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JBS Amplia Operações na Arábia Saudita com Investimento de US$ 85 Milhões e Reforça Presença da Marca Seara no Oriente Médio
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JBS Reforça Compromisso com o Mercado Árabe e Expande Presença Global
A JBS, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, anunciou nesta quinta-feira (22) um novo ciclo de investimentos na Arábia Saudita, consolidando sua presença na região e ampliando a atuação da marca Seara no mercado halal.
Com aporte total de US$ 85 milhões, o investimento abrange as unidades da empresa em Jeddah e Dammam, fortalecendo a produção local e posicionando o país como centro global de exportação de alimentos halal para o Oriente Médio, Sudeste Asiático e demais mercados internacionais.
Segundo a companhia, a nova fase faz parte de uma estratégia de expansão internacional de longo prazo, alinhada aos objetivos do programa Visão Saudita 2030, que busca diversificar a economia e aumentar a autossuficiência alimentar do país.
“A Arábia Saudita é um mercado de crescimento prioritário para a Seara, e essa expansão reflete nosso compromisso com a região MENA”, afirmou Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS.
Nova Planta em Jeddah Vai Dobrar Capacidade de Produção
A nova fábrica em Jeddah, inaugurada em 2025, já atua na produção e beneficiamento de frangos inteiros e cortes de aves destinados tanto ao consumo interno quanto à exportação para países como Kuwait, Omã e Emirados Árabes Unidos.
Com a ampliação anunciada, a unidade deverá dobrar sua capacidade produtiva até o fim de 2026, impulsionando a presença da Seara no mercado regional e fortalecendo a cadeia de suprimentos halal da JBS.
O projeto inclui uma parceria estratégica com a Arabian Company for Agricultural and Industrial Investment (Entaj), voltada ao lançamento de novas linhas de produtos e à integração de operações locais com a rede global da companhia.
“Essa parceria é estratégica para expandir nossa rede de produção e fornecer alimentos halal de alta qualidade ao mundo”, destacou João Campos, presidente da Seara.
Investimento Gera Empregos e Fortalece a Produção Local
A expansão em Jeddah terá impacto direto na geração de empregos, com 500 novas vagas previstas, elevando o total de colaboradores da JBS na Arábia Saudita para cerca de 950 profissionais.
Além de impulsionar o emprego e o desenvolvimento local, o projeto busca fortalecer a segurança alimentar do país e ampliar o acesso a produtos industrializados com certificação halal, que seguem rigorosos padrões de qualidade e rastreabilidade.
A unidade de Dammam seguirá concentrada na produção de carne bovina, linguiças, salsichas de frango, mortadela e peito de aves, enquanto o complexo de Jeddah foca na expansão de produtos de frango de maior valor agregado, voltados para o varejo e o foodservice.
Seara Consolida Liderança no Mercado de Frango no Oriente Médio
Com o avanço das operações na Arábia Saudita, a JBS Seara fortalece sua posição como uma das principais fornecedoras de frango congelado e produtos processados da região.
Atualmente, a marca ocupa o terceiro lugar em market share no segmento de frango congelado, com 93% de reconhecimento de marca (awareness) no Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) — que abrange países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Catar, Bahrein e Omã.
“O novo centro halal da Arábia Saudita reforça nossa resiliência operacional e cria uma base estratégica para atender à crescente demanda por alimentos de qualidade no Oriente Médio e na Ásia”, afirmou Campos.
Estratégia Alinhada à Visão Saudita 2030
O investimento da JBS está diretamente alinhado à Visão 2030, plano estratégico do governo saudita para reduzir a dependência do petróleo, promover a industrialização e tornar o país um polo global de produção de alimentos.
A presença da JBS na região — que já ultrapassa 30 anos de atuação — demonstra a confiança da empresa no potencial do mercado e o compromisso em expandir a produção local de forma sustentável, combinando tecnologia, qualidade e geração de valor regional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Plantio da soja começa no Brasil sob risco de El Niño muito forte
O plantio da soja 2026/27 começou de forma pontual no Brasil sob o risco de chuvas irregulares no Centro-Norte e excesso de umidade na Região Sul. Mato Grosso e Paraná já possuem áreas semeadas, enquanto os demais Estados entrarão gradualmente no campo entre setembro e dezembro, de acordo com o calendário estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
O início da safra coincide com o fortalecimento do El Niño. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) calcula em mais de 90% a probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte durante a primavera e o verão no Hemisfério Sul. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também aponta 90% de chance de intensidade muito forte entre setembro e novembro.
A previsão não significa que todo o país terá falta de chuva. O efeito esperado é diferente em cada região. No Centro-Oeste, no Matopiba e em parte do Norte e do Sudeste, a preocupação está na demora para a regularização das precipitações, nas temperaturas elevadas e na ocorrência de veranicos. No Sul, o principal risco é o excesso de chuva, que pode encharcar o solo, impedir a entrada das máquinas e favorecer doenças.
Mato Grosso abriu o calendário de semeadura em 7 de setembro. As primeiras áreas foram plantadas principalmente em Campo Novo dos Parecis, Diamantino, Brasnorte e outros municípios do oeste que receberam volumes mais expressivos de chuva. Também há trabalhos em áreas irrigadas.
