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PEIXE BR solicita suspensão da importação de tilápia e revisão do ICMS em São Paulo

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Entidade leva pleitos estratégicos à Secretaria de Agricultura de São Paulo

A PEIXE BR (Associação Brasileira da Piscicultura) reuniu-se na terça-feira (3) com o Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Mello Filho, para tratar de temas considerados estratégicos para a piscicultura nacional e, especialmente, para a cadeia produtiva da tilápia.

Durante o encontro, foram apresentados dois principais pleitos: a suspensão da importação de filé de tilápia do Vietnã e a revisão da tributação estadual (ICMS) aplicada ao pescado.

Risco sanitário motiva pedido de suspensão das importações

A PEIXE BR solicitou que o governo paulista suspenda a importação de filé de tilápia proveniente do Vietnã, medida que já foi adotada por Santa Catarina, com decisão homologada pela Justiça.

Segundo a entidade, a principal preocupação é o risco sanitário associado ao vírus TiLV (Tilapia Lake Virus) — uma enfermidade ainda ausente em São Paulo, mas presente em outros países. A introdução do vírus poderia comprometer a sanidade da produção local, afetando toda a cadeia produtiva da tilápia no estado.

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Setor denuncia desequilíbrio tributário no ICMS

Outro ponto destacado pela PEIXE BR foi a distorção tributária que prejudica a competitividade da produção paulista. Atualmente, o Estado de São Paulo cobra ICMS da tilápia produzida internamente e também do pescado oriundo de outros estados brasileiros, enquanto o filé de tilápia importado tem isenção total do imposto (ICMS zero).

De acordo com os representantes do setor, essa diferença gera uma concorrência desleal e desestimula a produção local, além de impactar indústrias, empregos e investimentos no segmento aquícola.

Diálogo busca equilíbrio entre segurança e competitividade

A reunião foi considerada fundamental para ampliar o diálogo entre o setor produtivo e o governo paulista, com foco em segurança sanitária, competitividade e equilíbrio fiscal.

Os participantes reforçaram que o equilíbrio tributário e a proteção sanitária são essenciais para garantir a sustentabilidade e o crescimento da piscicultura em São Paulo e no Brasil.

Participação de lideranças do setor

O encontro contou com a presença do presidente da PEIXE BR, Francisco Medeiros, e dos conselheiros Mauro Nakata, Juliano Kubitza, Celso Torquato e Ramon Amaral.

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Também participaram representantes das entidades PEIXE SP, PANGA BR e ABIPESCA, além do deputado estadual Itamar Borges, que reforçou apoio às pautas do setor.

Próximos passos

A PEIXE BR destacou que continuará atuando junto aos governos estaduais e federais para garantir condições justas de mercado, proteger a sanidade dos plantéis brasileiros e fortalecer a competitividade da piscicultura nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne de aves crescem em valor, volume e preço até junho de 2026, aponta levantamento

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As exportações brasileiras de carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas registraram crescimento consistente até a terceira semana de junho de 2026, em comparação ao mesmo período de 2025. Os dados indicam avanço simultâneo nos indicadores de valor, volume e preço médio, reforçando o bom desempenho do setor no comércio internacional.

O levantamento considera o acumulado parcial dos embarques até a terceira semana de junho de cada ano, permitindo a comparação direta de performance entre os períodos.

Receita das exportações de carne de aves cresce na comparação anual

O valor total exportado pelo Brasil em carnes de aves atingiu US$ 665.035,0 até a terceira semana de junho de 2026. No mesmo intervalo de 2025, o montante registrado foi de US$ 562.040,0.

O resultado evidencia um aumento expressivo na receita do setor avícola brasileiro no mercado externo, sustentado tanto pela ampliação do volume embarcado quanto pela valorização dos preços praticados.

A média diária das exportações em valor também apresentou avanço significativo, passando de US$ 28.102,0 em junho de 2025 para US$ 47.502,5 em 2026.

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Volume embarcado também registra alta no período

O desempenho em volume acompanha o movimento positivo observado na receita. Até a terceira semana de junho de 2026, o Brasil embarcou 330.024,5 toneladas de carnes de aves.

No mesmo período de 2025, o total exportado foi de 312.889,1 toneladas, confirmando crescimento na comparação anual.

A média diária de embarques também avançou de forma consistente, passando de 15.644,5 toneladas em 2025 para 23.573,2 toneladas em 2026.

Preço médio da tonelada sobe 12,2% no comparativo anual

O mercado externo também apresentou valorização no preço médio pago pela carne de aves brasileira. Em 2026, o valor médio por tonelada exportada chegou a US$ 2.015,1, acima dos US$ 1.796,3 registrados no mesmo período de 2025.

A variação representa uma alta de 12,2% no preço médio por tonelada, reforçando a melhora na remuneração das exportações do setor.

Indicadores diários reforçam tendência de crescimento

Os dados de média diária também confirmam a trajetória de expansão do setor avícola brasileiro no comércio internacional.

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No recorte comparativo entre os períodos analisados, a média diária em valor registrou aumento de US$ 69,0, enquanto o avanço em volume foi de 50,7 toneladas.

Os indicadores reforçam a consistência do crescimento das exportações ao longo de 2026, mantendo o mesmo padrão metodológico de comparação com 2025.

Setor avícola mantém desempenho positivo no comércio exterior

A consolidação dos dados até a terceira semana de junho de 2026 aponta para um cenário de fortalecimento das exportações brasileiras de carne de aves, com crescimento simultâneo em receita, volume embarcado e preço médio.

O desempenho reforça a competitividade do setor no mercado internacional e evidencia a manutenção da demanda externa pelos produtos avícolas brasileiros, mesmo em um ambiente global de oscilações econômicas.

Com base nos indicadores parciais, o setor segue em trajetória positiva, sustentado por ganhos de escala e valorização dos produtos exportados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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