RIO BRANCO
Search
Close this search box.

ACRE

Sepi realiza 3ª etapa do diagnóstico participativo em terras indígenas do Acre

Publicados

ACRE

Com o objetivo de mapear benefícios e identificar prioridades nas terras indígenas do Acre, a Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi) realizou, entre os dias 9 e 19 de fevereiro, a 3ª etapa do diagnóstico participativo no Território Indígena Kaxinawá do rio Jordão, no município de Jordão, que abrange as Terras Indígenas do Alto, Médio e Baixo rio Jordão, além do Seringal Independência.

Etapas do Diagnóstico

A 1ª etapa, realizada de 30 de junho a 9 de julho de 2025, contemplou os Territórios Indígenas Puyanawa, no município de Mâncio Lima e Nukini/Katukina/Kaxinawá, em Feijó. No caso da 2ª etapa, ocorrida de 8 a 19 de outubro de 2025, abrangeu os Territórios Indígenas Noke Koe, em Cruzeiro do Sul, e Nukini e Nawa, em Mâncio Lima. 

Diagnóstico foi conduzido de forma planejada e gradual, com articulação junto às lideranças. Foto: Cedida

A 1ª etapa, realizada de 30 de junho a 09 de julho de 2025, contemplou os Territórios Indígenas Puyanawa, no município de Mâncio Lima e Nukini/Katukina/Kaxinawá, em Feijó. No caso da 2ª etapa, ocorrida de 08 a 19 de outubro de 2025, abrangeu os Territórios Indígenas Noke Koe, em Cruzeiro do Sul, e Nukini e Nawa, em Mâncio Lima. 

Leia Também:  Operação Mulher Segura 2026 tem início em todo o país e Polícia Civil do Acre reforça ações de combate à violência contra a mulher

Metodologia participativa e intercultural

A ação adotou metodologia participativa e intercultural, com escuta ativa, coleta de dados em campo e realização de oficinas articuladas com as lideranças, para mapear territórios e relações institucionais, além de identificar necessidades e prioridades para a implementação dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs) nas terras indígenas do Acre.

O diagnóstico participativo já apresenta resultados preliminares em territórios como o Kaxinawá do rio Jordão, que abrange o Alto, Médio e Baixo rio Jordão, e a Terra Indígena do Seringal Independência, onde as entrevistas registraram a presença e a atuação de diferentes instituições.

A secretária Extraordinária de Povos Indígenas, Francisca Arara, ressaltou que a Sepi, dará continuidade às próximas etapas até a conclusão do processo, consolidando as informações levantadas e garantindo, ao final, a devolutiva à população indígena de forma transparente e acessível.

O diagnóstico identificou a atuação de diversas instituições nos territórios, entre elas o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), a Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre (SEE) e secretarias do município de Jordão, como Educação, Esportes, Produção e Obras. Também foram mencionadas organizações de representação e apoio, como a Comissão Pró-Indígena (CPI), a Associação do Movimento dos Agentes Agroflorestais Indígenas do Acre (AMAAIAC), a Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (OPIRJ) e as associações Huni Kuĩ do baixo e do alto rio Jordão.

Leia Também:  Estado convoca aprovados em concurso do Instituto Socioeducativo para posse

As ações contemplam a educação, com o pagamento de professores e a manutenção de escolas, a área social, com apoio a programas como o Bolsa Família, além da atuação da Funai na regularização territorial e capacitação e do DSEI na assistência à saúde indígena. Na gestão territorial e ambiental, a AMAAIAC paga bolsas aos Agentes Agroflorestais Indígenas com recursos da Sepi, por meio do Programa REM Acre – Fase II.

Fonte: Governo AC

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ACRE

Espetáculo Tons da Resistência leva música e reflexão sobre igualdade racial a estudantes da Escola Paulo Freire

Publicados

em

Por

A Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre (SEE), por meio da Divisão de MultiArte, promoveu na manhã desta sexta-feira, 19, o espetáculo Tons da Resistência, para estudantes dos anos finais do ensino fundamental da Escola Estadual Paulo Freire, em Rio Branco. A atividade integra as ações do projeto de leitura da unidade escolar, intitulado “Uma viagem pelo mundo da leitura”, desenvolvido ao longo de todo o ano letivo.