O avanço ainda é inferior a 1% dos aproximadamente 13 milhões de hectares previstos pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A expectativa é de que a semeadura ganhe força somente na primeira quinzena de outubro, quando as chuvas deverão estar mais bem distribuídas.
O problema é que as precipitações registradas até agora são muito localizadas. Enquanto algumas propriedades receberam volume suficiente para acumular água, áreas situadas a poucos quilômetros continuaram secas. Plantar após uma chuva isolada, sem umidade adequada nas camadas mais profundas do solo, aumenta o risco de falhas na germinação, perda de sementes e necessidade de replantio.
A pressa em Mato Grosso está ligada à soja, mas também ao milho e ao algodão cultivados depois da oleaginosa. Quanto mais cedo a soja for colhida, maior será a possibilidade de instalar a segunda safra dentro da janela de menor risco climático. O produtor tenta evitar que o milho e o algodão atravessem o período reprodutivo quando as chuvas já estiverem diminuindo.
O Imea projeta produção próxima de 49 milhões de toneladas de soja em Mato Grosso. Apesar do pequeno aumento de área, a estimativa considera redução de 5,4% na produtividade média em relação à temporada anterior. O Estado também já comercializou antecipadamente cerca de 39% da nova safra, acima da média histórica de 30,55% para o período, o que aumenta a necessidade de compatibilizar contratos de venda com o volume que poderá ser efetivamente colhido.
No Paraná, o plantio começou no Norte, Noroeste e Oeste, onde a semeadura está autorizada desde 1º de setembro. Até o levantamento mais recente do Departamento de Economia Rural (Deral), aproximadamente 81 mil hectares haviam sido plantados, o equivalente a 1,4% dos 5,76 milhões de hectares previstos para o Estado.
O Sudoeste paranaense foi liberado para plantar em 11 de setembro. Nos municípios mais ao sul, a autorização começa em 20 de setembro. A umidade disponível pode favorecer a emergência da soja, mas chuvas persistentes aumentam o risco de interrupções, compactação, erosão, doenças fúngicas e replantio. O excesso de precipitação também pode atrasar a colheita do trigo e, consequentemente, a entrada da soja nas mesmas áreas.
Rondônia e Amazonas estão autorizados a plantar desde sexta-feira (11), embora ainda não tenham divulgado avanço significativo da semeadura. Em São Paulo, o calendário começou em 1º de setembro na primeira região produtiva, será aberto neste domingo (13) na segunda e chegará à terceira região no dia 16.
Mato Grosso do Sul poderá iniciar o plantio na quarta-feira (16). No mesmo dia, a semeadura será liberada no sul do Pará. O Acre entra no calendário em 21 de setembro, parte de Santa Catarina no dia 22, Goiás no dia 25 e o Rio de Janeiro no dia 29.
Em 30 de setembro, começa a primeira janela do Piauí. Distrito Federal, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Tocantins poderão plantar a partir de 1º de outubro. A mesma data vale para o sul do Maranhão, incluindo Balsas e outros importantes municípios produtores.
No oeste da Bahia, onde estão Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, Formosa do Rio Preto e São Desidério, o calendário começa em 8 de outubro. Outras regiões de Bahia, Maranhão, Pará, Piauí, Paraná, Santa Catarina e São Paulo possuem datas próprias, definidas conforme o clima e o histórico da ferrugem-asiática.
Alagoas, Amapá, Ceará e Roraima têm calendários mais tardios, com início da semeadura somente em 2027. Por isso, essas áreas não participam da atual largada da safra nacional.
As datas indicam apenas quando a semeadura é permitida do ponto de vista fitossanitário. Elas não significam que o solo já tenha umidade suficiente nem substituem as orientações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). A decisão de plantar depende das condições de cada propriedade e da previsão de continuidade das chuvas.
No Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba, o maior perigo é uma precipitação antecipada estimular a semeadura e ser seguida por vários dias de calor e tempo seco. Além de prejudicar a formação inicial da lavoura, um veranico pode obrigar o produtor a repetir operações e elevar os gastos com sementes, combustível, máquinas e mão de obra.
Caso as chuvas demorem a se regularizar, o problema será transferido para a segunda safra. O atraso na colheita da soja reduz o tempo disponível para o milho e o algodão, enquanto uma interrupção antecipada das chuvas pode atingir essas culturas durante fases de maior necessidade de água.
No Rio Grande do Sul, Santa Catarina e parte do Paraná, o El Niño tende a aumentar a disponibilidade hídrica, mas chuvas frequentes podem produzir o efeito contrário ao desejado. Solo saturado, dificuldade de pulverização, menor luminosidade e aumento da pressão de doenças podem limitar o potencial das lavouras mesmo sem falta de água.
Uma simulação apresentada pelo economista Alexandre Mendonça de Barros, da consultoria EY, calcula que um cenário de estresse climático semelhante ao de 2015 poderia retirar até 12 milhões de toneladas da safra brasileira. O número representa cerca de 6,5% das 186 milhões de toneladas projetadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para o país.
A estimativa de perda não é uma previsão consolidada, mas uma simulação de risco. O resultado final dependerá da distribuição das chuvas, das temperaturas, da duração dos veranicos e do manejo adotado em cada região. Em uma safra marcada por extremos opostos, o principal desafio não será apenas saber quanto vai chover, mas onde, quando e com que regularidade essa chuva chegará.
Fonte: Pensar Agro
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