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Presidente da Câmara aponta pauta prioritária da Casa para este ano

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Em 2026, a Câmara dos Deputados deve avançar na discussão de projetos relacionados aos seguintes temas: segurança pública, inteligência artificial, combate à violência contra a mulher, acordo Mercosul-União Europeia, redução da jornada 6×1 e relação entre trabalhadores e plataformas digitais. Foi o que declarou nesta segunda-feira (2) o presidente da Câmara, Hugo Motta, durante a abertura dos trabalhos legislativos deste ano.

— Que 2026 seja um ano de entregas ao país, atendendo sempre às expectativas da população, em sintonia com as ruas. E que, nós, parlamentares, sigamos transformando a esperança das pessoas em realidade — disse Motta.

O presidente da Câmara afirmou que “cabe a este Plenário, soberano e independente, perseguir esse caminho dia e noite, com votações de propostas de interesse do país”.

— E devemos fazer valer a prerrogativa constitucional do Congresso de destinar as emendas parlamentares aos rincões Brasil afora, que, na maioria das vezes, não estão aos olhos do Poder Público.

Motta ressaltou a Câmara terá “uma agenda intensa no primeiro semestre”, a começar pela votação da medida provisória que criou o programa Gás do Povo (MP 1.313/2025), prevista para esta segunda-feira (2). Esse, apontou ele, é um “tema crucial para o dia a dia dos brasileiros; a medida provisória beneficia mais de 15 milhões de famílias”.

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Ele informou que, logo após o Carnaval, a Câmara deverá avançar com a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025). Segundo ele, esse é “um assunto de extrema preocupação por parte da maioria dos brasileiros”, e a Casa “tem um compromisso com essa PEC”.

Motta declarou que é “obrigação da Câmara priorizar o combate ao feminicídio, em parceria com todos os Poderes; essa é uma agenda que não pode mais esperar”.

O presidente da Câmara também enfatizou que deverá acelerar o debate sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6×1, “com equilíbrio e responsabilidade, ouvindo trabalhadores e empregadores”. Ele se referia à PEC 8/2025, da deputada federal Herika Hilton (Psol-SP). Há uma proposta de teor similar em análise no Senado: a PEC 148/2015, do senador Paulo Paim (PT-RS).

Motta acrescentou que caberá ao Congresso Nacional analisar “o tão esperado acordo entre a União Europeia e o Mercosul, um marco histórico que inaugura uma etapa relevante de integração e de oportunidades para o Brasil”.

— A Câmara deve sempre estar na vanguarda do que acontece “do lado de fora”: no mundo. Por isso, queremos ainda apreciar o tema da inteligência artificial e nos debruçar sobre a matéria de incentivos aos serviços de datacenter, iniciativa que abre janela relevante de investimentos no país.

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Motta enfatizou ainda que a Casa deverá aprofundar as discussões sobre as relações entre trabalhadores de aplicativos e plataformas digitais, “buscando conciliar produtividade, direitos e desenvolvimento”. Segundo ele, “essa tarefa é indispensável para preparar o Brasil para uma nova economia baseada em tecnologia, em inovação e em investimentos sustentáveis”.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Deputados aprovam regime de urgência para 12 projetos; acompanhe

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (9) o regime de urgência para 12 propostas. Os projetos com urgência podem ser votados diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.

Confira as propostas que passam a tramitar com urgência:

  • Projeto de Lei 4503/19, do deputado Mário Heringer (PDT-MG), que acrescenta a proibição de acesso à internet entre as penas de interdição temporária de direitos aplicadas a crimes cibernéticos;
  • PL 5815/25, da deputada Rosângela Reis (PL-MG), que institui programa de acompanhamento anual médico e psicossocial da infância e adolescência;
  • PL 5478/25, do deputado Pedro Westphalen (PP-RS), que institui a Política Nacional de Diagnóstico Laboratorial (PNDL) e estabelece diretrizes para sua implementação no Sistema Único de Saúde (SUS);
  • PL 1446/25, da deputada Renilce Nicodemos (MDB-PA), que altera o Código Eleitoral para incluir o período de pré-candidatura na proteção contra o crime de violência política de gênero;
  • PL 1893/26, do Poder Executivo, que regulamenta a negociação das relações de trabalho no setor público e a representação sindical de servidores e empregados públicos;
  • PL 5673/23, da deputada Ana Pimentel (PT-MG), que cria a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, com o objetivo de melhorar o acesso e a qualidade dos serviços de saúde direcionados às mulheres em diversas fases da vida;
  • Projeto de Lei Complementar (PLP) 80/26, do deputado Benes Leocádio (União-RN), que prorroga até 8 de janeiro de 2032 a não incidência do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) nas navegações de cabotagem, interior fluvial e lacustre com origem ou destino em portos localizados nas regiões Norte e Nordeste;
  • PL 2427/26, do deputado Pedro Lucas Fernandes (União-MA), que autoriza os fundos constitucionais de financiamento das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) a oferecerem garantias a operações de crédito voltadas à execução de projetos estruturantes de infraestrutura econômica;
  • PL 3099/24, da deputada Juliana Cardoso (PT-SP), que institui protocolo nacional de adaptação, resposta e recuperação para povos indígenas em situações de risco e desastres climáticos, ambientais e sanitários;
  • PL 5961/25, do Senado, que autoriza a criação de um fundo para ampliar o crédito a empresas exportadoras brasileiras, com financiamento para capital de giro, compra de máquinas e investimentos produtivos;
  • PL 2119/19, do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), que cria o título de Cidade Amiga do Idoso para municípios que se destacarem na adoção de políticas e iniciativas para assegurar tratamento digno e envelhecimento ativo às pessoas idosas;
  • PL 2653/26, do Senado, que destina prêmio de R$ 500 mil a cada jogadora da seleção brasileira de futebol feminino que participou, como titular ou reserva, da Copa do Mundo de 1995.
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Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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