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Abate de bovinos, suínos e frangos cresce no 4º trimestre de 2025

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Os dados preliminares da produção animal brasileira referentes ao quarto trimestre de 2025 apontam crescimento no abate de bovinos, suínos e frangos na comparação com o mesmo período de 2024. Segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também houve aumento na aquisição de leite e couro, além de avanço na produção de ovos.

Pecuária bovina apresenta crescimento expressivo no comparativo anual

O abate de bovinos somou 10,95 milhões de cabeças no quarto trimestre de 2025, resultado 13,1% superior ao registrado no mesmo período de 2024, embora tenha recuado 2,9% em relação ao trimestre anterior.

A produção de carcaças bovinas atingiu 2,91 milhões de toneladas, representando alta de 15% frente ao quarto trimestre de 2024 e avanço de 1,8% em comparação ao terceiro trimestre de 2025. O desempenho reflete o aumento da oferta de animais prontos para o abate e a retomada do ritmo das indústrias frigoríficas após ajustes de mercado observados no início do ano.

Abate de suínos cresce na comparação anual, mas recua no trimestre

No segmento de suínos, foram abatidas 14,77 milhões de cabeças no quarto trimestre de 2025, um avanço de 2,3% frente ao mesmo trimestre do ano anterior. No entanto, houve queda de 6,6% em relação ao terceiro trimestre de 2025, influenciada por ajustes de demanda e custos de produção mais altos no período.

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O peso total das carcaças foi de 1,35 milhão de toneladas, o que representa aumento de 2,1% em relação a 2024 e redução de 9% frente ao trimestre imediatamente anterior.

Frango mantém ritmo de produção e encerra o ano em alta

O abate de frangos totalizou 1,69 bilhão de cabeças no quarto trimestre, resultado 3,9% superior ao registrado em 2024. Em relação ao terceiro trimestre de 2025, o indicador teve leve retração de 0,2%.

O peso das carcaças chegou a 3,54 milhões de toneladas, alta de 4,7% sobre o mesmo período do ano anterior e queda de 1,6% frente ao trimestre anterior. O desempenho positivo reflete o bom ritmo das exportações e a forte demanda do mercado interno.

Leite tem aumento nas comparações anual e trimestral

A aquisição de leite cru pelos estabelecimentos sob inspeção sanitária (federal, estadual ou municipal) atingiu 7,34 bilhões de litros no quarto trimestre de 2025. O volume representa alta de 8,2% em relação ao mesmo trimestre de 2024 e crescimento de 4,8% frente ao trimestre anterior.

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O resultado confirma a recuperação da produção leiteira, impulsionada pela melhora nas condições climáticas e pela valorização da arroba do boi, que estimulou produtores a reequilibrar a atividade pecuária.

Curtumes ampliam recebimento de couro bovino

A aquisição de peças de couro cru bovino pelos curtumes que processam mais de 5 mil unidades por ano somou 11,13 milhões de peças no quarto trimestre de 2025. O volume representa aumento de 11,8% em relação ao mesmo período de 2024, mas queda de 2,6% na comparação com o trimestre anterior.

O desempenho positivo no comparativo anual reflete o aumento do abate de bovinos e a consequente ampliação da oferta de matéria-prima para a indústria coureira.

Produção de ovos registra novo recorde trimestral

A produção nacional de ovos de galinha atingiu 1,25 bilhão de dúzias no quarto trimestre de 2025. O número representa crescimento de 3,7% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e alta de 1,5% frente ao terceiro trimestre de 2025.

O avanço é sustentado pelo aumento da produtividade e pela maior demanda doméstica, impulsionada pela competitividade do produto frente a outras fontes de proteína animal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Inmet prevê chuva forte e falta de água até 20 de outubro

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A agricultura brasileira enfrenta nesta semana uma distribuição desigual das chuvas, com volumes elevados em parte do Centro-Sul e da Amazônia e pouca água em outras regiões produtoras. O cenário exige atenção tanto no plantio da safra 2026/27 quanto na colheita das lavouras do ciclo anterior. A previsão nacional do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), divulgada nesta terça-feira (13.10) e válida até o dia 20, aponta diferenças expressivas entre as regiões e dentro de um mesmo estado.

