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Oferta restrita impulsiona valorização da mandioca no mercado nacional

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O mercado de mandioca segue registrando altas consecutivas nos preços da raiz, refletindo um cenário de oferta limitada e demanda aquecida pela indústria. De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), esta é a terceira semana seguida de valorização no setor, sustentada por um conjunto de fatores que incluem o clima adverso e o comportamento estratégico dos produtores.

Indústria aumenta processamento em meio à falta de matéria-prima

A elevação das cotações é impulsionada principalmente pelo maior ritmo de esmagamento nas indústrias, que buscam manter a produção ativa apesar da dificuldade de encontrar matéria-prima no mercado. A escassez é resultado da combinação entre o clima seco e as altas temperaturas, que reduziram o desenvolvimento das lavouras e limitaram o avanço da colheita.

Produtores seguram a safra à espera de preços melhores

Outro fator determinante para o cenário atual é a postura dos produtores, que optam por reter a mandioca de melhor qualidade, aguardando preços mais atrativos para realizar a venda. Essa estratégia reduz ainda mais a disponibilidade imediata da raiz, o que sustenta a valorização observada nas últimas semanas.

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Segundo o Cepea, o comportamento do produtor tem sido influenciado pela expectativa de margens mais favoráveis, especialmente diante dos custos de produção elevados registrados em 2024.

Custo de produção elevado deve guiar ritmo de comercialização

A rentabilidade segue como ponto-chave para a decisão de venda nos próximos meses. Produtores destacam que as lavouras cultivadas em 2024 enfrentaram custos mais altos, principalmente em razão do encarecimento dos arrendamentos de terras e da mão de obra para colheita.

Com isso, o avanço da oferta tende a ocorrer de forma gradual, conforme os preços atingirem níveis considerados compensatórios pelos produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne de frango do Brasil crescem 29,6% e atingem 3º maior volume histórico em maio de 2026, aponta Cepea

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As exportações brasileiras de proteína animal apresentaram desempenho misto em maio de 2026. Enquanto a carne de frango registrou forte crescimento e alcançou o terceiro maior volume da série histórica, o setor de ovos manteve retração no acumulado do ano, mas com destaque positivo para os produtos processados. Os dados são do Cepea, com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior.

Exportações de frango crescem e alcançam 509,9 mil toneladas em maio

O Brasil exportou 509,9 mil toneladas de carne de frango em maio de 2026, volume que representa:

  • Alta de 4,8% em relação a abril
  • Crescimento expressivo de 29,6% frente a maio de 2025
  • Terceiro maior resultado da série histórica, iniciada em 1997

O desempenho confirma a manutenção de um ritmo aquecido das exportações ao longo de 2026, sustentado principalmente pela forte demanda internacional por proteína brasileira.

Entre os principais destinos, os países do Oriente Médio seguem ganhando protagonismo no comércio exterior do setor.

Oriente Médio impulsiona embarques brasileiros

Os Emirados Árabes Unidos ampliaram significativamente suas compras em maio, com alta de 68,8% na comparação mensal, totalizando 32,3 mil toneladas.

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Já a Arábia Saudita importou 39 mil toneladas, avanço de 9% frente a abril.

Com isso, ambos os países reforçam sua posição entre os principais destinos da carne de frango brasileira, ocupando respectivamente a quarta e a terceira colocação no ranking global de importadores.

Exportações de ovos recuam no ano, mas processados atingem melhor resultado desde 2006

O setor de ovos apresentou desempenho mais fraco no acumulado de 2026. Segundo o levantamento, o Brasil exportou 12,39 mil toneladas de ovos in natura e processados entre janeiro e maio, queda de 32,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 18,36 mil toneladas.

Em maio, o volume exportado foi de 2,18 mil toneladas, recuo de:

  • 5,7% em relação a abril
  • 59% na comparação com maio de 2025

Apesar da retração geral, os ovos processados mostraram evolução relevante no acumulado do ano.

Processados ganham espaço nas exportações

Do total exportado em 2026, 3,99 mil toneladas foram de ovos processados, o equivalente a 32% dos embarques brasileiros.

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Segundo pesquisadores do Cepea, esse resultado indica uma mudança gradual no perfil das exportações do setor, com a maior participação de processados para o período desde 2006.

Panorama do setor

O contraste entre os dois segmentos evidencia um cenário de:

  • Expansão consistente no mercado de carne de frango, sustentado pela demanda externa
  • Recuo nas exportações de ovos, ainda pressionadas no acumulado do ano
  • Relevância crescente dos produtos processados, especialmente no setor de ovos

O desempenho reforça a importância do comércio internacional como vetor de sustentação para a cadeia de proteínas animais do Brasil em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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