AGRONEGÓCIO
Programa de manejo sustentável impulsiona produção de leite e renda de pequenos produtores no Paraná
AGRONEGÓCIO
Projeto fortalece pecuária leiteira e gera impacto econômico no campo
O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), em parceria com a Itaipu Binacional, vem transformando a realidade de milhares de pequenos produtores de leite no estado por meio do programa Ação Integrada do Solo e Água (Aisa). A iniciativa, que atua na recuperação de pastagens degradadas, manejo da fertilidade do solo e melhoria da nutrição animal, tem proporcionado aumento de produtividade e renda nas propriedades rurais.
Com atuação em 228 municípios do Paraná e do Mato Grosso do Sul, o programa atende mais de mil produtores por ano. Segundo o IDR-Paraná, o impacto é direto na qualidade de vida das famílias rurais, promovendo uma produção mais eficiente e sustentável.
Em 2025, o estado registrou crescimento de 10% na produção de leite, segundo dados do IBGE e do Departamento de Economia Rural (Deral/Seab) — alcançando 1 bilhão de litros no primeiro trimestre e mantendo o Paraná como o segundo maior produtor do país.
Recuperação de pastagens e nutrição animal são pilares do programa
O trabalho do IDR-Paraná dentro do programa Aisa tem foco em práticas que melhoram a base produtiva das propriedades. As ações envolvem:
- Renovação de pastagens degradadas;
- Correção e adubação do solo;
- Manejo de forragem e nutrição do rebanho leiteiro;
- Adoção de práticas de conservação da água e do solo;
- Uso de dejetos animais como fertilizantes orgânicos.
Segundo o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Márcio Nunes, os resultados refletem o potencial natural do estado.
“O Paraná tem o melhor solo, a melhor água e as melhores pastagens. Com o trabalho técnico e as ações conjuntas, conseguimos potencializar esses recursos e gerar mais renda para o produtor rural”, destacou.
Casos de sucesso mostram ganhos expressivos de produtividade
Um dos exemplos de destaque é o sítio São Sebastião, localizado em Goioerê, administrado por uma família de agricultores com 16 vacas em lactação. Com o acompanhamento técnico do IDR-Paraná, a produção de leite mais que dobrou, passando de 125 litros por dia (2021/2022) para 268 litros em 2024, e atualmente alcançando 300 litros diários.
O técnico Salvador Sarto, do IDR-Paraná, explica que a receita mensal da propriedade saltou de R$ 10,9 mil para R$ 22,1 mil, resultado direto da melhoria da gestão e da adoção de técnicas modernas.
O produtor Benedito Teodoro da Silva, que trabalha com leite desde os 10 anos, destaca o papel da assistência técnica:
“O apoio do IDR tem sido essencial em todos os nossos projetos. As orientações do técnico mudaram a forma como cuidamos do rebanho e da lavoura”, afirmou.
Seu filho, Ricardo, reforçou que o acompanhamento ajudou a profissionalizar a atividade:
“Com o controle de produção, manejo adequado e ajustes na nutrição, conseguimos crescer mesmo diante dos desafios climáticos e de custo”, contou.
Sustentabilidade e manejo correto elevam eficiência no Oeste do estado
Outro exemplo de sucesso vem de Pato Bragado, no Oeste do Paraná, onde o produtor Sérgio Paulo Marshnier participa do programa desde 2021. Com orientação do técnico Adilson Winter, Sérgio e sua família ampliaram a produção de 440 litros diários para 763 litros, um aumento de 72%.
As práticas implementadas incluem:
- Criação adequada de bezerras e novilhas;
- Dieta balanceada dos animais;
- Uso de dejetos para adubação orgânica;
- Plantio de espécies de cobertura para infiltração de água.
O resultado também foi positivo na renda: a receita mensal passou de R$ 5,1 mil para R$ 7,1 mil, comprovando o impacto da assistência técnica.
