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Ouro registra alta global enquanto commodities agrícolas permanecem estáveis, aponta painel em Capão do Leão

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Durante a 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, realizada nesta terça-feira (24) em Capão do Leão (RS), especialistas analisaram o desempenho de ativos financeiros globais e os impactos sobre o mercado agrícola. O painel “O que esperar para 2026? Da macroeconomia às commodities” contou com a palestra do pesquisador do Centro de Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro), Felippe Serigati, e mediação de Alexandre Velho, presidente do Instituto Riograndense do Arroz (Irga). O evento ocorreu no auditório Frederico Costa, na sede da Embrapa Clima Temperado.

Ouro e metais preciosos lideram valorização global

De acordo com Serigati, entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, ativos como ouro e outras commodities metálicas apresentaram valorização significativa, mesmo diante de incertezas geradas pelo aumento de tarifas nos Estados Unidos. “Mesmo com fatores de instabilidade, como o aumento de tarifas anunciado pelo presidente Donald Trump, vários ativos se valorizaram de forma expressiva. Metais preciosos, por exemplo, acumularam alta de 94% em dólar”, destacou o pesquisador.

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Commodities agrícolas seguem estabilidade

No mesmo período, os produtos agrícolas apresentaram comportamento diferente. O preço do arroz no Brasil, embora influenciado pelo dólar e pelo cenário macroeconômico, é determinado principalmente por fundamentos de oferta e demanda. A cotação internacional do arroz, baseada na referência da Tailândia, indica preços pressionados, o que explica a estabilidade observada no setor agrícola.

Perspectivas econômicas globais e papel de China e EUA

O painel também discutiu o cenário econômico mundial, marcado por desaceleração do crescimento, mas ainda acima das expectativas iniciais. Serigati enfatizou que a China segue atuante no comércio internacional, mesmo enfrentando desafios internos, enquanto nos Estados Unidos o setor de tecnologia tem compensado parcialmente os efeitos das tarifas aplicadas pelo governo americano.

Brasil mantém mercado agrícola ativo, mas ajustes são necessários

No contexto nacional, o pesquisador destacou que a cotação mais baixa do dólar tem ajudado a conter a inflação e reduzir o risco país. Para 2026, a expectativa é de um mercado agrícola aquecido, mas com necessidade de ajustes estruturais. “Será necessário um ajuste, especialmente em relação aos gastos do governo, para garantir sustentabilidade no médio prazo”, alertou Serigati.

Conectando campo e mercado

Com o tema “Cenário atual e perspectivas: conectando campo e mercado”, a 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas é promovida pela Federarroz, com correalização da Embrapa e do Senar, e patrocínio premium do Instituto Riograndense do Arroz (Irga). Inscrições gratuitas e mais informações estão disponíveis no site www.colheitadoarroz.com.br.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Café avança nas bolsas com estoques apertados, queda nas exportações de arábica e risco climático no Brasil

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Mercado internacional do café mantém tendência de alta

Os preços do café iniciam esta sexta-feira (12) em forte movimento de valorização nas bolsas internacionais, dando continuidade ao rali observado nas últimas sessões. O avanço é sustentado por fundamentos de oferta mais restrita no curto prazo, especialmente no arábica, além de fatores climáticos e cambiais.

Em Nova York, o café arábica voltou a subir com força. O contrato julho/26 avançava cerca de 160 pontos no início do pregão, enquanto setembro/26 era negociado em torno de 251,60 cents por libra-peso, com alta de 135 pontos. O vencimento dezembro/26 também registrava ganho relevante, refletindo um ambiente de aperto na oferta.

Em Londres, o robusta também operava em alta. O contrato setembro/26 subia para US$ 3.459 por tonelada, enquanto os demais vencimentos acompanhavam o movimento positivo, ainda que de forma mais moderada.

Alta é sustentada por estoques menores e exportações mais fracas

O movimento altista encontra suporte direto na redução dos estoques certificados de arábica na ICE, que recuaram para cerca de 399 mil sacas — praticamente metade do volume registrado no mesmo período do ano anterior. O cenário reforça a percepção de aperto de oferta no curto prazo.

Outro ponto de atenção vem dos dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Em maio, o país embarcou 3,09 milhões de sacas, alta anual modesta. No entanto, o desempenho do arábica chamou atenção pela queda:

  • 2,13 milhões de sacas exportadas em maio
  • Recuo de 11,9% frente ao mesmo mês do ano anterior
  • Queda de 6,7% em relação a abril
  • Redução acumulada de 21,3% nos cinco primeiros meses de 2026
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No acumulado do ano-safra, a retração já chega a 16,7% no arábica, reforçando o quadro de oferta mais limitada no mercado internacional.

Clima no Brasil entra no radar e adiciona volatilidade

Além dos fatores de oferta e demanda, o mercado também acompanha de perto as condições climáticas no Brasil, principal produtor global de café.

De acordo com a Climatempo, áreas produtoras de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e sul da Bahia devem registrar chuvas persistentes nos próximos dias. O cenário pode:

  • Atrasar o avanço da colheita
  • Dificultar a secagem dos grãos
  • Elevar preocupações com a qualidade do café recém-colhido

Apesar disso, não há indicação de risco de geadas ou frio intenso para as regiões produtoras neste momento.

Mercado físico segue travado no Brasil

No mercado interno, o ritmo de negociações continua lento. Produtores ainda resistentes às bases de preços oferecidas pelos compradores mantêm baixa liquidez, segundo agentes consultados.

Esse comportamento limita a oferta no mercado físico e contribui para sustentar os preços em meio à colheita em andamento.

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Nova York acelera alta com dólar fraco e cobertura de posições

Na sessão mais recente, o café arábica em Nova York encerrou o dia em forte valorização, ampliando os ganhos do pregão anterior. O movimento foi impulsionado por:

  • Cobertura de posições vendidas (short covering)
  • Dólar mais fraco frente ao real
  • Preocupações com o ritmo da colheita no Brasil
  • Queda dos estoques certificados

Os contratos de julho/26 fecharam a 253,95 cents por libra-peso, com alta de 5,55 cents (+2,2%). Já setembro/26 encerrou a 250,25 cents, avanço de 5,65 cents (+2,3%).

Perspectivas para o mercado do café

O cenário geral segue marcado por forte sensibilidade a fatores climáticos, comportamento das exportações brasileiras e nível dos estoques internacionais. Enquanto a oferta de arábica permanece mais restrita no curto prazo, o mercado tende a seguir volátil, com espaço para novas oscilações conforme o avanço da colheita no Brasil e a evolução das condições climáticas nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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