AGRONEGÓCIO
Cafés premiados da Emater-MG chegam ao Verdemar e reforçam destaque dos grãos mineiros no mercado especial
AGRONEGÓCIO
Cafés premiados chegam ao mercado de Belo Horizonte
Os vencedores do 22º Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais, promovido pela Emater-MG, estarão disponíveis nas gôndolas do Supermercado Verdemar – Sion a partir do dia 19 de fevereiro de 2026. O lançamento oficial da linha “Cafés Campeões” será realizado em um evento especial na capital mineira.
A iniciativa é resultado da parceria entre a Emater-MG e a rede Verdemar e tem como principal objetivo valorizar os cafés especiais de Minas Gerais, com foco na produção da agricultura familiar. Essa é a oitava edição do projeto, que aproxima o consumidor dos produtores premiados e contribui para o fortalecimento da cafeicultura mineira.
Edição 2025 celebra os melhores cafés de Minas Gerais
Nesta edição, 16 produtores que alcançaram as melhores notas no concurso estadual terão seus cafés disponíveis para o público. As amostras foram selecionadas entre 1.857 inscritas, o que reforça o alto nível da competição.
O destaque vai para o grande campeão estadual de 2025, João Pedro Emerick Ramos, agricultor familiar de Alto Jequitibá, na região das Matas de Minas. O produtor conquistou 93,2 pontos, a maior pontuação da história do concurso, consolidando o nome da região entre as principais origens de cafés especiais do Brasil.
Do campo ao consumidor: trajetória de sucesso
João Pedro Emerick começou a plantar café em 2018 e viu no concurso uma oportunidade para crescer no mercado. “Quando comecei, não tinha comprador. Hoje, o café quase não dá conta da demanda. O concurso foi essencial para dar visibilidade ao nosso trabalho”, afirmou o produtor.
A conquista simboliza o papel do concurso na abertura de novos mercados e no reconhecimento dos pequenos produtores, que encontram na vitrine do Verdemar uma forma direta de conectar suas marcas ao consumidor final.
Linha “Cafés Campeões” destaca origem e qualidade
Os cafés serão vendidos em embalagens personalizadas, com informações sobre o nome do produtor, município de origem, pontuação obtida e características sensoriais de cada lote. As quatro principais regiões produtoras de Minas Gerais estarão representadas: Cerrado Mineiro, Chapada de Minas, Matas de Minas e Sul de Minas.
Essa diversidade regional reforça a identidade e riqueza sensorial dos cafés mineiros, reconhecidos mundialmente por sua qualidade e complexidade de sabores.
Evento celebra o protagonismo dos produtores
O evento de lançamento da linha “Cafés Campeões” será restrito a convidados e ocorrerá às 9h, no mezanino da unidade Verdemar Sion, em Belo Horizonte. A cerimônia contará com a presença dos produtores premiados, representantes da Emater-MG e executivos da rede Verdemar, que reforçarão o compromisso conjunto com o fortalecimento da cafeicultura sustentável e de alta qualidade em Minas Gerais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja
A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.
A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.
O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui
Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.
A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.
Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br
Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.
O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.
Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.
Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.
Isan Rezende
Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.
O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.
“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.
“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásPrefeitura de Rio Branco realiza vacinação antirrábica casa a casa neste sábado no Conjunto Universitário
-
AGRONEGÓCIO17 horas atrásInmet prevê chuva forte e falta de água até 20 de outubro
-
TJ AC6 dias atrásPlano de trabalho prevê ações para facilitar o acesso ao emprego após o cumprimento da pena
-
AGRONEGÓCIO17 horas atrásEstado se aproxima de 1 milhão de toneladas e 1/4 do algodão brasileiro
-
AGRONEGÓCIO16 horas atrásBrasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas
-
AGRONEGÓCIO17 horas atrásEntidade defende papel do agro no abastecimento do Brasil e do mundo
-
AGRONEGÓCIO16 horas atrásAgro mira novo recorde de exportações, mas clima e mercados desafiam a renda do produtor
-
FAMOSOS6 dias atrásEx-BBB Larissa Santos curte dia em praia no Leblon e posa de biquíni: ‘Solzinho!’