RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Santa Catarina lança projeto para fortalecer o cultivo de café sombreado e valorizar a agricultura familiar

Publicados

AGRONEGÓCIO

Tradição do café catarinense ganha novo impulso

Muito antes de o café catarinense ganhar espaço entre os apreciadores de grãos especiais, ele já fazia parte da história e da identidade do Estado — a planta, inclusive, está estampada na bandeira de Santa Catarina, criada em 1895. Agora, essa tradição se renova com o lançamento do Projeto Café Sombreado Catarinense, desenvolvido pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina.

A iniciativa, que entra em operação em março deste ano, faz parte do Programa de Financiamento ao Desenvolvimento Rural, Pesqueiro e Aquícola de Santa Catarina (Financia Agro SC) e visa fortalecer e expandir o cultivo de café arábica em sistema sombreado, priorizando a agricultura familiar.

Produção sustentável e valorização regional

O sistema proposto pelo projeto consiste no consórcio do café com bananeiras, palmeiras e espécies arbóreas nativas, principalmente nas regiões do Litoral e do Vale do Itajaí. A proposta busca conciliar produção agrícola e conservação ambiental, reforçando práticas sustentáveis e de baixo impacto.

Segundo o secretário de Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, o projeto atende uma demanda antiga de associações de produtores e pequenas torrefações locais, que veem na cultura do café sombreado uma oportunidade de diversificação produtiva, geração de renda e agregação de valor.

Leia Também:  Seguro rural cobre menos de 4% da área plantada e amplia risco financeiro no agronegócio brasileiro
Café sombreado: qualidade e longevidade das lavouras

Embora ainda em fase inicial de expansão comercial, o café sombreado já é cultivado há décadas por agricultores familiares catarinenses. O gerente de projetos da Sape, Thiago Leal, especialista em cafeicultura, destaca que o sombreamento natural melhora as condições de desenvolvimento da planta, tornando-a mais vigorosa, saudável e produtiva.

“No cultivo sombreado, o processo de maturação do fruto é mais lento, o que garante grãos mais uniformes e de qualidade superior. Aliado às condições de latitude, clima marítimo e solo fértil das regiões produtoras, o sistema resulta em cafés com perfil sensorial diferenciado, muito valorizados no mercado de cafés especiais, segmento que segue em forte crescimento no Brasil”, explica Leal.

Linhas de crédito e incentivos para agricultores

O Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural (FDR) será o responsável pelo apoio financeiro aos produtores que aderirem ao projeto. Para participar, é necessário procurar os escritórios da Epagri e possuir o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ativo, além de comprovar condições adequadas para o cultivo e a produção do café.

Leia Também:  Boa Safra conquista liderança nacional em produtividade de sorgo na Safrinha 2025

Os valores de financiamento podem chegar a R$ 50 mil por família em projetos individuais, ou até R$ 120 mil em iniciativas coletivas com, no mínimo, três famílias participantes. O pagamento será feito em cinco parcelas anuais, sem juros, e contará com três anos de carência. Agricultores que quitarem as parcelas em dia terão 30% de desconto no valor total.

A liberação da carência dependerá de laudo técnico da Epagri, comprovando a implantação e o bom desenvolvimento das lavouras.

Incentivo que une tradição, sustentabilidade e renda

Com o Projeto Café Sombreado Catarinense, o Estado aposta na integração entre sustentabilidade, tradição e rentabilidade. A expectativa é de que a iniciativa revitalize o cultivo do café arábica, amplie o número de produtores e fortaleça o posicionamento de Santa Catarina no mapa nacional dos cafés especiais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

