AGRONEGÓCIO
Heineken anuncia corte de 6 mil empregos e prevê crescimento mais lento em 2026
AGRONEGÓCIO
A Heineken, segunda maior cervejaria do mundo em valor de mercado, anunciou nesta quarta-feira (11) um plano global de reestruturação que prevê a demissão de até 6 mil funcionários. O corte representa aproximadamente 7% do total de colaboradores e faz parte de uma estratégia para reduzir custos e aumentar a eficiência operacional em um momento de desaceleração nas vendas de cerveja.
Setor de cervejas enfrenta retração global
A fabricante das marcas Heineken, Amstel e Tiger tem enfrentado queda na demanda mundial, influenciada por condições climáticas desfavoráveis e pela redução do poder de compra dos consumidores.
A concorrente Carlsberg também anunciou cortes de empregos, refletindo um movimento mais amplo no setor de bebidas alcoólicas, onde diversas empresas estão reduzindo custos, vendendo ativos e diminuindo a produção após anos de desempenho abaixo do esperado.
Mudança na liderança e foco em produtividade
O anúncio acontece após a saída inesperada de Dolf van den Brink, ex-presidente-executivo da Heineken, em janeiro. A empresa ainda busca um novo CEO para liderar a próxima fase de reestruturação.
Segundo o diretor financeiro Harold van den Broek, o plano de produtividade visa gerar economias substanciais e reduzir entre 5.000 e 6.000 vagas nos próximos dois anos.
“Estamos fazendo isso para fortalecer nossas operações e garantir capacidade de investimento no crescimento futuro”, declarou o executivo durante a apresentação dos resultados anuais.
Cortes concentrados na Europa e em mercados menos estratégicos
De acordo com a Heineken, as demissões ocorrerão principalmente na Europa e em mercados com menor potencial de expansão. Parte dos cortes também será implementada nas áreas administrativas, na sede e na cadeia de suprimentos.
A companhia busca operar com uma estrutura mais enxuta, atendendo a pressões de investidores que criticam o desempenho inferior em comparação aos concorrentes do setor.
Crescimento de lucros deve desacelerar em 2026
A Heineken projeta para 2026 um crescimento de lucros entre 2% e 6%, abaixo da faixa prevista para 2025, que era de 4% a 8%.
Apesar da perspectiva mais modesta, o lucro operacional de 2025 avançou 4,4%, superando as expectativas dos analistas, que previam alta de 4%.
As ações da Heineken subiram cerca de 4% após o anúncio, acumulando valorização de 7% desde o final de 2025.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de café do Brasil crescem em maio, mas acumulado da safra segue em queda
As exportações brasileiras de café registraram crescimento de 3,6% em maio de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano passado, sinalizando a entrada da nova safra no mercado. Apesar do avanço mensal, o desempenho acumulado da temporada 2025/26 ainda reflete uma oferta mais restrita, com queda nos embarques em relação ao ciclo anterior.
Dados divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram que o país exportou 3,089 milhões de sacas de 60 quilos em maio. No entanto, a receita cambial gerada pelos embarques recuou 16% no período, totalizando US$ 1,05 bilhão.
Safra menor impacta desempenho acumulado
No acumulado dos 11 primeiros meses do ano-safra 2025/26, entre julho de 2025 e maio de 2026, o Brasil exportou 35,373 milhões de sacas de café, volume 17,7% inferior ao registrado no mesmo período da temporada anterior.
A receita obtida com as exportações alcançou US$ 13,612 bilhões, apresentando leve recuo de 0,7% na comparação anual.
Já entre janeiro e maio de 2026, os embarques somaram 14,745 milhões de sacas, queda de 12,4% frente às 16,825 milhões de sacas exportadas no mesmo período de 2025. As receitas geradas atingiram US$ 5,552 bilhões, redução de 14,6%.
Segundo o Cecafé, o comportamento do mercado está alinhado com o período de transição entre a entressafra e a entrada da nova produção brasileira.
Entrada dos cafés canéforas impulsiona embarques
O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, destaca que a recuperação observada em maio está diretamente ligada à chegada dos primeiros volumes da safra 2026/27, especialmente dos cafés canéforas, grupo que engloba conilon e robusta.
A expectativa é de que os embarques ganhem força nos próximos meses, acompanhando o avanço da colheita dos cafés arábica e o aumento da disponibilidade de produto.
O setor trabalha com perspectiva positiva para a nova temporada, impulsionada pelas boas condições climáticas registradas na maior parte das regiões produtoras e pelo potencial de uma safra volumosa e de qualidade.
Logística e cenário internacional seguem no radar
Apesar das perspectivas favoráveis para o aumento das exportações no segundo semestre, o setor acompanha fatores que podem limitar o desempenho dos embarques.
Entre os desafios apontados estão os gargalos logísticos nos portos brasileiros, as tensões geopolíticas internacionais e as incertezas relacionadas à política comercial dos Estados Unidos, um dos principais mercados consumidores de café.
Colheita avança, mas ritmo permanece abaixo da média
Levantamento da Safras & Mercado indica que a colheita da safra brasileira de café 2026/27 alcançou 30% da área até 10 de junho.
O avanço representa crescimento de sete pontos percentuais em relação à semana anterior, mas ainda permanece abaixo dos 35% registrados no mesmo período de 2025 e também inferior à média dos últimos cinco anos, de 33%.
Conilon apresenta maior avanço nos trabalhos
A colheita dos cafés canéforas segue mais adiantada, com 43% da produção já colhida.
Mesmo assim, o ritmo continua abaixo do observado no ano passado e da média histórica para o período, ambos em 49%.
No Espírito Santo, principal produtor nacional de conilon, apenas 39% da safra havia sido colhida até o início de junho. Segundo analistas do mercado, o atraso está relacionado à maturação mais lenta das lavouras nesta temporada.
Chuvas atrasam colheita do café arábica
A colheita do café arábica também avança em ritmo mais lento. Os trabalhos alcançaram 23% da produção, abaixo dos 26% registrados em igual período de 2025 e da média de 25% observada nos últimos cinco anos.
As chuvas frequentes têm dificultado a operação das máquinas e o andamento dos trabalhos em importantes regiões produtoras, especialmente no Sul de Minas Gerais, maior polo de produção de café arábica do país.
Apesar do atraso, as avaliações iniciais da safra são positivas. Técnicos do mercado destacam bom potencial produtivo e qualidade satisfatória dos grãos, especialmente em relação à formação e ao padrão das peneiras, fator importante para a valorização do produto no mercado.
Perspectiva é de aumento da oferta no segundo semestre
Com o avanço da colheita e a expectativa de uma das maiores safras dos últimos anos, o setor projeta crescimento da disponibilidade de café ao longo do segundo semestre.
Caso as condições climáticas permaneçam favoráveis e a logística de exportação opere sem maiores restrições, o Brasil deverá ampliar sua presença no mercado internacional nos próximos meses, reforçando sua posição como maior exportador mundial de café.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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