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Excesso de Oferta Faz Preço do Mamão Despencar Mais de 50% em Janeiro

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Cotações do Mamão Seguem em Forte Queda no Início de 2026

O mês de janeiro tem sido marcado por uma forte desvalorização no mercado de mamão. Segundo levantamento da equipe Hortifrúti/Cepea, os preços da fruta recuaram pela terceira semana consecutiva tanto no Norte do Espírito Santo quanto no Sul da Bahia, principais regiões produtoras do país.

De acordo com os pesquisadores, a pressão de baixa é resultado do aumento expressivo na oferta, que tem superado a demanda e provocado um movimento contínuo de queda nas cotações.

Queda Acentuada no Espírito Santo e na Bahia

Entre os dias 19 e 23 de janeiro, o mamão havaí 12-18 foi negociado a uma média de R$ 1,97/kg no Norte do Espírito Santo, registrando uma redução de 21% em comparação à semana anterior.

No Sul da Bahia, o mamão formosa também apresentou recuo significativo, com desvalorização de 13%, sendo comercializado a R$ 2,14/kg.

Na parcial de janeiro, as quedas acumuladas chegam a 34% para o havaí 12-18 no Espírito Santo e 51% para o formosa na Bahia — uma das maiores retrações dos últimos meses.

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Oferta Elevada Pesa Sobre os Preços no Mercado Interno

O cenário de preços baixos não se limita às regiões produtoras. No atacado paulista (Ceagesp), o movimento de queda também foi observado, impulsionado pela maior disponibilidade da fruta no mercado nacional.

Na última semana analisada, o mamão formosa foi cotado a R$ 54,00 por caixa de 13 kg, representando uma queda de 17% frente ao período anterior.

Perspectiva: Excesso de Produção Mantém Pressão de Baixa

Com a colheita em ritmo acelerado e o clima favorecendo a produção, o mercado segue enfrentando sobras de oferta, o que tende a manter os preços do mamão em níveis baixos nas próximas semanas.

Analistas do Cepea indicam que a retomada da demanda será fundamental para conter novas desvalorizações, especialmente no início de fevereiro, quando o consumo de frutas costuma aumentar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação de açúcar do Brasil ganha força em maio e line-up supera 1,8 milhão de toneladas

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Line-up de açúcar cresce nos portos brasileiros

O line-up de exportação de açúcar nos portos brasileiros voltou a avançar em maio, reforçando o forte ritmo dos embarques do setor sucroenergético em 2026.

Levantamento da agência marítima Williams Brasil aponta que 47 navios aguardavam carregamento de açúcar na semana encerrada em 13 de maio, acima das 43 embarcações registradas na semana anterior.

O volume total programado para exportação alcança 1,837 milhão de toneladas, contra 1,791 milhão de toneladas na semana passada, indicando continuidade da forte movimentação logística nos principais portos do país.

Porto de Santos concentra maior volume de açúcar

O Porto de Santos segue liderando os embarques brasileiros de açúcar, concentrando a maior parte da carga prevista para exportação.

Confira os volumes programados por porto:

  • Porto de Santos: 1.465.638 toneladas
  • Porto de Paranaguá: 270.589 toneladas
  • Porto de São Sebastião: 56 mil toneladas
  • Porto de Maceió: 9,8 mil toneladas
  • Porto do Recife: 21.943 toneladas
  • Porto de Suape: 14 mil toneladas
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O line-up considera navios já atracados, embarcações em espera e aquelas com previsão de chegada até 8 de junho.

Açúcar VHP domina exportações brasileiras

A maior parte da carga programada corresponde ao açúcar VHP, principal produto exportado pelo Brasil no segmento.

Do total previsto:

  • 1.775.970 toneladas são de açúcar VHP;
  • 56 mil toneladas equivalem a VHP ensacado;
  • 6 mil toneladas correspondem ao açúcar refinado A45.

O cenário confirma a forte presença brasileira no mercado global de açúcar bruto, especialmente voltado às refinarias internacionais.

Exportações avançam em volume, mas preços recuam

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as exportações brasileiras de açúcar e melaços seguem em ritmo acelerado em maio.

A receita diária média obtida com os embarques alcança US$ 48,092 milhões nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O volume médio diário exportado chega a 136,651 mil toneladas.

Na parcial de maio, o Brasil embarcou 683.255 toneladas de açúcar, gerando receita de US$ 240,461 milhões.

O preço médio da commodity ficou em US$ 351,90 por tonelada.

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Volume sobe mais de 28%, mas preço médio cai

Na comparação anual, o setor registra crescimento expressivo no volume exportado.

O embarque médio diário avançou 28,4% frente às 106,386 mil toneladas registradas em maio de 2025.

Já a receita diária apresenta alta moderada de 1,1% na comparação anual.

Por outro lado, o preço médio do açúcar exportado caiu 21,3% em relação aos US$ 447,10 por tonelada observados no mesmo período do ano passado.

O movimento reflete a maior oferta global da commodity, além da pressão exercida pelas oscilações internacionais do mercado de açúcar.

Mercado acompanha clima, produção e demanda global

O setor sucroenergético segue atento às condições climáticas no Centro-Sul do Brasil, ao ritmo da moagem e à demanda internacional, especialmente de grandes importadores asiáticos e do Oriente Médio.

Além disso, o comportamento do câmbio continua influenciando diretamente a competitividade do açúcar brasileiro no mercado externo, impactando preços e margens de exportação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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