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Plano Safra 2025/2026 registra recorde histórico de crédito e inclusão na agricultura familiar

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Crédito rural cresce e impulsiona inclusão produtiva no campo

O Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026 consolidou-se como o mais abrangente da história do programa. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), entre julho e dezembro de 2025, foram realizadas 1.183.669 operações de crédito, um crescimento de 20% em relação ao mesmo período da safra anterior e de 40% comparado a 2022/2023, totalizando R$ 40,2 bilhões contratados.

Os resultados indicam não apenas expansão do volume de recursos, mas também ampla democratização do acesso ao crédito rural, com destaque para agricultores de menor renda, mulheres, jovens e públicos historicamente excluídos do sistema financeiro rural.

Região Norte lidera em expansão do crédito

Um dos maiores avanços da nova safra foi registrado na região Norte, que contabilizou 57,8 mil contratos, um aumento expressivo de 80,6% em relação à safra anterior. O valor financiado chegou a R$ 3,3 bilhões, crescimento de 9,9%.

De acordo com o MDA, o resultado reflete o esforço de interiorização do Pronaf, levando crédito e assistência técnica a regiões que antes tinham acesso limitado às políticas públicas de fomento.

Linhas do Pronaf registram crescimento expressivo

Diversas linhas estratégicas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) apresentaram resultados positivos:

  • O Pronaf Agroecologia teve aumento de 102,2% nas operações e de 73% no valor financiado, alcançando R$ 7,3 milhões.
  • O Pronaf B, voltado às famílias de menor renda, registrou 731.722 contratos, alta de 60,1% no número de operações e 52% no volume financiado, somando R$ 5,1 bilhões.

Esses avanços reforçam o foco do Plano Safra em promover a transição agroecológica e garantir renda e sustentabilidade para pequenas propriedades rurais.

Mulheres e jovens ampliam participação no crédito rural

A atual safra é marcada por maior inclusão de mulheres e jovens. O Pronaf Jovem teve crescimento de 1.555% no volume financiado, passando de R$ 518 mil para R$ 8,6 milhões.

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As mulheres rurais já representam 42% de todas as operações realizadas, com destaque para o Pronaf Quintais Produtivos Agroecológicos, que alcançou 22 mil contratos e R$ 429 milhões financiados — a maioria conduzida por agricultoras.

No Pronaf B, os financiamentos voltados à melhoria de infraestrutura sanitária somaram 84 mil contratos, totalizando R$ 252 milhões.

Povos tradicionais e pescadores também ganham espaço

O Plano Safra 2025/2026 também se destaca pela inclusão de povos e comunidades tradicionais.

Entre os povos indígenas, houve aumento de 49,7% nas operações, com R$ 56,6 milhões contratados. Já os pescadores artesanais tiveram crescimento de 179,9%, movimentando R$ 127,7 milhões.

Os extrativistas também foram beneficiados, com R$ 8,28 milhões financiados, representando alta de 69,6% em relação à safra anterior.

Produção de alimentos e cadeias sustentáveis avançam

O crédito voltado à produção de alimentos registrou forte expansão. O financiamento para hortaliças cresceu 22,8%, alcançando R$ 600 milhões; o de frutas subiu 10,7%, totalizando R$ 1,4 bilhão; e o setor de pesca e aquicultura teve aumento de 191,9%, somando R$ 501,6 milhões.

A cadeia do leite também apresentou evolução significativa, com 122.845 operações e alta de 15% no valor contratado, totalizando R$ 7 bilhões. Já os produtos da sociobiodiversidade registraram R$ 431 milhões financiados, um avanço de 76%.

Modernização e mecanização fortalecem a agricultura familiar

A mecanização segue como um dos eixos centrais do Plano Safra, com foco em tecnologias acessíveis para pequenos produtores.

Por meio do Programa Mais Alimentos, o financiamento de máquinas, equipamentos e implementos agrícolas atingiu R$ 8 bilhões, com crescimento de 39,2% nas operações — de 151 mil para 208 mil contratos.

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O apoio à agricultura protegida também cresceu: o número de contratos para estufas saltou de 10 mil para 28 mil em apenas seis meses.

Plano Safra 2025/2026: recursos e metas ambiciosas

A safra atual conta com R$ 89 bilhões em recursos, sendo R$ 78,2 bilhões destinados ao Pronaf.

Além das linhas tradicionais, o plano inclui novas modalidades de financiamento, como o Pronaf B Agroecologia, Pronaf Quintais Produtivos para Mulheres Rurais, Pronaf Conectividade e Pronaf Acessibilidade, ampliando o alcance do crédito a diferentes perfis produtivos.

