AGRONEGÓCIO
Bolsas Mundiais Operam em Queda e Ibovespa Segue Cauteloso com Tensão Geopolítica e Ajustes no Mercado
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Cenário Internacional: Bolsas Globais Operam em Baixa e Investidores Mantêm Cautela
Os mercados internacionais abriram o dia em queda nesta quinta-feira (19), interrompendo uma sequência de ganhos recentes em Wall Street. A preocupação com o desempenho das empresas de tecnologia e a expectativa pelos resultados de grandes varejistas, como a Walmart, aumentaram o clima de incerteza entre os investidores.
Além disso, relatos sobre o reforço militar dos Estados Unidos próximo ao Irã elevaram o temor de novos conflitos no Oriente Médio, influenciando diretamente o humor dos mercados globais.
Antes da abertura das bolsas americanas, os índices futuros já indicavam o movimento negativo: o Dow Jones recuava 0,25%, o S&P 500 caía 0,24% e o Nasdaq tinha baixa de 0,3%.
Europa Segue o Tom Negativo com Balanços Fracos e Pressão em Grandes Empresas
Na Europa, o movimento também foi de queda. Os principais índices registraram retração após a divulgação de balanços corporativos abaixo do esperado por parte de empresas como Airbus e Rio Tinto, o que pesou sobre o sentimento dos investidores.
Durante a manhã, o índice pan-europeu STOXX 600 caía 0,6%. Entre os principais mercados, o DAX da Alemanha recuava 0,72%, o FTSE 100 do Reino Unido tinha queda de 0,63% e o CAC 40 da França caía 0,74%, refletindo a cautela generalizada no continente.
Ásia Fecha Mista com Estímulos no Japão e Feriados na China
Nos mercados asiáticos, o desempenho foi misto. Enquanto China, Hong Kong e Taiwan permaneceram fechados devido ao feriado do Ano Novo Lunar, o Japão manteve o tom positivo.
O índice Nikkei subiu 0,57%, alcançando 57.467,83 pontos, impulsionado pelas ações do setor tecnológico e pelo otimismo em torno do novo pacote de estímulos econômicos da primeira-ministra Sanae Takaichi. O índice mais amplo Topix também teve alta de 1,18%, chegando a 3.852,09 pontos.
Empresas como SoftBank Group e Tokyo Electron lideraram os ganhos, com altas de 2,6% e 2,9%, respectivamente. O movimento foi reforçado pela entrada de capital estrangeiro, que atingiu 1,42 trilhão de ienes (cerca de US$ 9,1 bilhões) na semana até 14 de fevereiro, o maior volume desde outubro de 2025.
Outras bolsas da região também avançaram: o KOSPI da Coreia do Sul subiu 3,09%, o Straits Times de Cingapura ganhou 1,28%, e o S&P/ASX 200 da Austrália teve alta de 0,88%.
Ibovespa Recua, mas Mantém Forte Desempenho no Ano
No Brasil, o Ibovespa acompanhou o movimento global de cautela e operou em leve queda, em torno de 186 mil pontos, com variação diária negativa de 0,2%. Apesar disso, o principal índice da B3 acumula alta expressiva no ano, com valorização superior a 45%, impulsionada pelo bom desempenho das empresas exportadoras e do setor de commodities.
O fluxo estrangeiro segue positivo, reforçado pela atratividade dos ativos brasileiros diante da estabilidade cambial e das taxas de juros elevadas, que continuam acima de 15% ao ano, conforme dados mais recentes do Banco Central do Brasil.
Banco Central Mantém Política Firme e Mercado Acompanha Expectativas
O Banco Central reforça sua política de estabilidade de preços, mantendo a taxa Selic em patamar alto para conter a inflação. O Relatório Focus mais recente indica que o mercado financeiro projeta inflação controlada e uma trajetória gradual de cortes de juros a partir do segundo semestre de 2026, dependendo da evolução da atividade econômica e dos dados de consumo.
Essa postura prudente tem garantido confiança aos investidores e sustentado a entrada de capital estrangeiro no país, que continua a buscar oportunidades em setores ligados à exportação e infraestrutura.
Commodities em Alta com Tensão no Oriente Médio
Os preços internacionais do petróleo seguem em alta. O Brent avançava 1,5%, cotado a US$ 71,41, enquanto o WTI dos Estados Unidos subia 1,6%, para US$ 66,26. A escalada é reflexo direto das tensões no Oriente Médio e da possibilidade de interrupções no fornecimento global.
O movimento favorece ações de energia e mineração, setores que têm sustentado parte dos ganhos nas bolsas de países exportadores, incluindo o Brasil.
Perspectivas: Volatilidade Deve Continuar no Curto Prazo
Com o aumento das tensões geopolíticas, a temporada de balanços nos EUA e as decisões de política monetária nas principais economias, o cenário global tende a permanecer volátil nas próximas semanas.
