AGRONEGÓCIO
Governo Federal anuncia pacote contra sobretaxa dos EUA, mas pequenos produtores de frutas seguem preocupados
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O pacote de medidas divulgado pelo Governo Federal para enfrentar a sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos traz avanços importantes para exportadores de frutas, mas ainda gera preocupações entre pequenos produtores. A avaliação é da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).
Segundo a entidade, o programa inclui a abertura de R$ 30 bilhões em linhas de crédito, a prorrogação de prazos no drawback, o diferimento de tributos e a concessão de créditos tributários específicos, atendendo parcialmente às demandas apresentadas anteriormente pelo setor.
Medidas emergenciais podem amenizar perdas imediatas
Entre os pontos positivos destacados pela Abrafrutas estão a ampliação do acesso a seguros de crédito à exportação e a possibilidade de compras públicas para absorver a produção afetada, iniciativas que podem reduzir os impactos financeiros no curto prazo.
Pequenos produtores podem ficar desassistidos
Apesar dos avanços, a entidade alerta que os instrumentos priorizam exportadores diretos, deixando de fora pequenos produtores que vendem suas frutas para essas empresas. A Abrafrutas teme que a falta de apoio à base da produção leve à redução das compras, prejuízos à renda e dificuldade para a permanência desses agricultores no campo.
Ações diplomáticas e parlamentares continuam
A associação reforça que continuará trabalhando junto ao Governo Federal e ao Congresso Nacional para ampliar as medidas emergenciais e intensificar esforços diplomáticos com o objetivo de eliminar a sobretaxa norte-americana.
De acordo com o presidente da Abrafrutas, Guilherme Coelho, o foco é garantir que as soluções cheguem a todos os elos da cadeia produtiva, preservando a competitividade das frutas brasileiras no mercado internacional e mantendo o país como fornecedor global de frutas frescas de qualidade.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Faesp critica veto a projeto dos safristas e alerta para agravamento da falta de mão de obra no campo
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) manifestou preocupação com o veto integral ao Projeto de Lei nº 715/2023, medida que permitiria aos trabalhadores safristas manter benefícios sociais durante períodos de contratação temporária no setor agropecuário. Para a entidade, a decisão representa um retrocesso para o mercado de trabalho rural e tende a agravar a já crescente escassez de mão de obra enfrentada pelo campo brasileiro.
De acordo com a Faesp, o projeto aprovado pelo Congresso Nacional buscava criar um mecanismo capaz de conciliar a inclusão produtiva com a proteção social, garantindo que trabalhadores pudessem aceitar empregos temporários na agropecuária sem o risco de perder benefícios essenciais para a renda familiar.
Escassez de trabalhadores preocupa o setor produtivo
A entidade destaca que a falta de mão de obra tem sido um dos principais desafios enfrentados por diversas cadeias produtivas do agronegócio, especialmente em períodos de maior demanda por trabalhadores, como plantio, colheita e beneficiamento de produtos agrícolas.
Na avaliação da federação, o veto tende a reduzir o interesse de trabalhadores em aderir às vagas temporárias oferecidas pelo setor, dificultando ainda mais a contratação de equipes para atividades sazonais e comprometendo a eficiência operacional das propriedades rurais.
Segundo a Faesp, a proposta representava uma alternativa equilibrada para ampliar a formalização do trabalho rural e, ao mesmo tempo, preservar a segurança econômica de famílias em situação de vulnerabilidade.
Formalização e inclusão produtiva
A federação reforça que políticas públicas voltadas ao mercado de trabalho devem estimular a formalização, a geração de renda e a mobilidade social. Para a entidade, permitir que trabalhadores safristas mantenham benefícios sociais durante contratos temporários seria uma forma de incentivar a participação no mercado formal sem penalizar aqueles que dependem de programas de assistência.
Além de contribuir para a inclusão produtiva, a medida poderia ampliar a oferta de mão de obra disponível para o agronegócio, setor que enfrenta dificuldades crescentes para preencher vagas em diversas regiões do país.
Impactos para a produção de alimentos
A Faesp alerta que a falta de trabalhadores pode afetar diretamente a produtividade e a competitividade do agronegócio brasileiro. A dificuldade de contratação durante os períodos mais intensos do calendário agrícola pode gerar atrasos operacionais e elevar custos de produção, impactando toda a cadeia de abastecimento.
Para a entidade, o fortalecimento do setor passa pela adoção de políticas que conciliem proteção social, geração de empregos e estímulo à produção de alimentos.
Entidade seguirá defendendo mudanças
Em nota oficial, a Faesp afirmou que continuará atuando em defesa de soluções que garantam segurança social aos trabalhadores rurais e, simultaneamente, ofereçam condições para que o agronegócio mantenha sua capacidade de produzir, gerar empregos e contribuir para o crescimento econômico do país.
A entidade considera que a derrubada do veto ou a construção de novas propostas legislativas poderão recolocar o tema em discussão, buscando alternativas para reduzir o déficit de mão de obra no campo e ampliar as oportunidades de trabalho formal no setor agropecuário.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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