Os maiores acumulados previstos chegam a 200 milímetros no centro-norte do Paraná e superam 150 milímetros no centro-oeste do Amazonas. Também há indicação de volumes acima de 100 milímetros no litoral sul paulista e no Rio de Janeiro. Em contrapartida, grande parte do Nordeste deve permanecer sem chuva expressiva, assim como áreas do Centro-Oeste. Para a agricultura, o contraste reúne riscos de interrupção dos trabalhos pelo excesso de umidade e de dificuldade para iniciar o cultivo onde o solo continua seco.

O contraste alcança regiões de um mesmo estado. No Centro-Oeste, os acumulados previstos chegam pontualmente a 100 milímetros no centro de Goiás e no sul de Mato Grosso do Sul. No sul de Mato Grosso, a previsão alcança 50 milímetros; em outras áreas da região, os volumes não devem ultrapassar 10 milímetros. Para o produtor, essa distribuição exige avaliar a umidade da própria lavoura antes de avançar com a semeadura.

No Sul, a chuva também não será uniforme. Santa Catarina tem previsão de 40 a 60 milímetros em sua faixa central e litorânea. No Rio Grande do Sul, o litoral deve receber perto de 40 milímetros, mas a maior parte do estado terá pouca precipitação. A redução das chuvas abre espaço para operações de campo onde a umidade do solo permitir a entrada das máquinas.

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O Sudeste concentra outra faixa de atenção, com volumes superiores a 100 milímetros previstos no litoral sul paulista e no Rio de Janeiro. No Norte, o centro-oeste do Amazonas deve receber mais de 150 milímetros, enquanto não há previsão de chuva no Amapá e no centro-norte do Pará.

O risco muda conforme a fase da lavoura

A chuva que ajuda a instalar soja e milho também traz dificuldades às culturas prontas para colher. O excesso de água restringe o trabalho das máquinas e ameaça a qualidade dos grãos que permanecem no campo. Esse efeito já apareceu no acompanhamento de setembro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que registrou benefícios às lavouras de verão e problemas nos cultivos de inverno.

No Paraná, naquele período, produtores ajustaram a colheita do trigo para aproveitar os intervalos sem chuva. Em Santa Catarina, a umidade persistente aumentou a preocupação com doenças. Em São Paulo, a Conab apontou comprometimento da qualidade e risco de germinação do trigo ainda na espiga. São ocorrências observadas em setembro, que ajudam a dimensionar o cuidado necessário nas áreas ainda não colhidas.

A falta de água tem outra consequência: dificulta o estabelecimento das plantas e reduz o potencial produtivo quando alcança etapas importantes do desenvolvimento. Nas áreas agrícolas de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a Conab verificou em setembro que as chuvas haviam amenizado o risco de incêndios, mas ainda eram insuficientes para permitir o plantio na maioria das lavouras sem irrigação.

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Perdas anteriores mostram o peso do calendário

O impacto da estiagem já aparece nos resultados da safra anterior. Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), com base no acompanhamento da Conab, a produtividade do milho de segunda safra na Bahia ficou 38,5% abaixo da estimativa inicial. O resultado foi associado ao plantio fora do período mais adequado e à redução das chuvas a partir de abril.

Na agricultura familiar, o boletim de setembro identificou 170 municípios com risco alto de seca e 27 com risco muito alto entre aqueles com plantios de milho ou feijão sem irrigação iniciados em julho. O Nordeste concentrou 131 municípios do primeiro grupo e 26 do segundo. A classificação indica exposição ao risco, não uma medida de perdas já confirmadas.

Para as próximas operações, a referência deve ser a condição local: água suficiente para iniciar o cultivo, solo adequado ao tráfego das máquinas e intervalos de tempo favoráveis à colheita. Os avisos do Inmet e o acompanhamento da Conab ajudam a organizar esse trabalho. A previsão de chuva para uma região, sozinha, não garante que todas as propriedades receberão o volume necessário.

Fonte: Pensar Agro

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