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StoneX eleva estimativa da safra de soja 2025/26 no Brasil e projeta produção recorde

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A consultoria StoneX revisou levemente para cima a estimativa da safra brasileira de soja 2025/26, reforçando a expectativa de um novo recorde de produção. O ajuste positivo ocorre em meio a avanços na produtividade em diversas regiões do país, apesar de impactos climáticos pontuais.

Safra de soja 2025/26 é revisada para 179,7 milhões de toneladas

De acordo com o relatório de abril, a produção de soja foi elevada em 1% em relação à projeção anterior, alcançando 179,7 milhões de toneladas. Mesmo com perdas registradas em algumas áreas, especialmente no Rio Grande do Sul, o desempenho das lavouras em outras regiões compensou as adversidades climáticas.

O avanço da colheita e os resultados acima do esperado em campo levaram à revisão do rendimento médio nacional, agora estimado em 3,69 toneladas por hectare.

Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste puxam crescimento

As revisões mais expressivas ocorreram em estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento das lavouras. Nessas áreas, a produtividade superou as expectativas iniciais, contribuindo para o aumento da estimativa nacional.

Com a colheita em fase final, a StoneX avalia que novas revisões tendem a ser mais limitadas, consolidando o cenário de safra recorde, ainda que o potencial máximo tenha sido parcialmente afetado pelo clima.

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Milho: primeira safra cresce e reforça abastecimento interno

No caso do milho, a primeira safra 2025/26 teve sua produção revisada para 27,2 milhões de toneladas, alta de 1,5% frente à estimativa anterior. O aumento está relacionado à melhora na produtividade, principalmente em estados do Norte e Nordeste.

Se confirmada, a produção da safra de verão será 6,6% superior à registrada no ciclo passado, fortalecendo sua importância no abastecimento interno. No Brasil, o consumo doméstico de milho supera as exportações, o que torna essa etapa inicial fundamental até a entrada da safrinha.

Safrinha tem leve corte e segue sob atenção climática

Por outro lado, a segunda safra de milho (safrinha) teve ajuste negativo de 0,6%, com a produção estimada em 106 milhões de toneladas. A revisão reflete principalmente a redução da área plantada em estados como São Paulo e Mato Grosso, impactados por atrasos no plantio.

Além disso, o clima segue como fator de risco. Previsões indicam chuvas abaixo da média em abril, o que já motivou uma leve redução na produtividade esperada no Paraná. Ainda assim, a StoneX ressalta que os modelos climáticos podem mudar, e que as próximas semanas serão decisivas para o desempenho da safrinha.

Produção total de milho é ajustada para 135,7 milhões de toneladas

Considerando as três safras — incluindo a terceira, estimada em 2,5 milhões de toneladas — a produção total de milho no ciclo 2025/26 foi revisada de 136 milhões para 135,7 milhões de toneladas.

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Balanço de soja: estoques sobem com aumento da produção

No balanço de oferta e demanda da soja, a revisão de abril afetou apenas a produção. O consumo doméstico foi mantido em 65 milhões de toneladas, enquanto as exportações seguem projetadas em 112 milhões.

Com isso, os estoques finais foram elevados para 6,44 milhões de toneladas, indicando maior disponibilidade interna.

Mercado internacional acompanha relação entre China e EUA

No cenário externo, o mercado segue atento às relações entre China e Estados Unidos, com expectativa de um possível encontro entre os presidentes das duas potências em maio, fator que pode influenciar o comércio global de commodities.

Milho: exportações recuam e estoques seguem elevados

Para o milho, além do ajuste na produção, a StoneX reduziu a previsão de exportações para 42 milhões de toneladas, refletindo a demanda interna aquecida.

Os estoques finais devem permanecer em níveis elevados, garantindo o abastecimento doméstico até a entrada da safrinha no segundo semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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