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Mercado do trigo mostra estabilidade no início do ano, mas volatilidade global e câmbio seguem no radar

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Trigo inicia 2026 com preços estáveis e comportamento diferente entre regiões

O Itaú BBA, em seu relatório Agro Mensal, destacou que o mercado do trigo iniciou o ano com preços estáveis e movimentos distintos entre os estados produtores.

Em janeiro, o Rio Grande do Sul registrou leve alta de 0,5%, com a saca média negociada a R$ 55,20, reflexo da entressafra e do bom ritmo de exportações.

Já no Paraná, o movimento foi oposto: queda de 1,4%, com o preço médio encerrando o mês em R$ 63,10/sc, em um mercado considerado “travado”.

A valorização do real frente ao dólar reduziu a paridade de importação, limitando uma reação mais consistente nos preços internos. Além disso, o período coincidiu com a necessidade de liberar armazéns para a safra de verão, o que intensificou o escoamento do cereal.

Na primeira semana de fevereiro, o comportamento seguiu desigual: alta de 0,9% no RS e queda de 3% no PR.

Volatilidade internacional é guiada por clima e câmbio

No cenário externo, o mercado internacional de trigo manteve-se volátil, influenciado pela oscilação cambial e pelas condições climáticas adversas no Hemisfério Norte.

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A desvalorização do dólar ampliou a competitividade do trigo dos Estados Unidos, enquanto o frio intenso e a seca em regiões produtoras — especialmente nos EUA e na Rússia — sustentaram os preços no curto prazo.

Na Bolsa de Kansas, o trigo subiu 1,7%, sendo negociado a US$ 5,28/bushel. Entretanto, a volatilidade permaneceu alta nos primeiros dias de fevereiro, com o mercado reagindo a tensões geopolíticas e a possíveis mudanças climáticas.

As cotações recuaram momentaneamente após declarações do ex-presidente Donald Trump, sugerindo um possível acordo de paz entre Rússia e Ucrânia.

Entressafra e oferta global trazem estabilidade ao mercado doméstico

Com o Brasil em período de entressafra, o mercado tende a se manter alinhado à paridade de importação, o que reforça uma postura cautelosa entre compradores e vendedores.

Na Argentina, a safra 2025/26 registrou aumento de produção, mas problemas de qualidade ainda preocupam o setor. Essa situação deve levar o Brasil a diversificar origens de compra, aumentando as importações de trigo hard dos Estados Unidos para reduzir riscos industriais e garantir regularidade no abastecimento.

Oferta global elevada mantém preços sob controle

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, a oferta global de trigo permanece confortável, sustentando uma tendência de baixa nos preços internacionais.

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O órgão revisou a produção mundial para 842 milhões de toneladas, com consumo estimado em 820 milhões e estoques finais 7% maiores, totalizando 278 milhões de toneladas.

Essa combinação de alta produção e consumo moderado tem mantido o mercado equilibrado, limitando movimentos mais expressivos de valorização.

Clima e câmbio seguirão como fatores-chave nos próximos meses

Até o início da nova colheita, o mercado deve permanecer estável, acompanhando a evolução do clima no Hemisfério Norte.

Eventos de frio extremo ou seca em grandes produtores, como Rússia e Estados Unidos, podem gerar oscilações pontuais.

No Brasil, a oscilação do câmbio continuará sendo determinante na formação dos preços e na competitividade do cereal frente às importações.

A expectativa do setor é de um primeiro semestre de estabilidade, com maior volatilidade a partir da definição da próxima safra global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas no line-up e mantêm forte ritmo de embarques nos portos do Brasil

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O line-up de navios nos portos brasileiros aponta que o país deve exportar 1,606 milhão de toneladas de açúcar na semana encerrada em 17 de junho, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores globais da commodity.

O volume, apesar de expressivo, representa redução em relação à semana anterior, quando estavam programadas 1,860 milhão de toneladas para embarque. O levantamento considera embarcações já atracadas, em fila de espera ou com previsão de chegada até 13 de julho.

Porto de Santos concentra maior parte dos embarques

O Porto de Santos (SP) segue como principal hub exportador de açúcar do país, concentrando 1.325.530 toneladas programadas no período.

Na sequência aparecem o Porto de Paranaguá (PR), com 278.000 toneladas, Recife (PE), com 20.300 toneladas, e Maceió (AL), com 8.774 toneladas.

Predomínio do açúcar VHP nas exportações

A composição da carga mostra predominância do açúcar VHP, que responde pela maior parte dos embarques, com 1.461.304 toneladas.

Também estão previstos embarques de Crystal B150 (100 mil toneladas), TBC (32.300 toneladas), açúcar refinado A-45 (7 mil toneladas) e VHP ensacado, equivalente a 6.000 toneladas.

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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas em junho

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 1.603.237 toneladas de açúcar em junho, com receita de US$ 574,98 milhões no acumulado do mês.

A média diária exportada ficou em 178,137 mil toneladas, enquanto a receita média diária atingiu US$ 63,887 milhões, considerando nove dias úteis no período.

Receita diária recua, mas volume cresce na comparação anual

Na comparação com junho de 2025, houve aumento no volume exportado, mas queda na receita e nos preços médios.

A receita diária recuou 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o valor médio era de US$ 72,166 milhões.

Já o volume diário embarcado cresceu 5,8%, acima das 168,399 mil toneladas registradas em junho de 2025.

Preço médio do açúcar recua no mercado externo

O preço médio do açúcar exportado em junho de 2026 ficou em US$ 358,6 por tonelada, representando queda de 16,3% frente aos US$ 428,5 por tonelada observados em junho de 2025.

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O recuo reflete um cenário internacional mais pressionado, apesar da manutenção de um forte fluxo físico de exportações brasileiras, sustentado pela competitividade do país no mercado global.

O desempenho do setor reforça o Brasil como protagonista no comércio mundial de açúcar, com volumes elevados de embarque, ainda que sob pressão de preços no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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