“Agora temos mais informação, sabemos como manejar o pasto e cuidar da nutrição dos animais. Isso fez toda a diferença na produção”, destacou Sérgio.
Pesquisa e tecnologia impulsionam sustentabilidade rural
O programa Aisa existe há cerca de cinco anos e investiga a relação entre o uso da terra, a qualidade da água e a produção agropecuária na área de influência da Itaipu Binacional. As informações coletadas formam um amplo banco de dados sobre solo, clima, vegetação e hidrologia, que orienta ações de manejo sustentável nas propriedades.
A coordenadora de Pesquisa do IDR-Paraná, Simony Lugão, destaca que pequenas mudanças no manejo podem gerar grandes resultados:
“São orientações simples, mas que transformam a rotina do produtor e aumentam a rentabilidade”, explicou.
O coordenador de Extensão do IDR, Rafael Piovezan, reforça que a meta é promover mudanças estruturais duradouras nas propriedades.
Investimentos e parcerias fortalecem o agronegócio paranaense
O programa Aisa é desenvolvido em parceria com instituições de excelência, como a Embrapa, a Esalq/USP e a Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento (Faped). Nos últimos quatro anos, foram R$ 25,9 milhões investidos em 17 projetos voltados ao aumento da sustentabilidade e produtividade no campo.
Essas iniciativas consolidam o Paraná como referência nacional em pecuária leiteira sustentável, reforçando o papel da assistência técnica como ferramenta essencial para o desenvolvimento rural.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de soja do Brasil crescem no 1º trimestre e Mato Grosso lidera embarques
Mercado Externo
As exportações de soja brasileira registraram crescimento no primeiro trimestre de 2026, impulsionadas pela maior oferta global e pelo ritmo acelerado da colheita no país.
No cenário internacional, a China manteve a liderança como principal compradora da oleaginosa, absorvendo grande parte dos embarques brasileiros. No entanto, em março, o país asiático adquiriu 9,97 milhões de toneladas, volume 10,39% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025, reflexo de ajustes pontuais nas compras e suspensão temporária de embarques por algumas tradings.
Outros destinos relevantes incluíram Espanha e Turquia, reforçando a diversificação da demanda internacional pela soja brasileira.
Mercado Interno
No Brasil, o avanço da colheita foi determinante para o aumento dos embarques. A maior disponibilidade do grão ampliou a capacidade logística e acelerou o escoamento da produção.
O destaque ficou para Mato Grosso, principal estado produtor e exportador do país, que manteve protagonismo no desempenho nacional. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o estado respondeu por parcela significativa dos embarques no período, sustentado pela safra robusta.
Preços
O aumento da oferta, típico do período de colheita, tende a pressionar os preços no curto prazo, especialmente com a intensificação dos embarques em março.
Por outro lado, a demanda internacional consistente, liderada pela China, ajuda a limitar quedas mais acentuadas, mantendo o mercado relativamente equilibrado.
Indicadores
- Exportações brasileiras (jan–mar/2026): 23,46 milhões de toneladas
- Variação anual: +5,93%
- Embarques em março: 14,52 milhões de toneladas
- Crescimento mensal (março vs. fevereiro): +105,29%
- Exportações de Mato Grosso: 4,84 milhões de toneladas
- Variação anual do estado: +4,39%
- Compras da China (MT): 2,99 milhões de toneladas
Análise
O desempenho das exportações no primeiro trimestre confirma o padrão sazonal do mercado de soja, com forte concentração de embarques no período de colheita.
A liderança de Mato Grosso reforça a importância logística e produtiva do estado no cenário nacional, enquanto a China segue como principal motor da demanda, mesmo diante de oscilações pontuais.
A expectativa é de manutenção de volumes elevados nos próximos meses, sustentada pela ampla oferta interna e pela continuidade da demanda externa. Esse cenário deve manter o Brasil em posição estratégica no comércio global da oleaginosa em 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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