AGRONEGÓCIO
Suinocultura em crise em Minas Gerais: preço do suíno vivo cai para R$ 5,30 e fica abaixo do custo de produção
AGRONEGÓCIO
A suinocultura de Minas Gerais enfrenta um cenário de forte pressão econômica, com o preço do suíno vivo recuando para R$ 5,30/kg, enquanto o custo de produção chega a R$ 6,20/kg. A diferença negativa tem gerado prejuízos recorrentes aos produtores, segundo a Asemg.
O quadro representa uma inversão significativa em relação ao ano anterior, quando o setor operava com preços cerca de 20% acima dos custos médios de produção.
Queda de preços reflete oferta maior e consumo mais fraco
De acordo com a Asemg, a retração do mercado é resultado principalmente do aumento da produção de carne suína e da redução no ritmo de consumo interno.
Entre janeiro e meados de abril, o preço do suíno vivo acumulou queda de 36%, segundo dados da entidade, pressionando ainda mais a rentabilidade do setor.
“O cenário atual é resultado direto do aumento da oferta e da desaceleração da demanda”, afirmou o presidente da Asemg, Donizete Ferreira Couto.
Consumo sofre impacto do orçamento das famílias
Mesmo com Minas Gerais liderando o consumo per capita de carne suína no país, com cerca de 32 kg por habitante ao ano, o endividamento das famílias e o aumento do custo de vida têm reduzido o poder de compra.
Itens como energia elétrica, combustíveis e alimentação têm pressionado o orçamento doméstico, o que impacta diretamente a demanda por proteína animal.
Segundo o setor, o consumidor final continua sendo o principal determinante do ritmo de mercado.
Produção cresce mesmo com menos matrizes
Apesar da redução no número de matrizes, a suinocultura mineira aumentou sua produção por meio de ganhos de produtividade. Em 2025, o estado produziu cerca de 620 mil toneladas de carne suína.
Esse aumento, no entanto, elevou a oferta no mercado interno, contribuindo para a queda de preços.
Exportações ajudam, mas não compensam excedente
As exportações de carne suína de Minas Gerais cresceram no primeiro trimestre, mas ainda representam uma parcela limitada da produção estadual.
Segundo dados da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, foram embarcadas 11,02 mil toneladas entre janeiro e março, com receita de US$ 22,4 milhões — alta de 31,1% em volume e 24,7% em valor.
Mesmo com o avanço, o estado não possui forte vocação exportadora no setor, o que amplia a pressão do excedente no mercado interno.
Prejuízo limita investimentos e expande preocupação no setor
Com o suíno vivo sendo comercializado abaixo do custo de produção, os produtores enfrentam dificuldade para investir e ampliar a atividade.
“Em vez de crescimento, o momento é de contenção e reequilíbrio financeiro”, destacou a Asemg, ao apontar que parte dos resultados positivos anteriores foi utilizada para quitar dívidas acumuladas.
Setor aposta em ações para estimular consumo
Diante do cenário desafiador, entidades do setor têm intensificado campanhas de estímulo ao consumo. Entre elas, a ação “Bom de Preço, Bom de Prato”, desenvolvida em parceria com a ABCS, busca reforçar a competitividade da carne suína frente a outras proteínas.
A estratégia destaca o melhor custo-benefício do produto ao consumidor final, especialmente em comparação com carnes bovina e de frango.
Além disso, a Asemg realiza levantamentos técnicos por meio do Censo da Suinocultura, com o objetivo de orientar decisões de produção e planejamento do setor.
Perspectiva
Apesar da crise de rentabilidade, o setor acredita em uma possível reação gradual da demanda com a queda de preços no varejo. A expectativa é que a carne suína mais acessível ajude a estimular o consumo nos próximos meses, contribuindo para o reequilíbrio do mercado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Soja hoje: oferta concentrada no Brasil pressiona preços, enquanto Chicago oscila com petróleo, demanda e geopolítica
O mercado da soja inicia o mês de maio dividido entre pressões internas no Brasil e sustentação no cenário internacional. Enquanto a oferta concentrada, os desafios logísticos e a limitação de armazenagem pesam sobre os preços domésticos, a Bolsa de Chicago (CBOT) segue volátil, reagindo a fatores como petróleo, demanda global e tensões geopolíticas.
Chicago oscila após alta recente e mantém patamar elevado
Na CBOT, os contratos futuros da soja começaram a semana em forte alta, atingindo os maiores níveis dos últimos sete meses. O movimento foi impulsionado principalmente pela valorização do petróleo e pelo avanço do óleo de soja, que elevou o complexo como um todo.
O contrato julho chegou a superar US$ 12,20 por bushel, acumulando ganhos superiores a 1,5%, enquanto o óleo registrou alta próxima de 2%. O farelo apresentou valorização mais moderada.
Já nesta terça-feira (5), o mercado passou por ajuste técnico, com realização de lucros após a sequência de ganhos. Apesar das correções pontuais, as cotações permanecem firmes acima dos US$ 12,00 por bushel, indicando sustentação no curto prazo.
