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Clima favorece colheita da soja em Mato Grosso e mantém ritmo acima da média, aponta Imea
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O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou nova análise sobre o andamento da colheita da soja em Mato Grosso, destacando que as condições climáticas de janeiro favoreceram os trabalhos no campo.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os acumulados de chuva nos últimos 15 dias variaram entre 90 mm e 150 mm. Apesar de volumes expressivos, o índice ficou inferior ao registrado no mesmo período da safra passada, o que permitiu avanço mais rápido das colheitadeiras em comparação com a média histórica.
O Imea ressaltou que “o cenário favoreceu o andamento das atividades em campo”, contribuindo para um início de colheita mais ágil e com boas condições operacionais.
Previsão indica clima estável para o restante de janeiro
As projeções do National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) para a última semana de janeiro apontam volumes de chuva entre 45 mm e 65 mm na maior parte do estado.
Essa condição deve manter o ritmo da colheita acelerado, sem grandes interrupções causadas por excesso de umidade no solo. Para os produtores, o cenário é considerado ideal para garantir boa qualidade dos grãos e evitar atrasos nas operações.
Fevereiro pode ter menos chuva e favorecer avanço das máquinas
Na análise de médio prazo, o modelo Ensemble Mean indica anomalias negativas de precipitação em fevereiro, com reduções médias de 1 a 2 mm por dia.
Caso o cenário se confirme, o clima mais seco deve favorecer o avanço das máquinas, reduzindo as perdas por grãos avariados e mantendo o bom ritmo de colheita no estado — responsável por cerca de 30% da produção nacional de soja.
Chuvas devem retornar em março e beneficiar o milho de segunda safra
O Imea também projeta que, a partir de março, as chuvas devem retornar à normalidade, o que será positivo para o desenvolvimento do milho safrinha.
Segundo o instituto, esse equilíbrio climático entre os dois períodos — colheita da soja e plantio do milho — cria condições favoráveis para uma transição eficiente entre as safras, reduzindo riscos e fortalecendo o calendário produtivo no estado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico
A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.
A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.
Chicago atinge menor nível desde fevereiro
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.
A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.
Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.
Demanda chinesa ainda decepciona mercado
Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.
A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.
Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar
Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.
O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.
O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.
Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas
No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.
A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.
Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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