: R$ 68,31 (recuo no dia e na semana)
  • Julho/26: R$ 67,38 (baixas diárias e semanais)

O Cepea também apontou queda nos preços físicos em várias praças acompanhadas, consequência do aumento da oferta e da demanda interna mais enfraquecida, com compradores priorizando estoques antigos.

Além disso, parte dos agentes acredita que o avanço da colheita de soja pode aumentar a pressão sobre o milho, já que produtores tendem a liberar espaço nos armazéns e buscar liquidez imediata.

Cenário internacional: política nos EUA e safrinha no Brasil influenciam cotações

Nos Estados Unidos, os contratos em Chicago recuaram recentemente após o veto político ao uso anual do E15, combustível com maior mistura de etanol de milho. A medida frustrou o setor, que esperava uma decisão favorável para ampliar o consumo da safra recorde norte-americana.

No Brasil, o plantio da segunda safra de milho (safrinha) já alcança 4,7% da área nacional, superando o ritmo do ano anterior e reforçando as expectativas de uma oferta global mais robusta nos próximos meses — fator que tende a manter os preços sob pressão no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bubalinocultura ganha protagonismo na Megaleite 2026 com dinâmica de campo, degustação e 50 argolas para animais

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A bubalinocultura brasileira terá presença ampliada na Megaleite 2026, que será realizada entre os dias 2 e 6 de junho, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte (MG). A Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) prepara uma participação voltada à experiência prática no campo, com foco em integração entre criadores, técnicos, estudantes e consumidores.

A entidade estará instalada no estande P-34, no Galpão B-1, onde apresentará uma programação que inclui recepção ao público, encontros com representantes da cadeia produtiva e degustação de produtos derivados do leite de búfala.

Um dos destaques desta edição será a instalação de um pavilhão com 50 argolas para animais, ampliando a presença da espécie na exposição e fortalecendo a visibilidade da produção bubalina dentro da principal feira do setor leiteiro da América Latina.

Dinâmica de campo será novidade na programação da ABCB

A principal inovação da participação da ABCB na Megaleite 2026 será a realização de uma dinâmica prática voltada a criadores e estudantes. A atividade pretende simular situações do cotidiano da criação de búfalos, aproximando o público das rotinas de manejo e das práticas técnicas da atividade no campo.

Segundo o presidente da ABCB, Simon Riess, a proposta reforça o papel da feira como espaço de troca de conhecimento e atualização técnica.

“É com muita satisfação que a ABCB anuncia mais um ano de presença garantida na Megaleite, evento que reúne o expoente do rebanho nacional de raças leiteiras. É uma ótima oportunidade para a interação entre criadores, técnicos e o grande público consumidor. Este ano, vamos levar uma novidade, com uma dinâmica prática no nosso pavilhão, mostrando aos criadores e estudantes um pouco da realidade do campo”, destacou.

Bubalinocultura reforça espaço na cadeia leiteira brasileira

A participação dos búfalos na Megaleite também reflete o crescimento e a consolidação da atividade dentro da pecuária leiteira nacional. A organização do evento destaca que a presença da espécie contribui para ampliar a visão da cadeia produtiva do leite no Brasil.

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De acordo com o superintendente executivo da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, entidade responsável pela feira, Celso Menezes, a bubalinocultura já ocupa espaço relevante no setor.

“O Brasil tem aproximadamente 2 milhões de búfalos, sendo mais de 200 mil cabeças destinadas à pecuária leiteira. A Megaleite sempre teve essa visão ampla da cadeia leiteira, por isso a bubalinocultura não poderia ficar de fora”, afirmou.

Leite de búfala ganha destaque na indústria de derivados

Além da produção em si, a cadeia do leite de búfala também se destaca pelo alto valor agregado de seus derivados. Segundo Menezes, a composição do leite contribui diretamente para a qualidade dos produtos industrializados.

“O leite das búfalas possui de 50% a 60% mais sólidos do que o leite bovino, além de maiores teores de fósforo e cálcio. Isso torna a matéria-prima muito valorizada, especialmente na produção de queijos”, explicou.

O crescimento do interesse da indústria pelos derivados do leite de búfala tem impulsionado a valorização da atividade, especialmente em nichos de mercado voltados à alta qualidade e diferenciação de produtos lácteos.

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Programação técnica reforça integração do setor

Além da dinâmica de campo e da exposição de animais, a ABCB também participará da programação técnica da Megaleite 2026, com palestras e atividades voltadas à capacitação de criadores e profissionais do setor.

A iniciativa integra a estratégia da entidade de ampliar o acesso à informação técnica, fortalecer a cadeia produtiva e aproximar a bubalinocultura do público da pecuária leiteira em geral.

Com isso, a participação na feira reforça o papel da ABCB na difusão de conhecimento e na valorização da criação de búfalos no Brasil, consolidando a presença da atividade em um dos principais eventos do agronegócio do leite na América Latina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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