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Governo Federal anuncia pacote contra sobretaxa dos EUA, mas pequenos produtores de frutas seguem preocupados

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O pacote de medidas divulgado pelo Governo Federal para enfrentar a sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos traz avanços importantes para exportadores de frutas, mas ainda gera preocupações entre pequenos produtores. A avaliação é da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

Segundo a entidade, o programa inclui a abertura de R$ 30 bilhões em linhas de crédito, a prorrogação de prazos no drawback, o diferimento de tributos e a concessão de créditos tributários específicos, atendendo parcialmente às demandas apresentadas anteriormente pelo setor.

Medidas emergenciais podem amenizar perdas imediatas

Entre os pontos positivos destacados pela Abrafrutas estão a ampliação do acesso a seguros de crédito à exportação e a possibilidade de compras públicas para absorver a produção afetada, iniciativas que podem reduzir os impactos financeiros no curto prazo.

Pequenos produtores podem ficar desassistidos

Apesar dos avanços, a entidade alerta que os instrumentos priorizam exportadores diretos, deixando de fora pequenos produtores que vendem suas frutas para essas empresas. A Abrafrutas teme que a falta de apoio à base da produção leve à redução das compras, prejuízos à renda e dificuldade para a permanência desses agricultores no campo.

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Ações diplomáticas e parlamentares continuam

A associação reforça que continuará trabalhando junto ao Governo Federal e ao Congresso Nacional para ampliar as medidas emergenciais e intensificar esforços diplomáticos com o objetivo de eliminar a sobretaxa norte-americana.

De acordo com o presidente da Abrafrutas, Guilherme Coelho, o foco é garantir que as soluções cheguem a todos os elos da cadeia produtiva, preservando a competitividade das frutas brasileiras no mercado internacional e mantendo o país como fornecedor global de frutas frescas de qualidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

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Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

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O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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