EUA ampliam exportações de etanol e acirram concorrência com o Brasil

Publicados

em

Por

Os Estados Unidos exportaram aproximadamente 5,34 bilhões de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, avanço de 13% sobre igual período do ano anterior, segundo a Renewable Fuels Association (RFA). O crescimento dos embarques amplia a concorrência para o Brasil e mostra a força de uma indústria sustentada por um mercado doméstico de grande escala, apesar de uma mistura menor do biocombustível na gasolina.
Nos EUA, a produção de etanol foi de aproximadamente 160 milhões de litros por dia, conforme dados da agência de energia americana, a EIA, publicados no dia 30 de setembro. O número representa o ritmo registrado naquela semana, sem equivaler a um balanço anual.
A aparente contradição está nas bombas. Enquanto a gasolina comum brasileira contém 32% de etanol, a mistura predominante no mercado americano é o E10, com 10%. O percentual menor, contudo, incide sobre uma quantidade muito maior de combustível comercializado.
Na mesma semana de setembro, o volume de gasolina fornecido ao mercado americano, usado pela EIA como referência de consumo, foi de aproximadamente 1,38 bilhão de litros por dia. Essa quantidade já inclui o etanol misturado ao combustível. É a dimensão desse abastecimento que permite absorver uma produção elevada do biocombustível.
Uma conta ilustrativa ajuda a entender: 10% de um mercado de 400 bilhões de litros representam 40 bilhões de litros de etanol. Já 32% de um mercado de 100 bilhões correspondem a 32 bilhões. A comparação dos percentuais, isoladamente, não mostra quantos litros chegam aos consumidores.
Enquanto ampliam as exportações, os EUA importaram menos de 1,9 milhão de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, segundo a RFA. O contraste reforça o peso da produção doméstica no abastecimento americano.
Esses números mostram que uma expansão do consumo nos EUA encontra uma indústria doméstica capaz de disputar o fornecimento. Para o exportador brasileiro, uma mistura maior abre oportunidades, mas os embarques dependem dos preços, dos custos de transporte, das condições de acesso e da disponibilidade do produto americano.
Os dois países também organizam o abastecimento de maneiras diferentes. No Brasil, a mistura obrigatória de 32% vale para a gasolina comum e a comum aditivada desde 1º de agosto de 2026. A medida tem duração inicial de 180 dias, com possibilidade de uma prorrogação por igual período. Na gasolina premium, o teor permanece em 25%.
Além disso, o motorista brasileiro dispõe do etanol hidratado para abastecer veículos flex. Esse mercado depende da relação entre o preço dos combustíveis e o rendimento do automóvel. A demanda nacional, portanto, reúne tanto o etanol adicionado à gasolina quanto o vendido diretamente ao consumidor.
Nos EUA, o E10 convive com o E15, de até 15%, e com misturas mais elevadas para veículos compatíveis. Os postos não são obrigados a oferecer E15. A ampliação das vendas envolve equipamentos adequados, disponibilidade de combustível e regras de comercialização.
Restrições relacionadas às emissões evaporativas afetam a venda de E15 durante o verão em partes do país. Em 2026, a agência ambiental americana, a EPA, concedeu uma autorização excepcional para permitir sua comercialização nessa estação. A previsibilidade das regras continua relevante para os investimentos na distribuição.
O Brasil deve produzir 41,88 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27, aumento de 11,7% sobre a temporada anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A expansão reforça a importância de ampliar o consumo nas bombas e conquistar compradores externos. Nessa disputa, os Estados Unidos combinam uma indústria de grande escala com um mercado que absorve volumes elevados mesmo usando uma mistura menor de etanol na gasolina.
O levantamento brasileiro, divulgado em agosto, estima 29,98 bilhões de litros de etanol de cana e 11,91 bilhões de litros do combustível produzido a partir do milho. O crescimento previsto é de 9,7% e 17%, respectivamente. São projeções para a safra em andamento, que inclui parte de 2027.
A safra de cana está na segunda metade da colheita e da moagem no Centro-Sul, onde as chuvas de setembro reduziram o ritmo dos trabalhos. No Nordeste, a temporada começou mais recentemente. A fabricação de etanol de milho segue outro calendário, com usinas que operam ao longo do ano.
Para o campo brasileiro, o avanço do etanol tem efeitos distintos. A expansão das usinas de milho amplia as alternativas de venda do cereal. Uma demanda maior também pressiona o custo da matéria-prima para quem fabrica o combustível, conforme a oferta da safra e os estoques disponíveis.
O etanol de cana conta ainda com rotas de produção reconhecidas pela EPA na categoria de biocombustíveis avançados, sujeitas a requisitos ambientais. Esse enquadramento permite disputar mercados que valorizam a redução de emissões.
Com a oferta brasileira em crescimento, o resultado para a cadeia dependerá da capacidade de transformar produção em consumo. A mistura na gasolina, a escolha dos motoristas e as exportações precisam acompanhar os novos volumes para sustentar a remuneração das usinas e dos produtores de matéria-prima.

Leia Também:  Boa Safra conquista liderança nacional em produtividade de sorgo na Safrinha 2025

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA