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Mercado de suínos inicia 2026 com forte recuo nos preços

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A desaceleração das demandas interna e externa foi o principal fator de pressão sobre os preços, marcando o início de 2026 com um cenário menos favorável ao produtor.

Exportações recuam, mas janeiro registra volume recorde para o mês

O setor exportador de carne suína teve um início de ano ambíguo, com queda nas exportações em relação a dezembro, mas recorde histórico para o mês de janeiro.

De acordo com o Cepea, apesar da retração mensal, o volume embarcado foi o maior já registrado para o período, sinalizando que a demanda externa ainda se mantém firme, mesmo com ajustes pontuais no comércio internacional.

Custo de produção pressiona margens e relação de troca piora

A desvalorização acentuada do suíno vivo deteriorou a relação de troca com os principais insumos da atividade, especialmente milho e farelo de soja.

Segundo o Cepea, janeiro completou o quarto mês consecutivo de queda nesse indicador, refletindo maior desequilíbrio entre o preço recebido pelo produtor e os custos de alimentação do rebanho — os mais representativos da suinocultura.

Competitividade da carne suína aumenta frente à bovina e ao frango

O recuo nos preços da carcaça suína especial, aliado à ligeira valorização da carne bovina, ampliou a competitividade da carne suína no mercado doméstico no início de 2026.

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Em relação ao frango, a maior desvalorização da carne suína também contribuiu para tornar o produto mais atrativo ao consumidor, reforçando a posição competitiva da proteína suinícola no setor de carnes.

Panorama geral do setor

O Boletim do Suíno de janeiro, divulgado pelo Cepea/Esalq–USP, apresenta uma análise completa sobre o desempenho do mercado de suínos, preços, exportações, custos de produção e concorrência entre proteínas.

Boletim do Suíno

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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