Mais de 20 instituições financeiras participam da execução do Pronaf, garantindo capilaridade nacional e maior cobertura nas regiões Norte e Nordeste.

A meta é atingir 2 milhões de contratos até o final da safra, e mais de 50% desse objetivo já foi alcançado nos primeiros seis meses de operação.

Programa Desenrola Rural garante novo acesso ao crédito

O Plano Safra 2025/2026 está articulado a outras políticas complementares, como o Desenrola Rural, que regularizou 856 mil contratos e R$ 20 bilhões em dívidas.

A iniciativa permitiu que milhares de agricultores familiares voltassem a ter acesso ao crédito e a novas oportunidades de investimento.

Gestão participativa e políticas estruturantes

Os dados foram apresentados durante evento realizado em 23 de janeiro, com participação do Grupo de Trabalho do Plano Safra, formado por representantes do MDA, conselhos nacionais, movimentos sociais e entidades do setor agrícola.

Segundo o ministério, o desempenho reforça o papel do Pronaf como política estruturante do desenvolvimento rural brasileiro, promovendo sustentabilidade, inclusão e soberania alimentar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño ganha força no Pacífico e aumenta expectativa de impacto no clima e na produção agrícola

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As condições para o desenvolvimento de um novo episódio do fenômeno El Niño seguem se intensificando no Oceano Pacífico Tropical. Dados recentes apontam um avanço consistente no aquecimento das águas superficiais, elevando as expectativas dos meteorologistas para a consolidação do fenômeno ainda nos próximos meses.

De acordo com o monitoramento climático, a anomalia média da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) na região conhecida como Niño 3.4 apresentou forte evolução entre abril e maio. Após registrar valor ligeiramente negativo de -0,03°C em abril, o indicador passou para 0,49°C em maio, aproximando-se do limiar utilizado para caracterizar condições favoráveis ao El Niño.

O aquecimento continuou avançando ao longo das últimas semanas. Na região central do Pacífico Equatorial, as anomalias permaneceram iguais ou superiores a 0,5°C durante quatro semanas consecutivas. Já na primeira semana de junho, o índice alcançou 0,7°C, reforçando o cenário de fortalecimento do fenômeno.

Formação do El Niño depende da persistência do aquecimento

Especialistas destacam que a caracterização oficial de um evento de El Niño exige não apenas o aquecimento das águas do Pacífico, mas também a manutenção dessas condições por um período prolongado.

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O fenômeno é considerado estabelecido quando o Índice Oceânico Niño Relativo (RONI) permanece igual ou superior a 0,5°C por pelo menos cinco trimestres móveis consecutivos. Com base nos dados observados até maio e nas projeções dos modelos climáticos internacionais, o primeiro trimestre a atingir esse patamar deverá ser o período de abril, maio e junho.

Caso a tendência atual seja mantida, aumentam significativamente as chances de confirmação de um novo episódio do fenômeno, que costuma provocar alterações importantes nos regimes de chuva e temperatura em diversas regiões do Brasil e do mundo.

Impactos podem atingir o agronegócio brasileiro

A evolução do El Niño é acompanhada com atenção pelo setor agropecuário, uma vez que o fenômeno influencia diretamente o comportamento climático durante importantes fases de desenvolvimento das culturas agrícolas.

Historicamente, eventos de El Niño estão associados ao aumento das chuvas na Região Sul do Brasil e a condições mais secas em áreas do Norte e Nordeste. Os efeitos variam em intensidade e duração, podendo impactar o planejamento das safras, o manejo das lavouras e a produtividade de diferentes culturas.

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Além da agricultura, o fenômeno também pode influenciar a disponibilidade hídrica, a geração de energia, os níveis dos reservatórios e a ocorrência de eventos climáticos extremos.

INMET mantém monitoramento permanente

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) informou que segue acompanhando continuamente as condições oceânicas e atmosféricas no Pacífico Equatorial, avaliando a evolução das temperaturas da superfície do mar e outros indicadores relacionados ao fenômeno.

Paralelamente, o órgão monitora as projeções divulgadas pelos principais centros internacionais de previsão climática, responsáveis pelo acompanhamento global das condições oceânicas e atmosféricas.

A expectativa é de que o INMET publique nos próximos dias uma nova atualização técnica com informações mais detalhadas sobre a evolução do aquecimento no Pacífico e as perspectivas para a possível consolidação do El Niño ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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