Estudantes acompanham o espetáculo Tons da Resistência, que aborda a cultura afro-brasileira e o combate ao racismo. Foto: Mardilson Gomes/SEE

A apresentação musical levou aos estudantes canções e reflexões sobre a valorização da cultura afro-brasileira e o combate ao racismo, em conformidade com a Lei nº 10.639, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura afro-brasileira nas escolas.

De acordo com a coordenadora pedagógica da Escola Paulo Freire, Francisca Barros, a ação faz parte de uma série de atividades voltadas ao fortalecimento da leitura e da produção textual entre os estudantes.

“Essa apresentação integra as diversas atividades que temos realizado ao longo de 2026, dando continuidade ao trabalho desenvolvido em anos anteriores. É fundamental contar com o apoio da Secretaria de Educação e de outros setores, para elevar nossos indicadores de proficiência leitora, mostrando aos estudantes que a leitura é uma prática essencial e está presente em seu cotidiano”, destacou.

Leia Também:  Acre reforça efetivo com a formatura de novos soldados do Corpo de Bombeiros
Coordenadora pedagógica da Escola Paulo Freire, Francisca Barros, destaca parceria com a SEE para fortalecer ações do projeto de leitura. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Segundo a coordenadora, os alunos do 6º ao 9º ano vêm participando de atividades relacionadas aos diversos gêneros textuais, com acompanhamento especial dos professores de Língua Portuguesa. As produções elaboradas pelos estudantes são expostas e recebem uma premiação simbólica, como forma de valorizar o processo de aprendizagem.

A apresentação do grupo MultiArte foi uma iniciativa proposta por professores de diferentes componentes curriculares da escola, em razão da relevância da temática. “O retorno dos estudantes tem sido muito positivo. Eles estão atentos e engajados, o que demonstra a importância do trabalho coletivo e do apoio institucional”, acrescentou Francisca.

Integrante da equipe MultiArte da SEE, a artista Sandra Buh explicou que o projeto Tons da Resistência surgiu da necessidade de trabalhar a temática étnico-racial ao longo de todo o ano letivo, e não apenas no mês de novembro.

Artista da equipe MultiArte da SEE, Sandra Buh explica que o espetáculo Tons da Resistência busca promover o debate sobre as relações étnico-raciais por meio da música e da arte. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“O projeto utiliza a música e a interação com os estudantes para apresentar compositores contemporâneos pouco difundidos pela mídia tradicional, promovendo uma abordagem contínua sobre as relações étnico-raciais, conforme prevê a legislação. A receptividade tem sido excelente, e nesta semana realizamos a sexta apresentação”, afirmou.

Leia Também:  Poços e cacimbas serão perfurados em 38 aldeias do Acre para garantir água durante a seca, anuncia Sepi

Sandra ressaltou que as escolas interessadas em receber o espetáculo ou outras ações do programa MultiArte podem entrar em contato e solicitar a apresentação.

Encantamento e aprendizado

A estudante Ana Clara Saad, do 6º ano, destacou que a apresentação despertou reflexões sobre a história do povo negro e chamou sua atenção pela estética e pela sonoridade.

“Foi uma experiência que me tocou profundamente. As músicas me fizeram refletir sobre o sofrimento enfrentado durante a escravidão e gostei muito da estrutura musical. Gostaria que mais atividades assim acontecessem na escola”, disse.

Maria Clara Saad, do 6º ano da Escola Paulo Freire, afirmou que a apresentação despertou reflexões sobre a história do povo negro e destacou a beleza da sonoridade e da estética do espetáculo. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Para Brenda Ângeles, do 8º ano, o espetáculo contribui para conscientizar sobre os impactos do racismo e valorizar a cultura. “É importante para ensinar as pessoas a combaterem o racismo e também para incentivar a cultura. Gostei das músicas e gostaria de conhecer ainda mais canções sobre esse tema”, afirmou.

Já Eloá Rebeca Valente, do 6º ano, comparou a experiência a um espetáculo profissional: “Parecia que estávamos assistindo a um show pela televisão. Gostei muito da voz dos cantores e dos instrumentos. Foi muito bonito ver como as músicas representaram a cultura e a história do povo negro. Quero que eles voltem mais vezes à nossa escola”.

Fonte: Governo AC

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA