POLÍTICA NACIONAL
CDH aprova protetor auditivo gratuito para aluno da educação básica com TEA
POLÍTICA NACIONAL
A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (4) projeto que garante o fornecimento gratuito de protetores auditivos para estudantes da educação básica com transtorno do espectro autista (TEA). O PL 432/2025, do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), foi relatado pelo senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) e segue para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
O projeto altera a lei que cria a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista para garantir o fornecimento de protetores auditivos para alunos da educação pública e privada.
Segundo o autor, o fornecimento dos protetores auriculares pode ser viabilizado mediante parcerias e convênios entre entidades públicas e privadas, reduzindo o custo ao erário. Mecias ressalta que ruídos altos podem resultar em grave desconforto para esses estudantes, crises emocionais e até desorganização cognitiva, prejudicando sua socialização e o aprendizado.
Para o relator, a proposta oferece uma solução simples e eficaz para aliviar o desconforto e a desorganização que ruídos altos ou desagradáveis podem provocar em autistas com hipersensibilidade auditiva.
— O fornecimento dos protetores auriculares pode ser viabilizado mediante parcerias e convênios entre entidades públicas e privadas, reduzindo o custo ao erário.
Em seu novo texto, Pontes substituiu termos, como a expressão “protetores auriculares” por “protetores auditivos”, para evitar a confusão com protetores utilizados em natação. Também usa a expressão “educação básica”, que inclui a educação infantil, o ensino fundamental, o ensino médio e a educação profissional técnica de nível médio, a fim de facilitar a compreensão do alcance da norma.
Audiências públicas
A CDH aprovou ainda requerimentos para realização de um seminário e de dez audiências públicas sobre diversos temas que deverão ocorrer ao longo do ano. Grande parte sugere debates sobre a proteção e a defesa das crianças e adolescentes. Entre eles, alguns da presidente da CDH, senadora Damares Alves (Republicanos-DF) que pede audiências sobre campanhas institucionais como em alusão ao Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, celebrado em 12 de junho (REQ 11/2026 – CDH) e o Novembro Roxo, dedicado à prematuridade e à atenção neonatal (REQ 12/2026 – CDH). Ainda de autoria da senadora Damares, o REQ 16/2026 – CDH sugere debate sobre o desaparecimento de crianças e adolescentes no Brasil.
Já o REQ 19/2026 – CDH, também de Damares, pede a realização de seminário com o tema “Fortalecimento dos Conselhos Tutelares”, a ser realizado no dia 18 de novembro de 2026, no Auditório Petrônio Portella.
Todas as audiências aprovadas pela CDH você confere aqui.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Centrais sindicais temem vulnerabilidade de categorias não contempladas pelas regras da PEC 6×1
Em reunião com os parlamentares da comissão especial que analisa o fim da escala de trabalho 6×1, representantes de centrais sindicais mostraram preocupação com os trabalhadores que ficarem de fora da redução de jornada para 40 horas semanais. De acordo com o coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, Lúcio Clemente, o problema está na restrição ao benefício de acordo com o salário do trabalhador.
O texto apresentado pelo relator prevê que as regras não se aplicam aos profissionais com curso universitário que ganhem mais de duas vezes e meia o teto de remuneração da Previdência Social, o equivalente hoje a R$ 21.188. Os trabalhadores poderão negociar as jornadas individualmente com os patrões. Para Lúcio Clemente, essa norma reduz a proteção desses trabalhadores.
“Isso é uma preocupação grande, porque os efeitos do ponto de vista do impacto sobre o conjunto das categorias podem não ser pequenos. É difícil de mensurar agora, mas nós estamos falando de parte da força de trabalho que, em geral, poderá ficar fora da proteção sindical dos acordos e convenções coletivas”, alertou.
Lúcio Clemente afirmou ainda que as centrais de trabalhadores discordam do prazo concedido para a adequação dos contratos de trabalhadores terceirizados do setor público. A proposta prevê que as empresas, nesse caso, terão até um ano para promover a mudança de jornada. Para o sindicalista, a transição deveria ser a mesma dos demais empregados.
Relatório
O relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), apresentou o texto na segunda-feira (25). A proposta assegura a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição do salário, e garante duas folgas semanais, uma preferencialmente aos domingos.
No caso das folgas, o direito será assegurado assim que a emenda constitucional entrar em vigor. Já a jornada será reduzida para 42 horas por semana 60 dias depois da vigência da norma e para 40 horas, 12 meses depois desse período.
Integrantes da comissão afirmaram que a votação da proposta pode ocorrer nesta quarta-feira na Câmara dos Deputados. O presidente do colegiado, deputado Alencar Santana (PT-SP), adiantou que vai reabrir a sessão de debate sobre o texto às 10 horas da manhã para tentar concluir a votação até as 17 horas.
Segundo o parlamentar, se a comissão aprovar a proposta nesse período, o presidente da Câmara, Hugo Motta, se comprometeu a votar o texto no plenário no mesmo dia.
“Se a gente conseguir isso, o presidente Hugo Mota vai levar essa matéria amanhã à noite ainda para o plenário. Se a gente não conseguir, vai ficar na feira, mas vamos trabalhar amanhã, tentando ali garantir a votação em comissão a tempo de levar o plenário amanhã à noite – até porque é quarta-feira, é um dia em que aqui é a Casa tem forte presença, o que é bom”, disse.

Mobilização
Os deputados presentes à audiência pública foram unânimes em pedir mobilização para garantir que o texto seja aprovado. A deputada Erika Hilton (Psol-SP), autora de uma das propostas que deu origem à mudança, pediu atenção total à votação.
“Nós teremos que permanecer vigilantes, lutando contra os inimigos da classe trabalhadora, que irão fazer todas as manobras possíveis para tentar destruir o texto. Depois de votado aqui na Câmara dos Deputados, nós vamos ter que continuar nossa articulação e nossa mobilização, porque no Senado não tem nada dado. O Senado já está tentando fazer algumas manobras. Eles estão pensando: ‘vamos então deixar passar aqui, o pessoal vai dar uma esquecidinha, e depois a gente massacra o texto no Senado’”,, disse ela.
Reportagem – Maria Neves
Edição – Ana Chalub
Fonte: Câmara dos Deputados
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrefeitura de Rio Branco moderniza sistema de abastecimento do Tucumã com novos equipamentos
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrefeitura de Rio Branco é reconhecida nacionalmente no Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora 2026
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásPrefeitura de Rio Branco vistoria Arena Race e anuncia recuperação do espaço para fortalecer esporte e lazer
-
AGRONEGÓCIO5 dias atrásBioestimulantes ganham espaço nos pomares e ajudam frutas a resistirem ao estresse climático
-
SEM CATEGORIA4 dias atrásPrefeitura de Rio Branco inicia oficinas para fortalecimento da Política de Gestão de Riscos no município
-
POLÍTICA NACIONAL7 dias atrásMinirreforma eleitoral permite programa de recuperação fiscal para partidos políticos
-
ESPORTES6 dias atrásGrêmio vence o Palestino e segue firme na briga no Grupo F da Sul-Americana
-
AGRONEGÓCIO5 dias atrásSoja redesenha a produção no Centro-Oeste e Norte do País


![1130X200[1]](https://noticiadoacre.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1130X2001.png)


![1200X100[1]](https://noticiadoacre.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1200X1001.png)