No entanto, o mercado brasileiro segue como um dos mais promissores entre os emergentes, com fundamentos sólidos, inflação controlada e desempenho positivo das commodities agrícolas e minerais — fatores que fortalecem o agronegócio e atraem investimentos estrangeiros.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Paraná projeta safra recorde de cevada em 2026 e fortalece liderança nacional na produção
O Paraná caminha para registrar uma safra histórica de cevada em 2026. Impulsionado pelas condições climáticas favoráveis e pela expansão da área cultivada, o estado deve colher mais de 550 mil toneladas do cereal, consolidando sua posição como principal produtor brasileiro.
As informações constam no mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta semana.
Área cultivada cresce 21% e reforça expectativa de produção recorde
O plantio da cevada já alcançou 44% da área prevista para a safra 2026, beneficiado pelo clima favorável e pelos níveis adequados de umidade no solo.
A projeção aponta para uma área recorde de 126 mil hectares, crescimento de 21% em relação aos 104 mil hectares cultivados na temporada anterior. Com isso, a produção estadual deverá superar 550 mil toneladas, ampliando ainda mais a participação paranaense no abastecimento nacional.
Segundo o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho, o avanço dos trabalhos foi favorecido pelas condições climáticas observadas nas últimas semanas.
“As chuvas registradas em maio foram importantes para garantir a umidade necessária ao desenvolvimento das lavouras, enquanto o período mais seco recente permitiu acelerar o plantio”, destacou.
Apesar do cenário positivo, os técnicos acompanham com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño. A expectativa de maior volume de chuvas durante a primavera pode comprometer a qualidade dos grãos no período da colheita.
Paraná lidera produção nacional de cevada
O estado mantém ampla liderança na produção brasileira de cevada. O segundo maior produtor do país, o Rio Grande do Sul, tem previsão de colher cerca de 100,4 mil toneladas.
De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional deverá atingir 678,7 mil toneladas em 2026, representando aumento de 7,2% em comparação ao ciclo anterior.
Safra de milho segue em desenvolvimento e mantém potencial produtivo
O boletim também destaca o avanço da segunda safra de milho 2025/26, cuja estimativa permanece em 17,5 milhões de toneladas.
A colheita começou de forma pontual na região Oeste, principal polo produtor do estado. Até o momento, aproximadamente 14 mil hectares foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total cultivada.
Dos 2,9 milhões de hectares plantados, cerca de 24% das lavouras já estão na fase final de desenvolvimento e praticamente livres dos riscos de geadas. Os demais 76% ainda demandam monitoramento das condições climáticas durante as próximas semanas.
Exportações de carne de peru ganham força
A cadeia produtiva de perus também apresentou resultados positivos. Em 2025, o Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras da proteína, alcançando 22,61% do total nacional.
Os embarques estaduais somaram 14.875 toneladas, avanço expressivo em relação às 8.692 toneladas exportadas no ano anterior.
No cenário nacional, a carne de peru brasileira foi destinada a 88 mercados internacionais, com destaque para os países das Américas, responsáveis por 63,05% das compras, e da África, com participação de 31,15%.
Maior oferta pressiona preços do brócolis
No segmento de hortaliças, o aumento sazonal da produção provocou queda nos preços do brócolis no mercado atacadista.
A região de Curitiba, responsável por mais de 75% da produção estadual, registrou ampliação da oferta nas primeiras semanas de junho. Como resultado, o preço médio praticado no entreposto da capital recuou para R$ 8,33 por quilo, valor 28,6% inferior ao observado no mesmo período do mês anterior.
Balança comercial de lácteos fecha quadrimestre com superávit em volume
O setor lácteo paranaense encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume comercializado no mercado externo.
As exportações alcançaram 4,3 mil toneladas, superando as importações, que totalizaram 3,1 mil toneladas no período.
Entretanto, a balança comercial permaneceu deficitária em valor financeiro. Enquanto as vendas externas geraram receita de US$ 8,1 milhões, as importações somaram US$ 11,4 milhões.
O resultado reflete o perfil da pauta comercial do setor. O Paraná exporta predominantemente produtos de menor valor agregado, como manteiga, enquanto importa itens com maior valor de mercado, especialmente queijos.
Agronegócio paranaense mantém trajetória de crescimento
Os números apresentados pelo Deral reforçam o bom momento vivido pelo agronegócio paranaense. A expectativa de safra recorde de cevada, o avanço do milho, o fortalecimento das exportações de proteína animal e o desempenho positivo de diferentes cadeias produtivas demonstram a diversidade e a força do setor no estado.
Mesmo diante dos desafios climáticos e das oscilações de mercado, o Paraná segue ampliando sua relevância no cenário agropecuário nacional e consolidando sua posição entre os principais polos produtores do Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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