Fundamentos externos seguem no radar do mercado
O ambiente internacional continua sendo direcionado por três fatores principais:
A demanda segue aquecida, com destaque para o esmagamento de soja nos Estados Unidos, que superou 6,8 milhões de toneladas em março, reforçando o consumo consistente.
O plantio da nova safra norte-americana avança e já atinge cerca de 33% da área, mantendo o mercado atento às condições climáticas no Corn Belt e ao desenvolvimento inicial das lavouras.
No campo geopolítico, as expectativas sobre um possível encontro entre lideranças dos Estados Unidos e da China em maio aumentam a especulação sobre novos acordos comerciais, o que pode favorecer a demanda chinesa pela oleaginosa.
Além disso, as tensões no Estreito de Ormuz seguem sustentando os preços do petróleo, fator que influencia positivamente o complexo soja, especialmente o óleo.
Brasil: avanço da colheita amplia pressão sobre preços
No mercado interno, o avanço da colheita intensifica a oferta e pressiona as cotações, especialmente nas principais regiões produtoras.
No Rio Grande do Sul, a colheita já alcança cerca de 79% da área cultivada, estimada em 6,62 milhões de hectares. O excesso de umidade, no entanto, dificulta os trabalhos de campo e compromete a qualidade dos grãos.
Os preços médios no estado registraram queda de 1,68%, atingindo R$ 115,25 por saca, enquanto no Porto de Rio Grande as cotações giram em torno de R$ 130,00 por saca. Também há preocupação com o avanço da ferrugem asiática em lavouras tardias.
Em Santa Catarina, a demanda firme das cadeias de proteína animal contribui para maior sustentação dos preços. Em Rio do Sul, a saca é negociada a R$ 118,00, enquanto em São Francisco do Sul atinge R$ 129,20.
No Paraná, a produção combinada de soja e milho deve alcançar 39,1 milhões de toneladas. Ainda assim, os preços permanecem cerca de 6% abaixo dos níveis registrados em 2025, impactados principalmente pelo câmbio.
Centro-Oeste enfrenta gargalos logísticos com safra cheia
Nos estados do Centro-Oeste, o cenário é de produção robusta, mas com desafios relevantes na armazenagem e no escoamento.
Em Mato Grosso, a produção deve atingir recorde de 51,56 milhões de toneladas. No entanto, a limitação da capacidade de armazenagem e o custo elevado do frete reduzem a competitividade e pressionam as margens dos produtores.
No Mato Grosso do Sul, a produtividade média é estimada em 61,73 sacas por hectare, com produção total de 17,75 milhões de toneladas, reforçando o cenário de oferta elevada.
A combinação entre safra volumosa e gargalos logísticos mantém o mercado doméstico pressionado, mesmo diante de um ambiente internacional mais favorável.
Tendência: mercado dividido entre fatores internos e externos
O comportamento do mercado segue dividido no curto prazo.
No Brasil, a tendência é de pressão sobre os preços, influenciada pela oferta concentrada, limitações logísticas e ritmo de comercialização.
No cenário externo, o suporte vem do petróleo, da demanda aquecida e das incertezas geopolíticas, que sustentam as cotações em Chicago.
Fatores de atenção para os próximos dias
Os agentes de mercado devem monitorar:
- O relatório de oferta e demanda dos Estados Unidos, previsto para o dia 12
- As condições climáticas no Corn Belt
- O andamento das negociações entre Estados Unidos e China
- O ritmo de escoamento da safra brasileira
Conclusão
Apesar do suporte observado na Bolsa de Chicago, o produtor brasileiro enfrenta um cenário mais desafiador no curto prazo. A combinação de safra cheia, gargalos logísticos e elevada oferta tende a limitar a recuperação dos preços internos, ao menos até que haja melhora no fluxo de exportações ou novos estímulos relevantes da demanda global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásPrefeitura de Rio Branco inicia levantamento de famílias atingidas por enxurrada na Baixada da Sobral e anuncia auxílio “Cartão do Bem”
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásPrefeitura de Rio Branco realiza mais de 800 atendimentos em ação de saúde no Rui Lino
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásPrefeitura de Rio Branco promove grande ação de proteção animal com 936 vacinas e 30 adoções
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásCâmara de Rio Branco informa cancelamento e nova data de audiência pública do Plano Diretor
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrefeitura de Rio Branco lança projeto “Viva Mais Rio Branco” com programação gratuita na Praça da Revolução
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásPrefeitura de Rio Branco realiza ação do Programa Cidade Limpa no bairro Maria Iris
-
POLÍCIA6 dias atrásPRF recebe Promotora de Justiça de Feijó para alinhar apoio institucional em ações de combate a crimes ambientais e eleitorais
-
POLÍTICA NACIONAL6 dias atrásCâmara aprova projeto que regulamenta a jornada de trabalho de policiais e bombeiros militares

