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Mecanização especializada eleva eficiência na produção de arroz irrigado no Brasil

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Produção de arroz busca eficiência operacional

A produção de arroz no Brasil segue em expansão, com foco em eficiência e redução de custos. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2025/2026 deve abranger 1,6 milhão de hectares e gerar aproximadamente 11,1 milhões de toneladas, atendendo ao consumo médio anual de 10,5 milhões de toneladas. O cereal mantém-se como um dos principais itens da alimentação nacional, exigindo operações precisas devido a solos úmidos e janelas curtas de plantio e colheita.

Mecanização adaptada ao arroz irrigado

Para atender às demandas do cultivo em áreas alagadas, a Massey Ferguson oferece tratores, plantadeiras e colheitadeiras projetados para o arroz irrigado.

Segundo Lucas Zanetti, gerente de marketing de produtos da Massey Ferguson, “a mecanização adaptada passou a ser uma decisão estratégica para produtores, diante de áreas de alta exigência operacional e variações climáticas”.

Tratores com pneus R2 garantem maior tração e desempenho

O portfólio da Massey Ferguson inclui modelos com diferentes potências, como a série MF 7700 Dyna 6, que vai do MF7718, com 180 cv, até o MF7725, com 250 cv, voltado para operações intensivas.

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Um diferencial importante é o uso de pneus R2, cujas garras mais profundas proporcionam menor patinagem e melhor desempenho em solos alagados, garantindo maior regularidade durante a safra, explica Zanetti.

Plantio uniforme com tecnologia de flutuação

A plantadeira MF 300 permite compactação adequada do solo, favorecendo a emergência uniforme das plantas, mesmo em alta umidade. Pneus de alta flutuação distribuem melhor o peso da máquina, reduzindo a pressão no solo.

Além disso, reservatórios de sementes e fertilizantes de alta capacidade e divisórias móveis possibilitam ajustes rápidos na proporção de insumos, aumentando a flexibilidade e eficiência do manejo.

Colheita eficiente e redução de perdas

Na colheita, as colheitadeiras híbridas combinam sistemas convencional e axial, garantindo eficiência na trilha, separação e limpeza, com baixos índices de perdas e quebra de grãos. Os modelos MF 4690 HD, MF 5690 HD e MF 6690 HD atendem diferentes escalas de produção, adaptando-se às exigências operacionais do arroz irrigado.

Tecnologias embarcadas aumentam precisão no campo

O uso de tecnologias embarcadas, como sistemas de piloto automático integrados aos tratores, permite maior precisão e alinhamento das passadas, reduzindo sobreposição e otimizando o uso de insumos.

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Zanetti destaca que a combinação de máquinas adequadas e tecnologias inteligentes contribui para a eficiência operacional, sustentabilidade e previsibilidade dos resultados na produção de arroz no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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