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Mercado Global de Trigo Entra em Fase de Ajuste com Maior Oferta e Clima Desafiador

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O mercado internacional de trigo atravessa um momento de transição, influenciado por uma combinação de fatores que envolvem aumento da oferta global, instabilidade climática nas principais regiões produtoras e volatilidade nas bolsas de commodities. No Brasil, o abastecimento segue estável, mas os movimentos externos e o comportamento dos preços internacionais apontam para uma possível redefinição das cotações nas próximas semanas.

Argentina amplia exportações e reforça pressão sobre preços

A Argentina, principal fornecedora de trigo para o mercado brasileiro, anunciou a ampliação em mais 1 milhão de toneladas do volume disponível para exportação, totalizando 18,5 milhões de toneladas na atual safra — um recorde histórico para o país.

De acordo com a TF Agroeconômica, o aumento da oferta tende a pressionar ainda mais as cotações do cereal argentino. Embora a disponibilidade interna tenha crescido, a qualidade do grão permanece como ponto de atenção entre compradores e tradings, o que mantém certa cautela nas negociações físicas. No Brasil, o mercado interno se mantém bem abastecido, mas produtores relatam pressão para liberar estoques diante da competição mais intensa com o trigo importado.

Clima e projeções reduzem otimismo nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, as incertezas climáticas continuam sendo o principal fator de influência nas cotações. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu as previsões para a área plantada e a produtividade média da safra 2026/27, estimando uma produção de 50,62 milhões de toneladas, contra 54,01 milhões do ciclo anterior.

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A situação é agravada pela seca que atinge 46% das lavouras de trigo de inverno, gerando preocupação quanto à qualidade e ao potencial produtivo da nova colheita. Apesar de os estoques finais projetados ficarem em 25,39 milhões de toneladas, o mercado interpreta os dados com cautela, já que o ritmo das exportações e as vendas externas semanais seguem instáveis.

Bolsas internacionais registram alternância de altas e quedas

Após acumular alta superior a 3,5% na semana anterior, o trigo iniciou a nova semana em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), em um movimento de realização de lucros e ajustes técnicos.

O contrato março/26 abriu cotado a US$ 5,71/bu, com recuo de 24 pontos, enquanto o vencimento maio/26 caiu 36 pontos, negociado a US$ 5,76/bu. Analistas explicam que previsões de temperaturas mais amenas nas regiões produtoras dos EUA reduziram o prêmio climático, que vinha sustentando os preços nas últimas semanas.

Mesmo com a queda recente, o cereal acumulou ganhos significativos na semana anterior: Chicago avançou 3,80%, Kansas subiu 3,29% e Minneapolis teve alta de 1,69%, impulsionados pelas preocupações com o clima e pelas projeções de menor produção norte-americana.

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Oferta global cresce com safra recorde argentina e estimativas positivas na Rússia

Enquanto os Estados Unidos enfrentam desafios climáticos, Rússia e Argentina ampliam a produção e reforçam o quadro de ampla oferta mundial. A consultoria SovEcon revisou para cima sua estimativa de safra russa, agora projetada em 85,9 milhões de toneladas, enquanto o Ministério da Agricultura da Argentina também elevou suas previsões de produção e exportações.

A situação no Mar Negro, no entanto, segue como ponto de atenção. A ausência de avanços nas negociações de paz na região mantém o mercado em alerta quanto à estabilidade logística e comercial, fator que pode influenciar o fluxo global de exportações nos próximos meses.

Mercado brasileiro segue estável, mas atento aos desdobramentos internacionais

No Brasil, o mercado de trigo mantém ritmo de abastecimento confortável, mas segue atento ao comportamento internacional. A pressão da oferta argentina, as condições climáticas nos Estados Unidos e o ritmo das exportações globais são variáveis que devem continuar influenciando o comportamento dos preços internos e as decisões de comercialização ao longo do ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%

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O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.

Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.

Compradores aguardam maior oferta da safrinha

Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.

Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.

A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.

Clima segue no radar dos agentes do mercado

As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.

O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.

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Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.

Relatório do USDA influencia expectativas globais

No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.

A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.

Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam

Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.

A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.

Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:

  • Alta de 57,9% na receita média diária;
  • Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
  • Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.

O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.

Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras

O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.

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Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:

  • Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
  • Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
  • Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
  • Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
  • Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
  • Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
  • Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.

A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.

Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses

O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.

Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.

Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.

Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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